O veterano grupo sueco de Death Metal Grave, postou uma pequena nota no Facebook sobre seu próximo álbum. O título do trabalho já foi escolhido, Endless Procession Of Souls, e já tem cinco faixas finalizadas. A previsão de lançamento é para o começo de 2012 pela Century Media Records.
Carve - Revel In Human Filth
(Black Hole Productions)
Roger "Rogga" Johansson é um batalhador na cena Death Metal underground sueca. Conhecido pelos seus trabalhos no Paganizer e também Deranged (onde fez os vocais em uma turnê no período de 2001/2002), ele formou em 2000 junto com seu camarada de Paganizer Matthias Fiebig (bateria) e os comparsas Emil Koveroth (guitarra – ex: Blodsrit e Portal) e Oskar Nilsson (baixo – ex: Obscenity)o Carve e lançaram em 2002 o álbum de estréia Stillborn Revelations, numa parceira com o selo brasileiro Black Hole Productions. Esse material nada mais era que a junção das primeiras demos do grupo, mas remasterizadas. O resultado foi matador, chamando bastante a atenção dos deathbangers, especialmente aqueles que apreciam os primeiros álbuns dos polacos do Vader. Pois bem, passados dois anos o grupo solta seu segundo petardo, o fudido Revel In Human Filth, uma autêntica aula de como fazer Death Metal tradicional e sem frescuras. Agora reduzido em um trio (Emil Koveroth pulou fora), este segundo trabalho mostra um Carve com composições ainda mais fortes e maduras em relação aos trampos anteriores. A influência do Vader ainda existe, mas aqui nota-se que o Morbid Angel também passou a ter um papel importante no processo de composição do grupo, com partes bem rápidas e outras cadenciadas, ambas típicas do Death Metal. Ou seja, aqui a brutalidade impera, com direto à riffs sombrios, vocais ríspidos e o pique quebra pescoço da cozinha. A produção perfeita de Dan Swanö também contribuiu para que pedradas do porte de Storms Across A Dead Planet, Hatred Unbound, Soulrape Unleashed e a fudida Fall From Disgrace soassem autênticos assaltos profanos do Metal da Morte. Uma pena que após esse trabalho o grupo encerrou suas atividades. Cabe aqui um alerta: Se você é adepto a sonoridade GAY do tal "Gothenburg Sound" nem chegue perto deste trabalho. Deathbangers apreciadores do Old School Death Metal e do VERDADEIRO Swedish Death Metal não deixem de conferir essa autêntica pancadaria nórdica. Muito foda! (Por: Saulo Baldim Gandini)
Este aqui é o primeiro lançamento dos suecos do Marduk; Fuck Me Jesus foi uma clássica demo gravada em 1991 e que posteriormente foi relançada em formato EP pela gravadora francesa Osmose Productions. Na época deste registro, a sonoridade do grupo era bem diferente do que viria a ser seus lançamentos futuros, já que em Fuck Me Jesus o Marduk possuía muitas influências de Death Metal, que reunidas ao Black Metal tradicional, deixava o som muito mais diversificado. Algo semelhante estilisticamente com que o Darkthrone fez no magnífico Soulside Journey. O trabalho inicia-se com a faixa titulo que na verdade é uma introdução retirada do filme Exorcista (“Let Jesus Fuck You” e ”Lick Me”), que em minha opinião combinou perfeitamente com a proposta do álbum. A parte principal do EP concentra-se em três composições, Departure From The Mortals, The Black... e Within The Abyss, que depois fariam parte do debut Dark Endless lançado em 1992. Essas três músicas são ótimas, com várias variações, mesclando muito bem partes arrastadas e macabras com os blast beats da bateria. Os vocais de Andreas Axelsson são excelentes, vomitados e cheios de ódio, assim como a bateria de Joakim “Af Gravf” que soa bem diversificada. Esse EP foi relançado em 1999 com três faixas bônus dentre eles uma versão de estúdio da música Dark Endless (gravada nas sessões do Opus Nocturne) e dois covers do Bathory para as músicas In Conspiracy With Satan e Woman Of Dark Desires (que saíram no álbum tributo ao Bathory, intitulado In Conspiracy With Satan). Vale lembrar também de sua arte de capa, uma das mais blasfemas e afrontadoras da história do Black Metal. Fuck Me Jesus é um registro muito bom de um dos melhores grupos da Escandinávia. Recomendado para os fãs do grupo e fãs de Black Metal. Se achar compre! (Por: Saulo Baldim Gandini)
Não meus amigos vocês não leram errado, após quatro demos, oito álbuns de estúdio, três EPs e diversos outros materiais lançados e vinte e três anos prestados ao mais puro Death Metal, infelizmente o Dismember encerrou suas atividades Segue abaixo o comunicado do baixista Tobias Cristiansson:
"Após vinte e três anos o Dismember resolveu se separar. Nós queremos agradecer todos os fãs pelo suporte durante todos esses anos"
Alguns ex-membros da banda, como Fred Estby, David Blomqvist e Tobias Cristiansson, já anunciaram que estão procurando um vocalista para a sua nova banda de Hard ´n´Heavy, junto com Tyrant do Nifelheim, já intitulada Dagger. A intenção da nova banda é seguir uma linha do clássico Hard Rock.
Devido a complicações de último minuto com o visto dos músicos, a banda sueca Ghost não poderá fazer parte da turnê ao lados dos grupos Enslaved e Alcest. O líder da banda, "The Ghoul With No Name" (segundo rumores seria Tobias Forge, das bandas Repugnant e Subvision, que toma o palco na pessoa do "papa satânico") e seus asseclas informaram em comunicado oficial: "Nós lamentamos muito pelas outras bandas na turnê, Enslaved e Alcest. E nós pedimos muitas desculpas principalmente aos nosso fãs. Isto realmente até acima de nosso controle e fizemos todo o possível para poder voltar aos EUA o mais rápido possível e nos apresentar para todos vocês."
Bewitched - At The Gates Of Hell
(Osmose Productions)
Neste seu terceiro álbum At The Gates Of Hell, os suecos do Bewitched - que conta em sua formação com figurões do underground sueco como Vargher (Naglfar & Ancient Wisdom), Wrathyr (Naglfar & Setherial) e Stormlord - mantém a regularidade em relação aos seus trabalhos anteriores e lançam mais um excelente petardo. Se nos dois primeiros registros (os fudidos Diabolical Desecration e Pentagram Prayer) a sonoridade Black Metal imperava no som do grupo aqui ela continua presente, mas em grau reduzido, dando mais espaço ao Heavy Metal Tradicional, já que as influências de grupos como Judas Priest e Mercyful Fate são nítidas. O resultado final é um álbum com músicas extremamente energéticas, dotadas de riffs poderosos, solos inspirados, bateria precisa, baixo marcante e um vocal forte e agressivo, que em momento algum soa forçado ou enfadonho. Impossível não bater a cabeça com pedradas do porte de Sabbath Of Sin (Metal puro!), Heaven In Falling, a cadenciada faixa título At The Gates Of Hell, Lucifer´s Legacy (com um refrão que gruda de imediato na cabeça), Infernal Necromancy e o magnífico cover para Let The Blood Run Red do Thor, que contou com a participação do próprio Jon Mikl Thor nos vocais. Os chatos de plantão com certeza irão reclamar que At The Gates Of Hell é cheio de clichês e que não trás nada de novo para estilo, como se essa fosse a preocupação do Bewitched... Se você não liga para essas bobagens e curte um Metal Tradicional sem frescuras e com temática satânica, At The Gates Of Hell é um álbum que você precisa ter em sua coleção, pois soa absolutamente devastador. Dá-lhe Suécia! (Por: Saulo Baldim Gandini)
Dissection - Storm Of The Light´s Bane
(Nuclear Blast Records)
Alguns leitores poderão me questionar o porque um álbum como Storm Of The Light´s Bane lançado em 1995 figura nessa sessão. Bem, em minha opinião, trabalhos clássicos não tem prazo de validade e nem idade. São álbuns que serão lembrados por gerações, pois soarão sempre atuais. Por isso que enquadro Storm Of The Light´s Bane neste conceito. O debut álbum desses mestres suecos, The Somberlain, foi muito bem recebido pelos fãs de música extrema, mas foi com esse segundo trabalho que o Dissection começou a ser reconhecido por um público maior. Se isso foi bom ou ruim, cabe ao leitor decidir. Com uma belíssima arte de capa assinada pelo mago Kristian Wahlin e gravado novamente no estúdio Hellspawn/Unisound Studios de propriedade de Dan Swanö em Novembro de 1995, Storm Of The Light´s Bane é brutal, desesperador, gélido, odioso, inspirador, mas acima de tudo, uma autêntica obra prima. Temos registrado aqui um Black/Death Metal que possuía melodia e belas passagens acústicas, mas sempre molestados pelo toque carniceiro do grupo. Em comparação ao álbum anterior, este soa muito mais extremo e agressivo. O trabalho começa com uma marcha da morte chamada At The Fathomless Depths que prepara o ouvinte para a massacrante Night´s Blood, uma música rápida, dotada de diversas mudanças de andamento, riffs técnicos e melodia na medida certa, sem soar piegas. O trabalho de guitarras de Jon Nödtveidt e Johan Norman (que substituiu John Zwetsloot) é irrepreensível, dotada de riffs intrincados, ora brutais, ora melódicos e com solos de extremo bom gosto, Ole Öhman é uma máquina de bater, sempre variando os andamentos e acrescentando detalhes nas composições e Peter Palmdalh mostra-se muita segurança em segurar as quatro cordas. A próxima música é Unhallowed, que explode nos alto falantes com a bateria de Ole na velocidade da luz, o vocal ríspido de Nödtveidt (que neste trabalho atingiu o seu auge), um belo dueto de guitarras em seu meio e as tradicionais partes acústicas em seu final. Where Dead Angels Lie é cadenciada, melancólica e esbanja um feeling arrebatador. Vale salientar que essa composição foi lançada em um EP no ano seguinte. A música Retribution -Storm Of The Light´s Bane, começa veloz para depois cair numa levada mais Thrash Metal com destaque para o seu ótimo solo de guitarra em seu meio. O início ameno, com dedilhados limpos de guitarra, marca a entrada da longa Thorns Crimson Of Death que conta com a participação de Legion (ex-Marduk) nos backing vocals. O momento mais esporrento deste álbum é Soulreaper, uma composição extremamente veloz em relação as demais, onde o grande destaque vai para a performace segura do baterista Ole Öhman, que destrói completamente seu kit. Toni "It" Särkkä (Ophthalamia) faz uma pequena contribuição nesta faixa com os backing vocals. Por fim, depois da tempestade vem a calmaria e ela está representada aqui pela instrumental de piano, No Dreams Breed In Breathless Sleep. Composta por Alexandra "Axa" Baloghs essa instrumental encerra esse grande registro deixando uma impressão de melancolia e morte encaixando-se perfeitamente na atmosfera do álbum. A versão que estou resenhando vem incluído o EP Where Dead Angels Lie que além de trazer a versão demo da música título, ainda nós trás dois covers (um para Elizabeth Bathory do Tormentor e o outro para The Antichrist do Slayer), a instrumental Feathers Fell (que aqui consta numa versão diferente daquela que apareceu no debut The Somberlain), além da direta Son Of Mourning. Após esse álbum o Dissection realizou diversas turnês, mas infelizmente, os problemas extra-musicais levaram o líder e principal compositor Jon Nödtveidt a passar sete anos na prisão devido ao assassinato de um homossexual. Jon deixou a prisão, remontou o Dissection e lançou mais um álbum intitulado Reinkaos para depois surpreender a todos com o seu suicídio em Agosto de 2006. Storm Of The Light´s Bane é um registro magistral e que tem resistido ao teste do tempo, um álbum que todo o hellbanger deveria ouvir e possuir em sua coleção. (Por: Saulo Baldim Gandini)
Assassino! Talvez seja essa palavra que melhor encontrei para descrever esse novo trabalho dos suecos do Vomitory. O veterano grupo que está na ativa a mais de vinte anos e responsável por algumas pérolas do Death Metal, vide os fodidos Revelation Nausea, Blood Rapture e Primal Massacre, conseguiu lançar, até o momento, o seu melhor e mais maduro álbum. Opus Mortis VIII, o oitavo de sua carreira, é perfeito do começo ao fim, começando pela sua arte de capa (uma das mais belas que vi ultimamente), passando pela produção cristalina e pesada (onde podemos ouvir todos os instrumentos com todos os detalhes) e o mais importante, a música. O caro leitor pode ficar despreocupado, pois o Vomitory não alterou em nada seu jeito particular de tocar Death Metal, ou seja, as influências da escola sueca mesclada com a velocidade dos grupos americanos, as levadas HC e solos a lá Slayer continuam intactos! Todas essas características descritas acima são comprovadas na faixa de abertura Regorge In The Morgue, que ganhou até um vídeo-clipe. A segunda música, Bloodstained, já começa com as tradicionais levadas HC e riffs bem Slayer depois caindo para a porradaria tipica do grupo da metade para frente. The Will Burn, mostra bem a maturidade musical que o Vomitory conquistou durante todos esses anos, com seu ritmo mais lento e mórbido. Com certeza um dos destaques desse trabalho. Outra faixa que me chamou a atenção foi Hate In A Time For War um tributo aos mestres do Slayer, óbvio que muito mais ríspida. Chega a ser impressionante a semelhança principalmente pela introdução sinistra e o riff inicial, digna dos melhores momentos do grupo de Kerry King e cia. Torturous Ingenious é veloz e agressiva do começo ao fim, assim como Forever Damned. O álbum é encerrado com Requiem For The Fallen, mesclando rapidez e cadencia de maneira perfeita. Realmente Opus Mortis VIII superou minhas expectativas com sobras. Você que é fã de Death Metal não deixe de conferir e ter esse álbum em sua coleção, pois vale muito a pena. (Por: Saulo Baldim Gandini)
Dismember - Like An Ever Flowing Stream
(Nuclear Blast Records)
Não é apenas de Heavy Load, Torch e Candlemass que sobrevivia a cena underground sueca. O país de bandeira azul e amarelo é um dos mais tradicionais dentro do Heavy Metal, repleto de grupos fantásticos. No final da década de oitenta e inicio de noventa houve um crescimento generalizado de bandas de Death Metal em todo o mundo e nas terras geladas suecas essa proliferação gerou várias bandas da vertente. Talvez dentre essas surgiu um dos grupos mais fiéis e regulares dessa escola musical tão bastarda: Dismember. Lançado em 1991, o debut Like An Ever Flowing Stream contém hinos atemporais do gênero recheado de peso e melodia. Os acordes dos tracks Soon To Be Dead, Skin Her Alive, Dismembered, In Death’s Sleep demonstram a voracidade e maestria do ruído bastardamente grave e metálico. O Metal da Morte agradece por esse registro, já que a ‘lápide’ desta instituição foi aprovada pelos seus ouvintes e pelo próprio ceifador da noite. No mais um registro obrigatório em todos os acervos pessoais de Metal. (Por: Lucas Deathim)
Em minha resenha anterior comentei que os suecos do Watain alcançaram um nível de evolução e reconhecimeto enorme perante a cena com lançamento de Lawless Darkness. Porém, todos nós sabemos que isso não seria possível se a qualidade de seus dois primeiros álbuns (os doentios Rabid Death´s Curse e Casus Luciferi) e principalmente Sword To The Dark, fossem insignificantes. Pois bem, cá estou eu para escrever justamente sobre o trabalho que ascendeu o nome Watain perante a cena Black Metal mundial: o fudido Sworn To The Dark. Gravado no Necromorbus Studios, o que o leitor irá encontrar nesse trabalho são onze devastadoras faixas (duas são intros) de um Black Metal tipicamente sueco, ou seja, por trás de todo extremismo perpetuado pelo trio, podemos reparar na técnica apurada dos músicos, principalmente o batera Hakan Jonsson, que é uma máquina de bater. O álbum abre com Legions Of The Black Night, música dedicada ao líder do Dissection, Jon Nödtveidt, que se suicidou em 2006. Essa faixa é bem variada, pois começa velocíssima, mas que logo em seguida cai para um ritmo mais cadenciado onde entra os vocais odiosos de Erik Danielsson. Destaque também para os solos de guitarra que ficaram muito bons. Satan´s Hunger também começa veloz e possui um ótimo riff no decorrer da mesma, que chama a atenção. Com certeza um dos destaques do álbum. Após uma pequena intro, o grupo entra destruindo tudo com a insana Storms Of The Antichrist, um verdadeiro míssil em forma de música. O álbum segue com The Light That Burns The Sun, a faixa-título Sworn To The Dark (mais cadenciada) e a fudida Darkness And Death. O trabalho é encerrado com a longa e épica Stellarvore que possui um refrão que com certeza todos irão gritar nos shows do grupo. Altamente recomendável, assim como todos os outros lançamentos. (Por: Saulo Baldim Gandini)
Em 2007, com o lançamento do elogiado Sworn To The Dark, este que vos escreve acreditava que o Watain dificilmente conseguiria superar este trabalho, já que o mesmo era um registro acima da média e de qualidades inegáveis. Pois bem, passaram-se três anos e estes suecos queimaram minha língua e conseguiram lançar um álbum melhor e ainda mais doentio que Sworn To The Dark. Gravado novamente no tradicional Necromorbus Studio (responsável pela gravação de todos os trabalhos do Watain, fora de outros infames grupos como Funeral Mist, Setherial e Unanimated) o Watain cravou definitivamente seu nome na cena Black Metal com um álbum que ao mesmo tempo soa cru e afrontador, mas também melódico e épico. O trabalho de guitarras é magnífico, despejando riffs simples e tradicionais, mas ao mesmo tempo melódicos e intricados (ouçam a faixa Malfeitor e comprovem). Outra característica é que Lawless Darkness tem um maior tempo de duração em relação ao seu trabalho anterior, mas em momento algum se mostra enfadonho, devido às mudanças constantes de tempo, os andamentos variados, grandes riffs de guitarra e um trabalho perfeito da cozinha. Fora os vocais vomitados de Erik Danielsson, que evoluíram muito, e nos passa um sentimento de ódio e raiva constante. Ou seja, a evolução do Watain foi completa. Ressalto ainda a enigmática pintura assinada pelo artista Zbigniew Bielak, realmente belíssima e surpreendente! Destaques: Malfeitor, Reaping Death (que foi lançada como single), Lawless Darkness, Total Funeral, e a longa Waters Of Air (com a participação de Carl McCoy – Fields Of The Nephilim) (Por: Saulo Baldim Gandini)
Bestial Mockery / Destruktor - Metal Of Death (Split)
(Hells Headbangers Records)
Lançado em 2007, pela Hells Headbangers, este doentio Split traz duas das mais caóticas e impuras bandas do cenário extremo mundial. Após uma intro com a clássica música O Fortuna de Carl Orff os suecos do Bestial Mockery (que infelizmente encerraram suas atividades) já entram fodendo com tudo com Metal Fucking Death onde destacam-se o trabalho rapidíssimo da cozinha, os riffs e solos caóticos e os vocais vomitados (ótimos por sinal) de Master Motorsag. Após esse começo arrasador, temos a viajante instrumental Riding The Vortex, mas não se engane, pois assim que essa música termina o grupo finaliza sua participação com a curta e mortal Master. Logo em seguida é a vez dos australianos do Destruktor atacar com o seu Black/Death Metal com dois satânicos hinos: Meccademon (posteriormente usada no debut Nailed) e Hail The Black Goat. Não deixe de conferir esta pequena pérola do necrounderground, pois vale muita a pena! (Por: Saulo Baldim Gandini)
Unanimated - In The Light Of Darkness
(Regain Records)
O nome Unanimated pode soar desconhecido para a grande maioria, mas os deathbangers que acompanham a cena underground, com certeza já ouviram falar desta entidade sueca através dos seus dois primeiros trabalhos intitulados In The Forest Of The Dreaming Dead e Ancient God Of Evil. Em 1996 o grupo encerrou suas atividades retornando somente em 2007. No ano passado finalmente o Unanimated lançou um álbum com composições inéditas após um hiato de quatorze anos. E com certeza essa espera valeu a pena, pois In The Light Of Darkness é um puta álbum! Black/Death Metal tipicamente sueco, ou seja, por trás de toda a selvageria praticada pelo grupo, podemos notar riffs intricados, cozinha extremamente técnica, vocais gritados e melodia na medida certa, sem soar bundão. Não é a toa que quando pegamos o encarte para verificar os nomes dos integrantes nos deparamos com alguns figurões da cena extrema sueca como o baixista Ricard Cabeza e o baterista Peter Stjärnvind, reconhecidos pelos seus trabalhos em diversos grupos como Dismember, Entombed, Dark Funeral, Damnation, etc. Completam a formação o vocalista Micke Jansson e os guitarristas Johan Bohlin e Set Teitan (que gravou apenas uma música neste álbum, mas que hoje integra o grupo em definitivo). Os destaques ficam para a faixa de abertura Retribution In Blood (com um ótimo trabalho de bateria, fora os solos de guitarra muito bem encaixados), The Endless Beyond (com um riff inicial magistal), a cadenciada faixa-título, a variada The Unconquered One (sem dúvida a melhor música do álbum) e a bela instrumental Strategia Luciferi que fecha o trabalho em grande estilo. Se você é fã de Death Metal bem tocado, não deixe de conferir este trabalho. (Por: Saulo Baldim Gandini)