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Anguished - Cold

11 janeiro, 2012.
Anguished - Cold
(Hammer Of Hate)
Confesso que não conhecia o trabalho do Anguished até a indicação de um amigo. Aproveitei e fui  ouvir algumas músicas no Youtube para ter uma noção da sonoridade desta one-women-band e fiquei impressionado com a crueza, desespero e violência despejada em cada nota de sua música. Não teve jeito, tive que encomendar minha cópia, pois de fato esse Cold é um trabalho digno de estar na coleção dos apreciadores do mais infame Metal, pois trata-se de uma grata revelação dos subterrâneos do Metal finlandês. A responsável por todo esse massacre é a belíssima Possessed Demoness que nas oito composições de seu debut álbum consegue transmitir sentimentos de dor, sofrimento, suicídio e misantropia tudo isso envolvido por guitarras gélidas, vocais doentios e a cozinha reta e sem muita variação. Deixo bem claro aqui que quem for julgar o álbum pela sua componente irá quebrar a cara, pois Possessed Demoness é digna de todos os elogios pelo trabalho realizado. Vale ainda destacar que este álbum foi lançado pela gravadora Hammer Of Hate, do pervertido Molestor Kadotus (a mente doentia por trás do Anal Blasphemy) sendo que todo o layout foi desenvolvido pelo mesmo. Por fim o Anguished não deixa nada a desejar, sendo competente na proposta desenvolvida e merece ser conferido. Faixas de destaque: Come Me To Satan, September Nights (com uma atmosfera totalmente desesperadora), Depart This Life, a “melódica” The Last Trip e a faixa titulo Cold. (Por: Saulo Baldim Gandini)


Contato: Myspace - www.myspace.com/anguished666



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Immolation - Majesty And Decay

10 outubro, 2011.
Immolation - Majesty And Decay
(Nuclear Blast Records)
O Immolation é uma verdadeira instituição do Death Metal americano, responsável por lançar diversos álbuns clássicos e de referência para o metal extremo como o esplendoroso debut Dawn Of Possession (um dos melhores registros gravados sob o rótulo Death Metal), Here In After, Close To A World Below e Unholy Cult. Após um intervalo de   três anos em relação ao seu último trabalho (Shadows In The Light), mais uma vez a história se repete e Majesty And Decay, o novo álbum deste insano quarteto, tem tudo para futuramente entrar neste seleto grupo de registros citados acima, pois possui qualidades latentes. O Immolation é um grupo que possui algumas particularidades excepcionais, a começar pelos seus riffs (sempre intricados e de difícil assimilação) e o trabalho caótico da cozinha (que soa absurdamente técnica e com várias mudanças de tempo). Fora isso os vocais monstruosos de Ross Dolan soam mais uma vez perfeitos aqui. A princípio Majesty And Decay pode soar um pouco estranho aos ouvidos, devido ao nível de complexidade das composições já descrito acima, o que faz o ouvinte ter que prestar atenção em cada detalhe para entender o que está acontecendo. Mas garanto que no final esse esforço torna-se mais do que compensador. O álbum possui faixas bastante variadas o que fica difícil apontar algum destaque, mas The Purge, Majesty And Decay (brilhante), Divine Code (absurdamente brutal), A Glorius Epoch e a fantástica e melhor do álbum The Rapture Of Ghosts, com certeza nos rendem vários minutos de prazer deathmetálico. Realmente é complicado descrever a sensação de ouvir um registro como Majestic And Decay, pois é um álbum magistral e que merece estar na coleção de todo admirador maníaco por Death Metal. (Por: Saulo Baldim Gandini)

Contato: Myspace - www.myspace.com/immolationny



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Catacumba - Kratos

03 outubro, 2011.
Catacumba - Kratos
Oriundo da cidade de Serra (ES), o Catacumba começou a espalhar o terror em 2003, com seu Black/Death Metal calçado em atos impuros dos deuses Bathory, Blasphemy, Rotting Christ e Death. Em 2005, o grupo vomita seu primeiro registro, a demo Birkat Ha- Minim - A Benção dos Hereges, que obtém um resultado extremamente satisfatório, conquistando o apoio e chamando a atenção dos die-hards hellbangers. Após  mais uma demo (Live 2005) e um split com os maníacos do Grave Desecrator (Tombs On Fire), finalmente a horda Catacumba chega ao seu aguardado álbum de estréia. Kratos, que foi lançado pela gravadora mexicana Onslaught Records, possui oito malditas e brutais faixas, dotadas de  velocidade extrema, excelentes partes cadenciadas, riffs primorosos e os tradicionais vocais vomitados/rasgados do infame Gordoroth Vomit Noise. Gostei muito de todos os hinos deste artefato, mas destaco a trinca inicial  Antichristian Storm (que começa extremamente veloz e possui um excelente trampo de guitarras),  Evolute Paragon Tale (a melhor do álbum) e Hungry Are The Impure Souls como minhas preferidas. Outras composições que chamaram a atenção foram The Seed Of Hate e a ultra-fudida The God Betrayer. A produção do álbum é muito boa, assim como a capa, que é simples, porém muito bem feita. Grande estréia e indicado aos bangers amantes de uma insanidade sonora. Aaarrgghhhh! (Por: Saulo Baldim Gandini)


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Morbosidad / Perversor - Invocaciones Demoníacas

28 setembro, 2011.
Morbosidad / Perversor - Invocaciones Demoníacas
(Nuclear War Now! Productions)
A Nuclear War Now! Productions sempre foi um selo que primou em lançar materiais de extrema qualidade no underground mundial e, mais uma vez, Yosuke (responsável pelo selo) não nos decepcionou. Esse Invocaciones Demoníacas é um split que contém dois dos mais malditos nomes da cena extrema mundial em uma negra aliança: Morbosidad e Perversor. Cada um dos grupos apresenta seis composições extremamente odiosas e bestiais. Quem abre o trabalho é o já conhecido Morbosidad que nos brinda com seu tradicional Black/Death calçado em nomes como Blasphemy e Beherit. Destaque para as violentíssimas Secta Invocación, Falso Profeta, Gloria Em Trono La Bestial e Sacristia Clandestina. Após o holocausto nuclear do Morbosidad, quem entra destruindo tudo são os chilenos do Perversor. Confesso que não conhecia o som desses maníacos e no final tive uma grata surpresa. Blackned/Death/Thrash Metal em sua forma mais crua, violenta e impura! Uma ode ao ódio! As composições que mais me chamaram a atenção foram Hordes Del Mal, La Sed de Satanás e Metal Massacre. Um lançamento indicado somente aos verdadeiros hellbangers cultuares do mais extremo e profano Metal. (Por: Saulo Baldim Gandini)



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Deformity BR - AnthroposDeadGoreDisgustingPhagia

17 setembro, 2011.
Deformity BR:  AnthroposDeadGoreDisgustingPhagia
(Thundergod Productions)
O estado da Bahia sempre nos surpreendeu/surpreende por revelar grupos de extrema qualidade para o necrounderground nacional e mundial. Nomes como Incrust, Poisonous, In Infernal War, Escarnium, além dos veteranos Headhunter DC e Mystifier são provas vivas disso. Vindo da cidade de Feira de Santana (BA), o Deformity BR é outro grupo que pode ser incluído facilmente nesta seleta lista, pois qualidades não faltam em seu som. Com mais de quinze anos dedicados ao Splatter/Death Metal e ter gravado diversas demos e um split, o Deformity BR finalmente chega ao seu debut álbum, denominado AnthroposDeadGoreDisgustingPhagialançado pela Thundergod Productions. Em pouco mais de meia hora a banda estupra os ouvidos dos hellbangers tocando um Splatter/Death Metal extremamente brutal, caótico e velocíssimo. As influências de respeitados e tradicionais grupos do Death Metal dos anos oitenta e noventa são perceptíveis nas ótimas Squeezing Necks, The Ripper, Bloody Banquet, Bloodshed, Tumor e Rupture Of Mind. A produção é muito boa e a capa, a cargo do renomado Alcides “Burn”, ficou matadora! Maníacos não percam tempo e adquiram esse fudido material, pois vale muito a pena. (Por: Saulo Baldim Gandini)




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Voids Of Vomit - Veritas Vltima Vitae

23 agosto, 2011.
Voids Of Vomit - Veritas Vltima Vitae
(Bird Of Ill Omen)
EXCELENTE é muito pouco para descrever essa poderosa banda de Death Metal italiana que é simplesmente uma das melhores vindas de lá. Já conhecia o grupo de algumas páginas em fanzines envolvidos com Death Metal da Europa e América do Sul e de seu Split 12"LP com o MORBID UPHEAVAL, que é outra fudida banda de Death Metal da Itália. Já havia conferido todo o potencial, peso e qualidade do VOIDS OF VOMIT neste Split citado anteriormente, mas agora ouvindo este último lançamento, o mini CD Veritas Vltima Vitae, que só foi mais uma pancada nos ouvidos, na caixa dos peitos e no corpo todo! O registro possui cinco faixas: Veritas Vltima Vitae, Graveless Epitaph, Cvrsed Void, Walls Of Hallvcination e uma assassina versão para Corpsegrinder do DEATH. A linha vocal de C. O. Vomit lembra muito o do SUFFOCATION em sua fase Human Waste, muito bom mesmo, fudido demais! Fechado e ultra gutural. Os timbres dos instrumentos de corda e bateria ficaram ótimos também. Os solos de guitarra e os riffs cortantes estão pesadíssimos. A gravação é de muita qualidade e muito peso para qualquer fã de Death Metal de verdade perder a cabeça de tanto bater agitando sem parar! (Por: Zulbert Buery) 


Contato: Myspace - www.myspace.com/cultofvomit





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Xeper - Matrix Divina Satanas

20 agosto, 2011.
Xeper - Matrix Divina Satanas
(Undercover Records Brazil)
O underground realmente é compensador. Que grata surpresa esse grupo vindo da Itália! O Xeper foi formado na cidade de Pádua, localizada na região do Vêneto, em 2007 por Ahrin Von Past (bateria) e The Tanist (vocal). A formação foi completada logo em seguida com Guh.lu (guitarra/baixo). Com isso gravam no ano seguinte seu primeiro trabalho Void And Chaos. Passado dois anos a banda grava uma demo (Promo 2010), já com o baixista Alekht na formação, antes de soltar esse petardo aqui intitulado Matrix Divina Satanas, lançado aqui pelo selo Undercover Records Brasil. O Xeper toca um Black Metal extremamente brutal, odioso, mas ao mesmo tempo trabalhado. Particularmente não gosto de fazer comparações, mas se eu fosse traçar um paralelo, diria que o som desses italianos seria uma mistura bastarda da fase áurea do Mayhem (pela atmosfera gélida e negra de sua música) com a brutalidade do Black Metal sueco. Isso fica comprovado nas excelentes Matrix Divina Satanas (que abre o trabalho de forma intensa, catapultando o ouvinte para uma profundenza totalmente obscura e doentia), Fire Decoded, Through Dark I Become (a melhor do álbum, com destaque para a evocação com vocal feminino em seu meio, que deixou a música extremamente desesperadora), Remake ´cause Immortals (com uma linha de baixo marcante em seu começo) e Void Of Eternity que encerra esse grande trabalho com muita velocidade e rispidez. A arte gráfica é simples e a produção do álbum é encorpada e pesada, realçando ainda mais o poderio das músicas. Grande revelação e altamente recomendável! (Por: Saulo Baldim Gandini) 

Contato: Myspace - www.myspace.com/xeper666





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Infamous Glory - Deathstrike Revenge

07 agosto, 2011.
Infamous Glory - Deathstrike Revenge
(Manicômio)
Infamous Glory tem mais de dez anos na ativa e solta seu primeiro álbum Deathstrike Revenge, que na realidade é a junção dos EPs, Order Of Doom (2005) e Will To Dismember (2009). Com uma arte gráfica simples o CD é no formato SMD, deixando o preço risório de cinco reais, uma vergonha alguém efetuar download deste álbum! O CD vem com nove músicas, o som desta banda paulista nos remete aquele Death Metal europeu, mais precisamente sueco, na linha do primeiro disco do Hypocrisy, Dismember e Carnage, um verdadeiro massacre! Infamous Glory é formado por Kexo (vocal/guitarra), Gustavo Piza (bateria), Leandro D. "Coroner" (vocal/baixo) e Augusto Pilan (guitarra). Excelente iniciativa em relançar os EPs neste formato, agora ficamos no aguardo de um novo álbum com material inédito! (Por: André Chaves)




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The Royal Arch Blaspheme - The Royal Arch Blaspheme

29 julho, 2011.
The Royal Arch Blaspheme
(Hells Headbangers Records)
A principio o nome The Royal Arch Blaspheme pode soar desconhecido para alguns hellbangers, mas ao pegar o encarte e olhar o nome dos integrantes envolvidos neste culto de profanação, nos deparamos com as ilustres presenças de Imperial (vômitos) e John Gelso (guitarras/baixo/bateria), seres pertencentes as entidades Krieg e Profanatica respectivamente, em sua formação. Nas dez faixas contidas neste debut álbum, a dupla estupra os ouvidos dos menos desavisados, com quarenta minutos de um Black Metal sujo, avassalador e extremamente doentio. A gravação é muito boa e a produção gráfica é excelente. Complicado citar alguma música, pois todas são magistrais, mas destaco a faixa de abertura Denial Of The Holy Spirit, a rápida JahbulonVia Crucis, Dead EucharistSeven Devils Of Ejaculation e a mórbida Kingdom Of Perversions que encerra o álbum com direito a vários sons de gemidos femininos ao fundo. Fãs de sons extremamente intrincados e com "melodias bonitinhas" passem longe deste material, pois isso aqui é um autêntico holocausto sonoro! O The Royal Arch Blaspheme é um grupo que merece ser ouvido com atenção, principalmente por pervertidos e doentes mentais admiradores de bandas na veia do Profanatica. (Por: Saulo Baldim Gandini)    







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Grave Desecrator – Insult

13 julho, 2011.
Grave Desecrator - Insult
(Ketzer Records)
Uma das primeiras coisas que saltam aos olhos nesse novo trabalho do Grave Desecrator, o segundo lançado pela gravadora alemã Ketzer Records, é a sua capa, uma das mais infames e profanas pinturas já realizadas por uma banda brasileira. Aliás é realmente de impressionar todo o trabalho gráfico deste álbum, assim como sua produção e mixagem, realizada novamente por Leonardo Pagani no HR Studio no Rio de Janeiro e sua masterização, feita agora pelo mestre Harris Johns (o homem que produziu várias bandas do metal oitentista, como Kreator, Sodom e Exumer), no Music Lab Berlin. Mas vamos nos concentrar na sonoridade deste trabalho e mais uma vez a entidade Grave Desecrator saiu-se vencedora. Afirmo que Insult, em minha opinião, é melhor que o debut Sign Of Doom, pois mostra um Grave Desecrator amadurecido nas idéias e nas composições das músicas, pois ouvimos uma grande variedade entre elas, o que eu achei sensacional e de extrema importância. Ou seja, um autêntico saudosismo ao caos e a profanação do Metal! Um exemplo disso é que no meio de composições como Black Vengeance, que abre magistralmente o álbum, com muita velocidade e rispidez, temos a faixa titulo Insult que é bem mais cadenciada e possui um refrão marcante (“Hate, Crush, Rape, Insult”). Já Stained By Blood é iniciada com uma levada mais cadenciada e depois cai para a tradicional porradaria, Serpent Seedline (que tem uma parte no meio que é puro Slayer), a curta Jesus Joint e a instrumental The Satanic Coven. O instrumental é perfeito com os tradicionais riffs da dupla Black Sin and Damnation e Butcherazor (que também vomita com muito ódio todas as letras) e a cozinha extremamente segura com Necrogoat nas quatro cordas e o veterano Angeldust (ex-The Endoparasites e Diabolic Force), que substituiu Adrameleck, nos dois bumbos. Vale salientar que Angeldust não integra mais a banda e quem está assumindo as baquetas hoje em dia é Slaughterer (Apokalyptic Raids, Bestial Curse e muitos outros). Por fim, meu recado a todos os hellbangers é que ouçam esse álbum no volume máximo, de preferência alcoolizados, e descubram a verdadeira essência das palavras violência e maldade. (Por: Saulo Baldim Gandini)  


Contato: Myspace - www.myspace.com/gravedesecrator666



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Mass Execution – Slaughter In The Grave

12 julho, 2011.
Mass Execution - Slaughter In The Grave
(Independente)
Arghhh! Como é confortante ouvir novas bandas de Death Metal que ainda apostam em uma sonoridade mais “old” fugindo um pouco do Brutal Death Metal tão em voga há alguns anos atrás. O Mass Execution foi formado em 2008, na cidade de Vila Velha (ES), por Diogo Maia (vocal/guitarra, ex-Wardeath), Diego Bonfiglio (guitarra) e Marcelo Garcia (bateria) e nos apresenta nesta demo, intitulada Slaughter In The Grave, quatro petardos de extrema qualidade do mais puro Death Metal, influenciado por nomes da cena sueca como Dismember (reparei que o logo da banda lembra um pouco os dos suecos), Entombed, Grave e também de grupos norte-americanos como o Death (old), Autopsy e Massacre, mesclado com o Thrash Metal 80´s. Todos os integrantes desempenham bem suas funções, com ênfase para o baterista que é muito competente em sua função. A produção da demo é muito boa, beirando o profissional. Destaques para a Smell Of Death (música que abre o trabalho), Impulsive Consumption e Morbidity. O Mass Execution mostra-se apto para o lançamento de seu debut-álbum, se continuar no caminho certo, este grupo promete! (Por: Saulo Baldim Gandini)

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Grotesque Communion – Spawn Of The Undivine

05 julho, 2011.
Grotesque Communion - Spawn Of The Undivine (Demo)
(Goat Music Records) 
O Grotesque Communion  é um projeto levado a cabo pelo baterista Malphas, o guitarrista/baixista Azrael (ambos integrantes do Pactum) e o vocalista Karmaggedom Goat. O grupo foi formado em 2006 na cidade de Londrina (PR), e tem por finalidade executar um Black Metal extremamente brutal, resgatando aquela velha e ultrajante sonoridade perpetuada por nomes impuros como Sarcófago, Blasphemy e Impaled Nazarene. Destacam-se nesse trabalho os riffs afrontadores, os vocais vomitados e a cozinha rapidíssima, que dão um realce ainda mais doentio nas seis composições deste opus. As características descritas a cima estão presentes à exaustão nas pedradas Blasphemous Vomit, Black Semen Shed e Chaos (Humanicide Solution). Registro obrigatório aos maníacos adeptos do estilo. (Por: Saulo Baldim Gandini)


Contato: http://www.goatmusicrec.com.br/loja/releases.asp
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Deathstriker – Thrashing Drunk ´n´ Roll (EP)

04 julho, 2011.
Deathstriker - Thrashing Drunk ´n´ Roll (EP)
(Independente)
A primeira coisa que reparei neste EP dos mexicanos do Deathstriker foi o trabalho muito bem sacado na concepção da capa, uma referência à ótima cerveja holandesa Heineken. Sobre o som do trio, que é formado por Maggot (baixo e vocal), Marce Biërmacht (guitarras) e Oscar Riot (bateria), devo admitir que ando com um pé atrás (para não falar dois) com essa sonoridade Retro-Thrash que infestou a cena Metal nestes últimos anos. O que eu vejo de bandas com seus integrantes entupindo suas jaquetas de patches, usando calça apertada e boné de aba para cima, nesses últimos tempos é algo assustador. Mas enfim, não estou aqui para julgar nada e nem ninguém, e acho que o tempo, como sempre, se encarregará de mostrar quem está nessa para ficar, assim como em qualquer outro estilo de Metal. Para a minha surpresa o Deathstriker conseguiu me cativar nas cinco faixas desse trabalho, até pelo fato deles acrescentarem elementos de Crust e HC em sua música, deixando-a muito mais interessante. As composições são curtas e extremamente rápidas, a produção é suja, crua e bem simples, não comprometendo em nada o resultado final. Fãs de D.R.I, S.O.D, Ratos de Porão e Discharge irão bater muita cabeça com as pedradas Lazy Bastard, Prepare To The Strike e o ótimo cover para F.O.A.D. do Black Uniforms. (Por: Saulo Baldim Gandini)

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Entrevista - Svartland

26 junho, 2011.
Skörn, Warcraft, Hellthorn & Nekromancer

O Svartland foi formado em 2006, pelo baterista Warcraft com o intuito de tocar uma Black Metal rápido, cru e extremamente brutal, inspirado nas grandes lendas do Black Metal. Com diversos ensaios, buscando o melhor entrosamento possível, no final do mesmo ano fizeram sua primeira apresentação ao vivo, com uma boa aceitação do público. Em 2010, o grupo lança seu primeiro trabalho, o EP Reign Of Bloody Army, obtendo várias críticas positivas na cena underground. Fomos conversar com Warcraft, para nos falar sobre o começo do grupo, a aceitação desse trabalho diante dos hellbangers e outros assuntos que você, caro leitor, apreciará abaixo. 

Por: Saulo Baldim Gandini


1-) Coven Of Darkness – Saudações Warcraft! É uma honra poder contar com o Svartland no Coven Of Darkness! Você deu inicio as atividades do grupo em 2006 na cidade de Poços de Caldas (MG). Fale um pouco sobre o começo do Svartland para os leitores que ainda não conhecem o trabalho da banda.

Warcraft: Hail Saulo! Ficamos honrados em participar dessa edição do Coven Of Darkness. Iniciei a horda como um trio. E como todo começo passei por diversos contratempos, até poder firmar na cena e obter o resultado esperado. Tais adversidades sempre tentaram minar minha resistência quanto a continuidade da horda, mas meu desejo de ter algo concreto em mãos, sempre foi soberano.


2-) Coven Of Darkness - Achei o trabalho realizado por vocês no EP Reign Of Bloody Army assassino! Onde vocês gravaram esse material e quanto tempo foi necessário para finalizá-lo? Vocês ficaram satisfeitos com o resultado final? Conte-nos também como funciona o processo de elaboração das músicas.

Warcraft: Agradeço suas palavras quanto ao nosso EP. O material foi gravado no estúdio Athenas de Poços de Caldas. Todo processo foi feito de forma tranqüila e coerente. Gastamos cerca de dois meses para concluí-lo, desde a idealização até a entrada em estúdio e também a arte desenvolvida para capa. Esse foi o primeiro registro da horda gravado de forma profissional. Ficamos muito satisfeitos com o resultado final que obtivemos no estúdio, devido ao fato da qualidade de audição que ele nos proporciona. Nesse trabalho eu escrevi todas as letras e as músicas foram feitas na sua maioria em conjunto.


3-) Coven Of Darkness – Ouvindo atentamente o EP Reign Of Bloody Army reparei que a sonoridade do Svartland é um tributo as antigas bandas norueguesas da década de 90, estou correto? O que esses grupos e a cena Black Metal da Noruega representam para você?

Warcraft: Isso se dá pelo fato de me sentir a vontade em tocar hinos rápidos, assim como os demais membros também. E justamente por isto, Svartland seguirá essa proposta. Os grandes nomes do Black Metal norueguês sempre serão respeitados por nós, pois acima de tudo, foi um movimento que veio para deixar sua marca no Metal, e sempre nos servirá de inspiração.


4-) Coven Of Darkness - A respeito dos shows, como estão as apresentações do Svartland? Quais os grupos que vocês já dividiram o palco?

Warcraft: As apresentações são algo que nos fortalece e nos dá mais experiência, receber o apoio dos bangers é muito gratificante para nós. Neste tempo já dividimos palco com Malkuth, Laconist, Black Achemoth, entre outros.


5-) Coven Of Darkness – Ainda sobre shows, uma das primeiras apresentações que pude presenciar do Svartland foi na cidade de Pouso Alegre (MG) tocando no festival Celebration no tributo ao fudido Immortal. Gostaria de saber como foi à recepção do público diante da apresentação de vocês, e aproveitando a pergunta, como você analisa o retorno do Immortal, depois de tantos anos, com o álbum All Shall Fall (2009)? Você apreciou a sonoridade do mesmo?

Warcraft: Sim, o pessoal da cidade foi muito receptivo e o fest transcorreu de forma positiva para nós. Realmente o grande Immortal ficou por muito tempo adormecido e veio com uma sonoridade mais limpa, digamos assim. É muito profissional e preciso, feito pelos mestres que dispensam comentários, particularmente gosto de uma sonoridade mais brutal.


6-) Coven Of Darkness - A maioria dos maníacos sabe que o Svartland sofreu uma grande mudança na formação. Quais os motivos para as saídas de Lord Mephysto, Cerberus e Bloodfrozen? Como você chegou aos novos membros e como está sendo a adaptação deles ao som e a ideologia do Svartland?

Warcraft: Todos que você mencionou deixaram a horda por motivos pessoais. Tive que sozinho remanejar a situação rapidamente visando dar continuidade na divulgação do EP Reign Of Bloody Army. A adaptação dos novos membros fluiu de forma tranqüila e levou menos tempo do que eu esperava, pois todos se dedicaram igualmente. E para agregar meus valores a horda, todos compactuam com o mesma ideologia e sonoridade.


7-) Coven Of Darkness – Quando iremos conferir um álbum completo do Svartland? Vocês já escreveram bastante material novo?

Warcraft: Um álbum full é o que almejamos preparar um futuro próximo. No momento estamos compondo material inédito para um novo EP, tendo plano de lançá-lo muito em breve.


8-) Coven Of Darkness – Qual sua opinião particular sobre a cena underground brasileira e mundial? Existe algum grupo nos dias de hoje que tem lhe chamado a atenção?

Warcraft: Percebo que a cena underground brasileira com todas as adversidades que passamos, a cada dia desponta uma nova horda. Considero injusto com as demais apontar uma banda em particular. Pois são várias que possuem particularidade que despertam o interesse quando ouvimos.


9-) Coven Of Darkness - O que você faz além do Svartland, você estuda, trabalha? Quais são seus hobbies paralelamente ao grupo? Álcool, ouvir Metal, filmes e alguma literatura são freqüentes?

Warcraft: Além da horda, trabalho regulamente. Quanto aos hobbies, tocar bateria, filmes de terror e suspense sempre serão meus preferidos. Cerveja e Metal? Essa dupla também já me acompanha faz tempo! (risos)


10-) Coven Of Darkness - Quando e como você começou a se interessar em Heavy Metal e Black Metal? Você se lembra do primeiro álbum que ouviu? Se sim, qual foi? Você ainda aprecia o trabalho dessas bandas?

Warcraft: Meu interesse por Metal começou na adolescência, ouvi muita coisa na época, setentista principalmente, as bandas que me despertavam meu interesse maior com o passar do tempo, foram: Judas Priest, Metal Church, Dio e muitas outras. São bandas que ainda hoje admiro e tem meu sincero respeito.


11-) Coven Of Darkness - OK camarada, isso é tudo, obrigado por responder essa entrevista. Espero ouvir o debut álbum do Svartland em breve. Deixe suas últimas palavras aos leitores do Coven Of Darkness.

Warcraft: Agradecemos o vosso espaço concedido para figurar em seu poderoso artefato e também suas palavras de apoio a respeito da horda Svartland. Quanto aos leitores, saibam que VOCÊS fortalecem a cena cada dia. Aproveito e deixo aqui nossos agradecimentos a todos que de alguma forma, direta ou indiretamente, nos apóiam adquirido nosso material ou participando dos festivais. Longa vida ao Coven Of Darkness! Essa guerra é nossa!
Warcraft.


Contatos: Myspace: www.myspace.com/svartland     
                                                                                                       


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Watain - Lawless Darkness

23 junho, 2011.
Watain - Lawless Darkness
(Season Of Mist)
Em 2007, com o lançamento do elogiado Sworn To The Dark, este que vos escreve acreditava que o Watain dificilmente conseguiria superar este trabalho, já que o mesmo era um registro acima da média e de qualidades inegáveis. Pois bem, passaram-se três anos e estes suecos queimaram minha língua e conseguiram lançar um álbum melhor e ainda mais doentio que Sworn To The Dark. Gravado novamente no tradicional Necromorbus Studio (responsável pela gravação de todos os trabalhos do Watain, fora de outros infames grupos como Funeral Mist, Setherial e Unanimated) o Watain cravou definitivamente seu nome na cena Black Metal com um álbum que ao mesmo tempo soa cru e afrontador, mas também melódico e épico. O trabalho de guitarras é magnífico, despejando riffs simples e tradicionais, mas ao mesmo tempo melódicos e intricados (ouçam a faixa Malfeitor e comprovem). Outra característica é que Lawless Darkness tem um maior tempo de duração em relação ao seu trabalho anterior, mas em momento algum se mostra enfadonho, devido às mudanças constantes de tempo, os andamentos variados, grandes riffs de guitarra e um trabalho perfeito da cozinha. Fora os vocais vomitados de Erik Danielsson, que evoluíram muito, e nos passa um sentimento de ódio e raiva constante. Ou seja, a evolução do Watain foi completa. Ressalto ainda a enigmática pintura assinada pelo artista Zbigniew Bielak, realmente belíssima e surpreendente! Destaques: Malfeitor, Reaping Death (que foi lançada como single), Lawless Darkness, Total Funeral, e a longa Waters Of Air (com a participação de Carl McCoy – Fields Of The Nephilim) (Por: Saulo Baldim Gandini)

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Entrevista - Guillotine

22 junho, 2011.

Luíz "Spanish Thrasher", Angelo "Of Death", Simone "Mind" & Rene "Iron Hell"

O Guillotine vem destruindo os pescoços dos headbangers desde 2004, quando foi lançada sua demo de estréia denominada Hate Inside Your Head. Em 2007 finalmente o grupo soltou seu debut, o fudido Metal In The Vein, contendo dez petardos do mais puro e avassalador Thrash/Death Metal onde recebeu vários comentários positivos.  Como um novo trabalho na praça, o EP intitulado Deaththrashheavy, procuramos o baterista/vocalista Rene Iron Hell para nos falar sobre como está sendo a repercursão deste trabalho, fora outros assuntos interessantes que você caro leitor poderá conferir nas linhas abaixo. (N.E: Essa entrevista foi publicada na terceira edição do Sepulchral Voice Zine e gentilmente cedida pelo brother e editor André Chaves)

Por: Saulo Baldim Gandini


1-) Salve Rene Iron Hell! Em 2009 vocês lançaram o EP intitulado Deaththrashheavy, contendo quatro faixas do mais puro Thrash/Death Metal. Como você visualiza a evolução do grupo desde demo Hate Inside Your Head até os dias de hoje?

Rene Iron Hell - Hailz! Primeiramente quero muito agradecer o espaço aqui no vosso Zine. Desde início da banda eu sempre tive em mente em fazer um som que não fosse só focado em Thrash, Death ou Heavy, minha idéia sempre foi juntar esses três gêneros na banda e soar um som bem flexível, marcante, porém pesado, rápido e técnico. Vejo em relação a nossa primeira demo uma evolução instrumental, porém a idéia e a cozinha da banda é a mesma.


2-) Como está sendo a repercussão dos headbangers diante deste trabalho? Vocês estão satisfeitos com o mesmo ou há algo que vocês gostariam de ter mudado?

Rene Iron Hell - Sim estamos bem satisfeitos com as composições, letras e a capa do EP. Só gostaríamos de ter mais grana para poder masterizar o EP, procedimento que ainda não foi feito (risos). A repercussão está ótima! Excelentes críticas em relação ao EP foram publicadas, O mesmo mostra um Guillotine mais flexível em suas composições, porém pesado e rápido.


3-) A primeira faixa do EP é uma homenagem ao grande sucesso do cinema Terminator de James Cameron (que dirigiu os dois primeiros e melhores filmes da série). De quem partiu a idéia de homenagear esta clássica obra de ação e ficção? Aproveitando a pergunta, qual sua opinião sobre o rumo da série nos episódios seguintes Terminator 3: Rise Of The Machines e Terminator Salvation?

Rene Iron Hell - Gostei da pergunta! A idéia partiu de mim, pois sou um fanático por Terminator desde moleque. Tudo começou quando meu pai comprou para mim um VHS e uma revista do Terminator 2 quando eu tinha 5 anos de idade, aí fudeu (risos) Virei perito nessa série, claro que gosto um pouco mais do 1 e 2, porém acho maravilhosos o 3 e o 4. Assisti no cinema o 3º que para mim foi perfeito e o 4º também, que mostra a guerra contra a Skynet. Gosto pra cacete até da série Terminator: The Sarah Connor Chronicles, apesar de eu não concordar com partes da história apresentada, porque desmente alguns fatos apresentados nos filmes, mais mesmo assim gosto tudo que vem dessa franquia (risos) Fã é fã! Foi daí que surgiu o nome “Iron Hell”.
   

4-) Outro fato importante deste EP é o tributo que vocês fizeram ao grande Motörhead  tocando a clássica Sacrifice contando com a participação de Igor Lopes (Em Ruínas) nos vocais. Como surgiu a idéia de tê-lo como convidado?

Rene Iron Hell - Eu sempre quis tocar esse som! Marcou muito minha vida quando vi pela primeira vez o clip dessa música, o Lemmy com aquela puta cara de matador, o Mikkey Dee fazendo uma bateria inacreditável e precisa com aquela puta pegada de Terminator (risos) e o Phillip também na maior pegada. Motörhead sempre foi uma das minhas bandas preferidas. E o Igor cantou nesse som porque sempre fomos muito amigos e curto bastante o Em Ruínas, acho legal juntar amigos para gravar.


5-) Houve uma mudança na formação do Guillotine neste trabalho, com a saída do guitarrista Marcelo Destructor e a entrada de Luiz Spanish Thrasher. Qual a razão da saída dele e como vocês chegaram a Luiz?

Rene Iron Hell - Por motivos de força maior nosso puta brother Marcelo decidiu sair da banda. Mais não ouve nenhum tipo de discussão ou tretas, somos muito amigos e tomamos muitas Heinekens juntos (risos). O Luizão foi muito fácil chegar até ele por que toco bateria com ele no House of Evil que é o cover oficial brasileiro de King Diamond/Mercyful Fate. Aí ele gostou muito do convite e estamos muito entrosados com essa nova formação.


6-) O Guillotine gravou sua primeira demo em 2004 e em 2007 lançou seu debut intitulado Metal In The Vein. Porque a grande diferença de tempo entre estes materiais e qual a importância dos mesmos para a viabilização de shows?

Rene Iron Hell - Sim, lançamos duas demos, uma em 2004 e outra em 2005 e gravamos o debut em 2006 porém foi lançado em 2007. Só não lançamos nada em 2008 porque foi um ano não muito bom para a banda.  Esses materias são muito importantes para nós assim como são para qualquer outra banda, porque mostra nossa idéia, nosso estilo de tocar e isso ajuda muito para conseguirmos shows.


7-) Na época do lançamento do álbum Metal In The Vein fiquei impressionado pela qualidade gráfica e gravação do mesmo. Ele possui uma sonoridade bem Old School onde vocês conseguiram mesclar com maestria o Thrash Metal de grupos como Slayer, Kreator e Sodom com o Death Metal de grupos como Obituary, Morbid Angel e Death. Fora as ótimas influências de Metal Tradicional! Como vocês moldaram essa sonoridade sem cair no modernismo?

Rene Iron Hell - Muito obrigado pelas palavras! Como diria meu falecido avô (Eugênio Colonnese) e mestre dos desenhos: Isso sai na urina! (risos). Ele costumava dizer que quando fazemos algo que realmente gostamos de coração, o resultado sai por conseqüência muito boa, sem ter que nos preocuparmos muito. Com certeza temos sim muitas influencias da bandas citadas acima.


8-) Como surgiu a idéia de gravar o cover da faixa Defensive Personalities do Death que vem como bônus logo após a última música do álbum Metal In The Vein?

Rene Iron Hell - Essa idéia surgiu porque somos muito fãs desse monstro da música chamado Chuck! Death é mais do que uma influência para nós e o Spiritual Healing foi o primeiro disco do Death que ouvi e isso me marcou muito. Curto muito todos os lançamentos do Death, até o Control Denied, que para mim é uma banda maravilhosa. A idéia de fazer um som mais flexível no Guillotine veio por causa do Death.

  
9-) Como está sendo o trabalho com a gravadora Marquee Records? Vocês assinaram para quantos álbuns?

Rene Iron Hell - A Marquee ajudou muito a banda porque divulgou muito bem nosso primeiro play. Assinamos apenas por um álbum, porém é possível que nós lancemos o segundo com a Marquee novamente. Mas estamos a procura de novas propostas de lançamentos de outras gravadoras. Se alguém que estiver lendo essa entrevista poder nos indicar algo agradeceríamos muito (risos)


10-) Reparei que o EP Deathtrashheavy foi lançado por uma gravadora chamada Universal Bank Records. Esta gravadora pertence a vocês? O intuito de criá-la foi para facilitar a distribuição desde trabalho aqui no Brasil e no exterior?

Rene Iron Hell - Isso, esse selo é nosso e foi criado apenas para divulgar nosso trabalho. Por que gostamos muito de lançar EPs e demos o que seriam praticamente impossíveis de ser divulgados por gravadoras, que só lançam plays.


11-) O Guillotine possui muitos contatos no exterior? Existe a possibilidade de vocês fazerem uma turnê fora do país ou a intenção do grupo é primeiro fazer nome no Brasil?

Rene Iron Hell - Sim temos muitos contatos fora do Brasil. Não temos regras em relação a nossa divulgação, é claro que gostaríamos de ser bem reconhecidos no Brasil e lá fora também, porém o que pintar primeiro estamos seguindo. Não gosto de ter esse tipo de regra: “primeiro Brasil e depois Exterior”. Gosto de deixar as coisas fluir naturalmente, o que é para ser, será. 


12-) Ainda sobre a questão de shows, qual o lugar que vocês tocaram que o público mais curtiu o som do Guillotine? Onde a banda tem a maior aceitação por parte dos headbangers?

Rene Iron Hell - Tirando nossos shows no Arena Metal em SP, o lugar mais legal foi no Paraná no “Thrash Metal Soldiers” que aconteceu em Cascavel, evento organizado por Miro da Rebbelion Stamp. Aquilo foi um evento maravilhoso com muita infra estrutura para acontecer um verdadeiro show de Metal.


13-) Gostaria que você comentasse sobre dois tópicos: Radicalismo na cena e a Internet em relação ao underground. O primeiro nós vemos hoje, geralmente a molecada que está começando a ouvir som, metendo o pau nas bandas mais clássicas, falando que o som é mais leve, que só som extremo é bom, etc... O segundo, sabemos que a Internet é um excelente meio de divulgação no meio underground, só que é uma faca de dois gumes, pois ao mesmo tempo que ela agiliza e facilita os contatos, por outro lado temos a pirataria, MP3´s, etc... Qual sua opinião a respeito disso?

Rene Iron Hell - (risos) Respondendo o primeiro tópico, a molecada que diz esse tipo de barbaridade sobre bandas clássicas, não têm o menor crédito na cena. Claro que no comecinho da nossa vida no movimento, todos tinham uma cabeça mais confusa em relação às bandas e cheia de dúvidas, em poucas palavras: falta de experiência. Isso é normal, porque com o tempo as pessoas começam a amadurecer e conhecer realmente a importância das bandas. Agora essa molecada que se diz headbanger, meter pau em bandas como Venom, Hellhammer, Bathory, etc... porque o som não é tão rápido como as bandas de hoje, nem tenho palavras para expressar o tanto de merda que um cara desse tem na cabeça. As bandas velhas tem uma importância crucial na cena, tudo começou ali. Nenhum estilo musical surge do nada, tudo teve sua influencia, é natural. E as boas bandas novas beberam muito das antigas, isso é mais que obvio para qualquer pessoa que manja do assunto, tipo o pessoal do Zine, eu e você que está lendo essa entrevista. Sobre o segundo tópico, Internet é igual ao mundo que conhecemos tem coisas boas e ruins cabe agente filtrar isso da melhor forma possível.


14-) Alguns “grupos” que se dizem “Metal” praticam som com uma sonoridade Black/Death/Thrash com ideologias cri$tãs. Qual sua opinião sobre essa mistura de religião com Metal?

Rene Iron Hell - Essa pergunta é ótima! Primeiramente digo que o Metal sempre foi anti-religião. Ele nasceu (Black Sabbath) de influencias dos anos 70 (Atomic Rooster, Led Zeppelin, Lucifers Friend, Pentagram, etc...) que já tinham essa visão de liberdade de anti-religião e anti-igreja. White “Metal” (risos) é uma grande piada, isso realmente não poderia existir. Se o cara quer ser religioso, otário da igreja, tudo bem, mais que seja sem levantar a bandeira de que toca Metal, ser querer montar banda de metal religioso, isso é bizzaro! Mais engraçado ainda são essas bandas intituladas de UNBlack Metal (risos) Não preciso comentar nada né? (risos) Black Metal evangélico, BIZARRO é inacreditável (risos). Metal é liberdade, sou totalmente contra White Metal!


15-) Você um cara extremamente ativo na cena, pois além do Guillotine você toca/tocou em várias outras bandas de SP. Recentemente você está fazendo parte da nova formação do Em Ruínas. Como surgiu o convite para entrar no grupo e como estão os preparativos para o álbum de estréia?

Rene Iron Hell - Eu sempre curti muito tocar em várias bandas, porque sempre fico na ativa e ganho mais técnica, experiência na música e no Metal. Mas minha banda principal é o Guillotine mesmo, já toquei muito tempo no Midnightmare (Death Metal), Mortuorum (Black Metal), alguns ensaios com o Evil Mayhem (Thrash/Black Metal), Bergenteif (Folk/Black Metal). Toco atualmente com o House of Evil (cover oficial de King Diamond/Mercyful Fate), Em Ruínas (Speed Metal) e Bloodstained (Death Metal) uma banda de um grande irmão meu do interior de SP, Fábio Sodom. Minha entrada no Em Ruínas foi tranqüila por que somos muito amigos e eles estavam precisando de um baterista temporariamente, foi aí que rolou e digo que o play do Em Ruínas está muito breve de sair e está fudido demais! Neste semestre sai um novo EP já comigo na bateria.


16-) Rene te agradeço pela entrevista e para finalizar gostaria que você nos falasse sobre os planos futuros do Guillotine e ao mesmo tempo, deixo espaço aberto para suas considerações finais.

Rene Iron Hell - Brothers muito obrigado de coração por esse espaço. Espero que tenham gostado de nossas idéias e comentários, estamos sempre abertos para conversas e opiniões. Logo mais sairá outro EP (N.E: Esse EP denominado Appalling Night já foi lançado) seguido do segundo play. Grande abraço a você que está lendo essa entrevista. Hail a todos.


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