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Tributo - Blasphemy

16 outubro, 2011.



Por:  Alessandro E. N.
Revisão: Clay Schulze (Battle Zine)
Pesquisa: http://freewebs.com/blasphemyritual


Profanadores... Black Metal Skinheads! Formado em 1984, Nocturnal Grave Desecrator & Black Winds (vocal/baixo) e 3 Black Hearts Of Damnation & Impurity (bateria) foram possuídos após ouvirem reais álbuns de Black Metal como Sentence Of Death (Destruction), In The Sign Of Evil (Sodom) e outros. Juntaram suas forças para criar uma das bandas mais bastardas do planeta! BLASPHEMY. Logo após juntam-se a eles Caller Of The Storms (guitarra) e deu-se início a longos ensaios e com a entrada de Black Priest Of The 7 Satanic Blood Rituals (guitarra/vocal), estava formada toda uma atmosfera sombria.

Durante um bom tempo, o crime, tatuagens e muita violência foi o modo de vida desses Black Metal Skinheads! Começando a levar a banda mais a sério, houve a entrada de Bestial Saviour Of The Undead Legions (baixo) que logo saiu, sendo que Black Winds assumiria de vez as quatro cordas. Com alguns hinos prontos, foram chamados para um festival onde tocaram com as bandas Procreation, Witches Hammer (banda de Speed Metal de Sodomizer, que algum tempo depois entraria para a banda) e o Tumult (banda de Bestial Saviour que tinha saído). Até que no final de 1989 é gravada umas das demos tapes mais bestiais já feitas no Black Metal: Blood Upon The Altar, com a formação: Black Winds (vocal/baixo), 3 Black Hearts (bateria), Caller Of The Storms (guitarra) e Black Priest (guitarra/vocal).

Toda a desgraça já estava consumada quando a demo foi lançada, sendo vendida mais de 2000 cópias por todo o mundo. Destaque que a fudida capa foi feita pelo Black Priest. Após o nome do Blasphemy estar correndo por toda Europa e mundo, um maníaco da França, Ludo Evil, criou um fã clube dedicado aos mestres do Blasphemy. Destaque que essa mesma pessoa também criou, na época, um fã clube do Sarcófago.

Algum tempo depois entra no grupo Tradicional Sodomizer Of The Goddess Of Perversity (guitarra/vocal), substituindo Black Priest. Após intensos ensaios, carregados de muitos rituais no velho cemitério Ross Bay, lugar de muitas lendas envolvendo a banda, a mesma sai em tour pela costa dos EUA, terminando em Los Angeles, onde os mesmos são apresentados ao RIP-OFF Richard C. da gravadora Wild Rags. Na ocasião, não sabendo com quem estavam lhe dando, assinaram um contrato para a gravação do primeiro disco. Então em 1990 é gravado um dos maiores clássicos do Black Metal mundial, o bestial Fallen Angel Of Doom... com a formação: Black Winds (vocal/baixo), 3 Black Hearts (bateria), Caller Of The Storms (guitarra) e Sodomizer (guitarra/vocal)

Um ponto a destacar é que quando estava havendo a sessão de fotos para o disco, Black Winds acabou sendo preso, pois naquele momento em que estava tirando aquela “famosa” foto onde possui um túmulo “em chamas”, estava rondando por lá uma viatura da polícia.

Esse primeiro e clássico disco consegue facilmente vender milhares de cópias, só que como já foi dito, a banda tinha assinado com uma gravadora, digamos “trapaceira”, o que acabou ocasionado que a mesma não recebeu um centavo pelas vendas dos discos. Obrigando o grupo a fazer uma visita um tanto desagradável a Richard C. (dono da gravadora), exigindo que o mesmo pagasse os direitos sobre as vendas do disco, sendo que o Blasphemy acabou levando materiais como LP´s, CD´s, camisetas e outros em troca de dinheiro.

Infelizmente, algum tempo depois Sodomizer deixa o grupo por motivos de saúde (uso de anabolizantes), voltando Black Priest, que acaba ficando pouquíssimo tempo. Outra mudança ocorre, Black Winds decide de vez ficar apenas no comando dos vocais e para assumir as quatro cordas foi chamado Ace Gestapo NecroSleezer & Vaginal Commands. Novos rituais ao vivo são feitos com essa formação até que entra em contato com a banda uma gravadora nova (na época), a Osmose Productions. O Blasphemy então fecha um acordo com a mesma para o lançamento de um próximo disco.

Então é gravado em 1992 o clássico Gods Of War, a gravação ocorreu no mesmo estúdio onde foi gravado o primeiro disco. Era o começo de um dos tempos mais obscuros e caóticos para o Blasphemy, que tinha a formação: Black Winds (vocal), 3 Black Hearts (bateria), Caller Of The Storms (guitarra) e Ace Gestapo (baixo/vocal)

Após a gravação, percebeu-se que as músicas eram muito curtas e sobrariam espaço, então de bônus colocaram a bestial DT Blood Upon The Altar. Como sempre, erros ortográficos foram comuns no disco e algumas letras não foram postas por “censura” da própria gravadora. Já depois do lançamento, começando com o “pé-esquerdo” na tour européia, Ace Gestapo esquece todo o arsenal de show, tais como cintos de balas, granadas e outros, e apenas em solo europeu haviam notado, ficando tarde demais. O Blasphemy então faz suas apresentações sem o seu arsenal. Com isso começam os pequenos atritos, até que desapontado, Black Winds decide voltar ao Canadá, deixando a banda ainda com três rituais faltando, então Ace Gestapo decide assumir também os vocais e assim continuam a tour.

Alguns meses já de volta, a banda é chamada novamente para outra tour européia, intitulada Fuck Christ Tour, juntamente com as bandas Rotting Christ e Immortal, com o line-up composto por: 3 Black Hearts (bateria), Caller Of The Storms (guitarra) e Ace Gestapo (vocal/baixo). A banda faz algumas excursões pela Europa com a formação já dita, juntamente com um guitarrista contratado para os rituais. Essa tour acabou sendo bem sucedida. De volta, 3 Black Hearts é arrastado para fora do aeroporto depois de causar caos e violência no mesmo. Outra nova acontece, Black Winds decide não voltar mais ao Blasphemy, devido às intrigas da tour que o mesmo acabou abandonando por motivos de pequenas brigas. Novas tours acontecem já sem Black Winds, as coisas começaram a entrar em declínio. Nesse mesmo tempo, 3 Black Hearts foi preso por ofensas a policiais.

Depois de tudo isso, o fim para o Blasphemy estava bem próximo e a banda passa um bom tempo inativa. Até que em 1996, Ace Gestapo e 3 Black Hearts formam outra banda (o Necrosleezer), juntamente com Bestial Saviour, que já tinha tocado no Blasphemy antes da primeira DT. É lançada uma demo da banda que foi oferecida a Osmose Productions, mas não acaba havendo lançamento do disco. A existência do Necrosleezer reascende nas veias de Black Winds e Caller Of The Storms o velho Metal da Morte, então os dois juntam forças e formam outra banda (Apostacy), que acaba não lançando nenhum material. Porém a partir de tudo isso, já seria uma base para um possível retorno. Na mesma época é lançado pela banda Conqueror o álbum War Cult Supremacy tido como um dos preferidos de Black Winds, que tem a idéia de chamar um dos membros dessa banda, R. Forster, já com a idéia de ressurreição do Blasphemy.

Juntamente com Caller Of The Storms e 3 Black Hearts, R. Forster ingressou ao negro culto e passa a chamar-se Deathlord Of Abomination & War Apocalypse (guitarra) depois de uma cerimônia secreta. Então ocorrem alguns ensaios até que Bestial Saviour é novamente chamado para assumir o baixo e os vocais adicionais. Com isso ocorre a idéia de um ritual ao vivo, para a volta concreta da banda. Então numa sexta-feira 13 de julho de 2000 ocorreu o show de volta juntamente com os americanos do Black Witchery. Com todos os artefatos ao dispor, tais como granadas, cintos de bala, spikes, ocorre um dos shows mais bestiais da banda. A coisa foi tão intensa que (lenda ou não) na última música - Ritual – uma parte do teto desmoronou. Com a benção de todos os demônios, estava ressurgida essa profana banda com a formação: Black Winds (vocal), 3 Black Hearts (bateria), Caller Of The Storms (guitarra), Bestial Saviour (baixo/vocal) e Deathlord (guitarra).

Rituais ao vivo ainda eram raros para o Blasphemy, até que se espalhou a notícia de que a banda se apresentaria novamente em Vancouver (Canadá), novamente numa sexta-feira 13 de julho de 2001. Então Yosuke do selo Nuclear War Now! Productions vai até o Canadá conferir esse ritual e registrar o mesmo que acaba saindo no formato LP e CD por sua gravadora, o infame Live Ritual. A versão em CD contém um die-hard rehearsal como bônus. E em 2007, a NWN! Lançou Fallen Angel Of Doom... em formato CD e também em um luxuoso formato Picture LP, além de lançar Gods Of War em parceria com a Osmose Productions.

Depois de toda essa história no Black Metal mundial, o Blasphemy sempre é lembrado por suas profanações, sadismo e muita originalidade nos seus hinos, tais como Ritual, Blasphemy, War Command e vários outros. O Black Metal em sua mais pura essência: cru, violento, satânico e com puro ódio! Saudações aos mestres Black Metal Skinheads! Ross Bay Cult Eternal!   


Discografia:

Blood Upon The Altar (Demo) - 1989
Fallen Angel Of Doom... (Full-Length) - 1990
Gods Of War (Full-Length) - 1991
Live Ritual: Friday The 13th (Live Album) - 2002





N.E:  Essa matéria foi publicada originalmente na  terceira edição do zine  Cursed  E. Zine e cedida gentilmente pelo editor e grande amigo Alessandro E. N. Muitíssimo grato pelo valioso suporte irmão!

Cursed E. Zine 
A/C Alessandro Reinaldo
Rua $anta Isabel, 1063, Franciscanos
Juazeiro do Norte - CE
CEP: 63020.060
BRASIL

Capa da terceira edição do Cursed E. Zine


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Tributo - Carcass

05 agosto, 2011.

Formação Clássica do Carcass: Ken Owen, Bill Steer & Jeff Walker

Por: Saulo Baldim Gandini 


Os britânicos do Carcass é uma das melhores bandas de Goregrind/Grindcore/Death Metal de todos os tempos, tendo influenciado uma geração inteira de bandas e conquistado milhares de admiradores com seu som repulsivo, grotesco e, porque não, original para a época. A banda deu início as suas atividades em 1985, na cidade de Liverpool, quando três jovens formaram um grupo chamado Disattack, que na ocasião tocava Punk/Hardcore simples, porém muito agressivo. Com a entrada de Jeff Walker (vocal/guitarra) o grupo muda seu nome para Carcass. Como curiosidade, vale salientar, que o marcante logotipo foi desenhado pelo próprio Jeff. A banda grava com poucos recursos a barulhenta demo Flesh Ripping Sonic Torment, por pura diversão, já que a grande maioria de seus membros tinham outras ocupações. Jeff Walker tocava com o Electro Hippies, Bill Steer era guitarrista do seminal Napalm Death, Ken Owen dedicava-se a faculdade de Ecologia e o vocalista Sanjiv, pouco se sabe a seu respeito. Flesh Ripping Sonic Torment acabou rodando pelo mundo todo e acabou tornado-se clássica no underground, influenciando vários grupos de hoje como Impaled, Exhumed, Dead Infection e Haemorrhage.

Logo após o lançamento dessa demo, Ken Owen passou a se dedicar totalmente a faculdade, deixando o Carcass parado por um certo tempo. Paralelamente a isso, Bill Steer lançou com o Napalm Death o clássico debut Scum e, depois de gravar o segundo álbum From Enslavement To Obliteration, resolve sair do Napalm Death para se dedicar totalmente ao Carcass, agora sem o vocalista Sanjiv. Com isso a formação se estabilizou com Jeff Walker (vocal/baixo), Bill Steer (vocal/guitarra) e Ken Owen (bateria). O trio assina um contrato com a gravadora Earache Records e entra no Ritch Bitch Studios (mesmo estúdio que o Napalm Death gravou Scum) para gravar, em quatro dias, um dos álbuns mais esporrentos e grotescos do Metal mundial, Reek Of Putrefaction. O álbum possuía vinte e duas faixas de um Grindcore imundo, pesado e rápido, com letras escatológicas e vocais doentios divididos pela dupla Jeff Walker (que fazia rasgados e distorcidos) e Bill Steer (que fazia os mais guturais e graves).

O som era extremamente brutal, com músicas que raramente passavam dos três minutos e gerou muita controvérsia na época, afinal muita gente não entendeu porra nenhuma o que diabos o trio estava querendo fazer. A capa era repugnante, com várias colagens de fotos de corpos mutilados, decompostos e autopsias. A produção deixou a desejar, até pelo fato que o grupo teve pouco tempo para mixar o trabalho, em função ao prazo limitado da gravadora. Mesmo assim é um álbum que tem um valor imenso na história do Metal pelo seu pioneirismo, tanto que foi escolhido pelo radialista inglês John Peel como álbum do ano. Essa parceria deu tão certo que no ano seguinte o Carcass soltou um EP intitulado The Pell Sessions, espalhando o terror em quatro faixas ao vivo. Isso acabou servido de aperitivo para o próximo álbum de estúdio do grupo, o também clássico Symphonies Of Sickness. Aqui a banda manteve sua sonoridade extremamente repulsiva, mas com uma produção superior, faixas mais extensas, lapidadas e ainda mais criativas em comparação ao seu álbum de estréia. Symphonies Of Sickness foi tão bem aceito que conseguiu a façanha de atingir a décima quinta colocação na revista New Music Express, veiculo mais direcionado ao pop e rock. Desse álbum saiu a música que podemos considerar como o grande clássico do Carcass, a fudida Exhume To Consume.

Com o novo álbum na praça, o grupo embarca para a famosa tour ‘Grindcrusher’. Após essa tour o Carcass resolve recrutar mais um guitarrista para dar mais intensidade ao som, já que Symphonies Of Sickness foi gravado com duas guitarras. O jovem Michael Amott (ex-Carnage) acabou sendo recrutado e acabou formando com Bill Steer umas das duplas mais técnicas e entrosadas do Metal mundial. Com essa formação eles entram no Amazon Studios para gravar seu terceiro petardo, o maravilhoso Necroticism – Descanting The Insalubrious. Aqui o Carcass abandona de vez sua faceta Grind e assume o lado técnico e intricado, com as guitarras mais trampadas de Michael Amott e Bill Steer (que decidiu deixar a maioria dos vocais para Jeff Walker), os solos virtuosos, a cozinha perfeita e entrosada de Ken Owen e Jeff Walker e as vocalizações estupendas do próprio Jeff, que assumiu a função com maestria. O lançamento de Necroticism fez com que a banda fosse convidada para a ‘Gods Of Grind’ em 1992, turnê que reuniu grupos do porte de Confessor, Entombed e Cathedral. Essa turnê foi tão positiva para o Carcass, que além de proporcionar reconhecimento e admiração do público ao redor do mundo, também gerou o lançamento do split Gods Of Grind com a participação de todos os grupos envolvidos nesta turnê. Nesse material o Carcass participa com duas regravações, uma versão editada da música Incarnated Solvent Abuse (que saiu em vídeo) e mais a inédita Tools Of The Trade.

Em 1993, com a alta do Death Metal, ocorreu um acordo de distribuição entre selos underground e as gravadoras “majors”. Neste caso o acordo rolou entre a Earache Records e a Columbia, e com esse suporte o Carcass solta seu quatro álbum, chamado Heartwork. A mudança foi extremamente perceptível, a começar pela capa. As letras também estavam diferentes, cheias de metáforas e abordando temas políticos e artísticos, fugindo completamente dos temas repulsivamente patológicos de outrora. E a música estava mais polida e melódica, não lembrando o extremismo de antigamente. Logo após a gravação Michael Amott decide deixar o Carcass e seu lugar é ocupado por Mike Hickey (ex-Venom). Após sua saída, Michael decidiu se dedicar totalmente ao seu outro grupo, o Spiritual Beggars. Dois anos depois, em 1995, Michael funda, junto com seu irmão Christopher Amott, o Arch Enemy.

Mas voltando a falar do Carcass, essa formação dura pouco, mais precisamente até o final da ‘Heartwork Tour’. Após essa turnê o grupo grava o single Heartwork com Bill Steer assumindo as duas guitarras e, logo após, o guitarrista Carlos Regadas é recrutado. Em 1995 a banda grava o que seria seu último trabalho de estúdio, Swansong. Com o declínio comercial do Death Metal e decepcionada com a gravadora Columbia, que desistiu de lançar o álbum, o Carcass retorna a Earache, porém já acabado. O álbum é lançado em 1996, apostando em um Death Rock com melodias e letras mais simples, deixando os fãs extremamente chateados com o novo direcionamento musical. Após o lançamento Bill Steer sumiu por uns tempos e depois formou o Firebird onde lançou alguns álbuns. O restante do grupo formou o Blackstar, que apostava na mesma sonoridade de Swansong. Mas o grupo não foi a frente pelas diversas tragédias que acometeu sobre seus integrantes, como o AVC sofrido pelo baterista Ken Owen no começo de 1999 e que suspendeu o lançamento da coletânea Choice Cuts do Carcass, o falecimento do pai de Carlos Regadas e Jeff Waker desistindo da música. Apesar do fim do grupo, fãs foram agraciados com o lançamento de três coletâneas: a coletânea e vídeo Wake Up and Smell the Carcass (1996), Best Of Carcass (1997) e Choice Cuts (2004).

Após negar veementemente qualquer chance de retorno eis que o Carcass, após um hiato de mais de dez anos, volta a ensaiar em 2006. Nessa volta, o grupo recruta o baterista Daniel Erlandsson (Arch Enemy) no lugar de Ken Owen. Apesar disso, Ken esteve envolvido nas atividades da banda, fazendo aparições em alguns shows selecionados. O Carcass realiza algumas apresentações em festivais de verão europeus como ‘Sweden Rock Festival’ (Suécia), ‘Wacken Open Air’ (Alemanha), ‘Tuska’ (Finlândia) e ‘Hellfest’ (França), chegando até fazer uma apresentação no Brasil em 2008. Apesar da ansiedade dos fãs pelo lançamento de um novo álbum ainda não há planos para compor músicas novas. O guitarrista Bill Steer em uma entrevista recente, não descartou a possibilidade de um novo álbum, mas não se sabe se Michael e Daniel, ou uma formação diferente irá gravá-lo. Em 2010, como presente aos fãs, é lançado o box-set The Complete Pathologist´s Report com os cinco trabalhos de estúdio da banda. Ficaremos na expectativa...

Discografia:

Flesh Ripping Sonic Torment - Demo - 1987
Reek Of Putrefaction - Full-Length - 1988
Symphonies Of Sickness - Demo - 1988
The Peel Sessions - EP - 1989
Symphonies Of Sickness - Full Length - 1989
Necroticism - Descanting The Insalubrious - 1991
Gods Of Grind - Split - 1992
"Tools Of The Trade" - Single - 1992
Tools Of The Trade - EP - 1992 
The Heartwork EP - EP - 1993
Buried Dreams - Single - 1993
Embodiment - Single - 1993
Pre-Heartwork Parr Street Demos - Demo - 1993
No Love Lost - Single - 1993
Heartwork - Full Length - 1993
Heartwork - Single - 1994
Swansong Free 2 Song Sampler - Single - 1995
Keep On Rotting In The Free World (Promo Tape) - Demo - 1995
Swansong - Full Length - 1995
Wake Up And Smell The Carcass - Vídeo/VHS - 1996
Wake Up And Smell The... Carcass - Coletânea - 1996
Best Of Carcass - Coletânea - 1997
Choice Cuts - Coletânea - 2004
Pungent Excruciation (Live) - Single - 2009
The Complete Pathologist´s Report - Box Set - 2010


Contato: Myspace - www.myspace.com/carcass



  






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Tributo - Sarcófago

30 junho, 2011.

Sarcófago - Na época do clássico INRI

Por: Saulo Baldim Gandini 


   O lendário Sarcófago iniciou suas atividades no maldito ano de 1985, na cidade mineira de Belo Horizonte, onde a cena era uma das mais fortes do país. Wagner “Antichrist” Lamounier era guitarrista e vocalista do Sepultura e permaneceu no grupo por um ano, saindo por divergências musicais. Após este fato, Gerald “Incubus” Minelli convidou Wagner para se juntar ao Sarcófago, que já existia. Com isso estava formada a dupla que levaria a frente o nome Sarcófago. A partir desta época, começaram as famosas brigas com o Sepultura.

   Em 1986, o Sarcófago participou da coletânea Warfare Noise, lançada pela Cogumelo. O grupo participou com as músicas Recrucify/The Black Vomit e Satanás. Além do Sarcófago, esta coletânea contou também com outros nomes da cena extrema mineira da época, como o Chakal, Holocausto e o Mutilator. Nesse trabalho o Sarcófago contou com os serviços de Armando “Leprous” Sampaio (que depois tocou no Holocausto e Mutilator) nas baquetas no lugar de “D. D. Crazy”, mas logo o mesmo voltou à banda.

   O ano de 1987 ficou marcado não só para o Sarcófago, como também para o Metal Extremo, com o lançamento de um dos álbuns mais importantes do estilo no Brasil, o clássico INRI, um divisor de águas no Metal mundial. Composto principalmente por Butcher (um maníaco fã de Discharge e admirador de grupos como Bathory, Sodom e Celtic Frost) e com letras escritas por Wagner (que falavam de sexo, morte, álcool, Satanismo e anti-cristianismo), INRI era doentio do começo ao fim. Músicas como Satanic Lust, Nightmare, INRI e Satanás influenciaram uma geração inteira de bandas, tanto musical como visualmente. Esse visual composto por spikes, rebites, cruzes de ponta cabeça, pentagramas, corpse paint e bullets foi muito criticado na época. Neste álbum o Sarcófago contava com Wagner “Antichrist” (vomits), Zéder “Butcher” (guitarra), Gerald “Incubus” (baixo) e o irmão de “Butcher” Eduardo “D.D. Crazy” (bateria). 

   INRI foi gravado no estúdio JG, onde a maioria das bandas mineiras gravou seus trabalhos na época, por Garguin, Tarso Senra e João Guimarães (baterista do Kamikaze). Vendeu duas mil cópias em menos de seis meses e foi relançado no Brasil em 1991 (CD, com capa azul), 2000 (CD, com a capa original) e 2001 (em LP). Duas versões chamaram bastante a atenção quando lançadas no exterior: a de 1999, lançada pela Pavement Music, com uma capa terrível e que nada tinha a ver com a original e o maravilhoso Picture LP lançado pela Nuclear War Now! em 2004. Esse material trazia um encarte muito caprichado e várias fotos inéditas da época. Alguns relançamentos trazem como bônus, as faixas da Warfare Noise e algumas gravações ao vivo na Argentina. 

   Em 1989, a banda sofreu baixas em sua formação com a saída do guitarrista Butcher e do baterista D.D. Crazy, que foi para o Sextrash. Com isso, Wagner assumiu as guitarras e M. Joker ficou responsável pelas baquetas. Com esta formação, o Sarcófago lançou no mesmo ano o álbum Rotting. Nesta época a banda já tinha seus discos distribuídos na cena européia pela gravadora Music From Nations sendo que, mais tarde, a capa do álbum Rotting foi censurada nos Estados Unidos, pois trazia um desenho da morte beijando je$u$ cri$to. Isso gerou outro problema, pois a gravadora substituiu a capa por uma propaganda anunciando que a banda era formada por ex-integrantes do Sepultura, deixando Wagner furioso. Mais tarde o grupo chegou a processá-los, pois aquilo tinha sido feito sem a autorização da banda.  Fora os imprevistos, Rotting se destacou com as músicas Alcoholic Coma, Rotting, a regravação de Nightmare e a clássica Sex, Drinks & Metal. 

   Após dois anos, foi lançado, em 1991, um álbum considerado por muitos fãs como o melhor da banda: The Laws Of Scourge. O grupo voltou a ser um quarteto novamente, com entrada do baterista Lucio Oliver e do guitarrista Fábio Jhasko. Nesse álbum os pseudônimos Antichrist e Incubus, de Wagner e Gerald, foram substituídos pelos sobrenomes Lamounier e Minelli respectivamente. A sonoridade deste disco mudou um pouco, pois mostrou uma banda fazendo um Death Metal mais trampado. Esse disco proporcionou ao Sarcófago a fazer sua primeira turnê européia que foi muito bem sucedida! Apesar disso, houve críticas, algumas diziam que o grupo tinha se vendido e que os integrantes haviam virado posers, devido às fotos contidas no álbum. Existe uma história, não confirmada, que os membros do grupo canadense Blasphemy quebraram o LP do The Laws Of Scourge e mandaram para os integrantes do Sarcófago como sinal de descontentamento. Desse álbum saiu à gravação de seu primeiro vídeo-clip para a música Screeches From The Silence.   Neste disco estão as melhores composições da banda, como a já citada Screeches From The Silence, The Laws Of Scourge, Piercings e Prelude To Suicide.

   Na seqüência, o grupo gravou um EP em 1992, chamado Crush, Kill, Destroy que seguiu a mesma linha de som trabalhada no álbum anterior. O nome do grupo voltou a ficar em destaque por causa da polêmica briga com os integrantes do Ratos de Porão. Em um show do Ratos em Belo Horizonte, algumas pessoas da platéia começaram a cuspir na banda, deixando o vocalista João Gordo revoltado. Segundo informações do Sepultura, os responsáveis pelo fato era o grupo Sarcófago. A confusão aumentou quando Walcyr, proprietário da loja Woodstock, convidou o Sarcófago para abrir o show dos americanos do D.R.I. em São Paulo, no lugar do Ratos de Porão. Os integrantes do Ratos invadiram o camarim do Sarcófago e a porrada comeu solta! Até membros do D.R.I. se envolveram na briga, sendo que um cara da equipe técnica deles saiu com um braço quebrado, por causa de uma correntada. 

   Brigas a parte, passados dois anos, o Sarcófago voltou a surpreender com o álbum Hate, apresentando mudanças tanto no som como no visual dos integrantes. Agora reduzido a uma dupla, Wagner e Gerald apareceram com cabelos curtos, mas mesmo assim apresentando um visual agressivo. Sobre o som, a idéia era ser o mais extremo possível e por isso usaram bateria eletrônica, pois segundo eles, nenhum baterista poderia tocar tão rápido. Se por um lado, a banda ganhou em extremismo, por outro, perdeu toda a técnica que tinha conquistado anteriormente. A banda não fez nenhum show para promover o álbum. Em 1995, a coletânea chamada Decade Of Decay é lançada em comemoração aos dez anos de grupo. As músicas foram selecionadas por Wagner e Gerald e contou com músicas de todas as fases da banda, como Nightmare, Satanic Lust, Midnight Queen, Piercings, Hate, etc.

   No ano seguinte, o Sarcófago lançou mais um álbum de estúdio, denominado The Worst. A filosofia da banda continuou intacta e o disco contou mais uma vez com os serviços de uma bateria eletrônica. Desta vez, a proposta do disco não foi tão radical, pois ele não era muito veloz e soou um pouco mais técnico. Não houve divulgação e shows, com isso, o Sarcófago abandonou de vez seu visual e se recusou a aparecer na mídia.

   Em 2000 foi lançado o EP Crust, que contou com quatro faixas, onde a banda retornou com um som violento e com a bateria eletrônica em alta velocidade. O EP também chamou a atenção pela música F.O.M.B.M (Fuck Off Melodic Black Metal) que foi uma crítica às atuais bandas de Black Metal. No ano seguinte, a banda participou com a faixa Satanic Lust para a coletânea de vinte anos da gravadora Cogumelo Records, esta foi a última participação da banda até então. Em 2001, foi lançado um tributo ao Sarcófago, contando com as bandas nacionais e internacionais. São elas: Angel Corpse, Posthumous, Impurity, Calvary Death, Drowned, Satyricon, Descerebration, Lustful, Impaled Nazarene, Lethal Curse, Black Witchery, Mysteriis, Under Threat, Patologic Noise, Mystifier, Conqueror, Exumed e Sextrash.

   No ano de 2006, a gravadora Cogumelo realizou uma grande festa em comemoração aos vinte anos de lançamento da coletânia Warfare Noise, promovendo o Warfare Noise Festival. Nesse festival rolou a participação do Tributo ao Sarcógafo, trazendo três ex-membros do grupo: Gerald “Incubus”, M “Joker” e Fábio “Jhasko”, fora a participação de músicos do Sextrash, Drowned e Lustfull. A reunião, que a princípio seria apenas para esse show, foi prolongada devido aos pedidos dos antigos e novos fãs do Sarcófago. A atual formação conta com Juarez “Tibanha” (vocal, ex-Cirrhosis) substituindo Wagner (que apesar de não participar, acompanhou e aprovou todo o projeto), Fábio “Jhasko” (guitarrista da época do The Laws Scourge), Guilherme Miranda (Krow), Gerald “Incubus” (baixo) e M. “Joker” (bateria). O Tributo fez alguns shows em Belo Horizonte, Uberaba, Rio de Janeiro e no Chile, tocando com o lendário Possessed, mas recentemente tiveram que dar uma pausa nos shows devido a uma cirurgia que o baixista Gerald sofreu na coluna.

   Sarcófago! Uma banda à frente de seu tempo e que sempre será lembrada pelos hellbangers por seu pioneirismo, radicalismo, polêmicas e seu som inovador para época. Eles tornaram-se uma das maiores influências para o Metal mundial. Gravaram vários clássicos, influenciaram vários grupos e nunca seguiram modas durante todos os anos de carreira. "They say that you've born to the eternal kidness... And that was conceived by divine grace... That came to finish with the pervertion and evil... And died on the cross to humanity save... Fuck you,  fuck you,  fuck you  Jesus Christ".


Discografia:

Satanic Lust (Demo) - 1986
The Black Vomit (Demo) - 1986
Warfare Noise I (Split) - 1986
Sepultado (Demo) - 1987
Christ´s Death (Demo) - 1987
INRI (Full-Length) - 1987
Rotting (Full-Length) - 1989
The Laws Of Scourge (Full-Length) - 1991
Crush, Kill, Destroy (EP) - 1992
Hate (Full-Length) - 1994
Decade Of Decay (Compilation) - 1995
The Worst (Full-Length) - 1996
Crust (EP) - 2000

Bootlegs:

Insulters of Jesus Christ
Satanic Christ`s (Demos 1986/87, Rehearsal and Live in 1988) - Darkness And Evil Productions
Sore Catechesis - Live at HMC
Satanic Black Vomit Lust
Rehearsal 02-17-1988 (Bootleg) 5 tracks - 1988
Live in Lima, Peru - 1993
Blasphemies - Live in Buenos Aires - 1994
"Nights in Hell" Warhammer Records - 2001
"Lust for Death" - 2004
"Nazarenus Torment Continues" Nuclear Desecration - 2009
"Desecration of Demos" LP - 2010





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Tributo - Destruction

07 junho, 2011.

Formação clássica do Destruction: Schmier, Mike & Tommy
                                                                            
Por: Saulo Baldim Gandini


   Lembro-me há muitos anos atrás, mais precisamente, nos tempos de escola quando um velho amigo em uma de nossas conversas sobre Metal comentou sobre uma banda alemã de Thrash Metal chamada Destruction. Comentei que o nome não era estranho, mas que nunca tinha tido a oportunidade de ouvi-la. No dia seguinte ele chegou com uma fitinha (bons tempos!) com o álbum Eternal Devastation gravado. Quando cheguei em casa e a coloquei para rodar foi como eu tivesse levado um soco no rosto! Essa fita tocou e tocou no meu aparelho de som até gastar. Tempos depois tive outra surpresa quando vi pela primeira vez o visual de seus integrantes, vestidos com couro, spikes, rebites, braceletes, correntes e cintos bala, na contracapa do álbum Infernal Overkill. Bati o olho e pensei: “Quer dizer que esses são os fodões”. Após esse pequeno relato pessoal, vamos à história desses carniceiros alemães que junto com seus conterrâneos Sodom e Kreator formam a trinca de ferro do Thrash Metal alemão.

   O Destruction foi formado do ano de 1982, na pequena cidade alemã de Weil am Rhein, no estado de Baden-Württemberg, sul da Alemanha. A formação contava com o baixista e vocalista Marcel “Schmier” Schirmer, o guitarrista Mike Sifringer e o baterista Thomas “Tommy” Sandmann. No início, o grupo chegou a se chamar Knight Of Demon, mas logo em seguida mudaram para Destruction. Após a gravação de uma demo, denominada Bestial Invasion Of Hell, em 1984 o trio desperta o interesse da gravadora alemã Steamhammer e dessa união surgiu o primeiro registro da banda o clássico EP Sentence Of Death, que foi lançado em setembro do mesmo ano. Com uma produção tosca e crua e totalmente influenciado por Slayer, Venom e Metallica, esse EP é um verdadeiro marco do Metal Extremo mundial, sendo até hoje uma referência para grupos Thrash/Death/Black. Nesse petardo os vocais de Schmier eram bem mais doentios, Mike já demonstrava muita competência e personalidade na criação do riffs e a performace do baterista Tommy não impressiona, mas não chega a comprometer. Este trabalho tomou uma proporção mundial, levando a banda a fazer uma turnê com os deuses do Slayer em 1985.  

   Neste mesmo ano, depois da primeira bem sucedida experiência em estúdio, o Destruction finalmente grava seu aguardado debut. Infernal Overkill é lançado em maio e causa uma enorme repercussão na Europa onde o Destruction se destaca como uma das maiores revelações do Thrash europeu. O feeling e a pegada já tradicional do trio alemão estavam intactos nesse trabalho. A produção ainda era tosca e modesta, mas isso era apenas um detalhe secundário e sem muita importância, pois a raça e a garra do grupo compensavam isso com sobras. Em aproximadamente quarenta minutos, clássicos absolutos do Thrash Metal massacram o pescoço dos headbangers, como a poderosa Invincible Force, Death Trap, The Ritual, Besital Invasion (com uma “rifferama” matadora), a curta instrumental Thrash Attack e o encerramento com Black Death. Mais uma bem sucedida turnê e o grupo entra em estúdio para registrar o petardo Eternal Devastation, considerado por muitos fãs com o melhor trabalho já lançado pela banda. O álbum apresenta composições fortes e marcantes somados a já experiência de estúdio do trio, o que realçou pedradas como Curse The Gods (para muitos fãs a melhor composição do Destruction, tanto na parte instrumental quanto lírica), Eternal Ban (maravilhosa) e Life Without Sense (que possui um dos mais fodidos riffs da história do Metal alemão). Outras ótimas composições são Confound Games, United By Hatred e Upcoming Devastation. Nesse álbum Schmier atingiu seu ápice como vocalista, seus tradicionais agudos ficaram marcantes (“Curse Of Goooooodss”) e Mike se destacou pelos seus inspirados riffs, fora o timbre matador de sua guitarra que se tornou a marca registrada desse álbum. Um detalhe a ser comentado nesse álbum é o seu conteúdo lírico que está mais “pensativo”, ou seja, o Destruction abordou temas diferentes nesse trabalho como loucura, depressão e ateísmo fugindo um pouco dos tradicionais temas “Evil” presentes nos antigos registros. 


   A turnê de divulgação desse álbum contou com shows ao lado dos conterrâneos do Kreator e Rage, ambos atuando com bandas de abertura. Mas após esses shows o Destruction sofreu sua primeira baixa na formação, com a saída do baterista Tommy. Oliver “Olly” Kaiser é recrutado para assumir as baquetas e o grupo acrescenta um segundo guitarrista em sua formação: Harry Heinrich Wilkens. Com essa nova formação em quarteto o grupo solta em julho de 1987 o EP Mad Butcher. Esse EP foi responsável pela principal turnê que o Destruction fez nos Estados Unidos e na Europa. O grupo também chegou a tocar pela primeira vez no Brasil na época desse trabalho. Mad Butcher é mais refinado e técnico que os outros trabalhos da banda, vide a regravação da faixa título. Mike e Harry mostram um ótimo entrosamento demostrado na instrumental The Last Judgement. Outra música clássica desse EP é Reject Emotions uma das melhores músicas do Destruction, que é tocada até hoje nos shows. Há também um cover para The Damned do Plasmatics que ficou interessante.

   Em maio de 1988 é lançado o trabalho que é considerado como um dos mais esquisitos do Destruction intitulado Release From Agony. Este registro, que marca a estréia oficial do guitarrista Harry, não agradou uma boa parcela dos fãs na época devido à técnica apurada das composições, pois de acordo com a banda, o principal objetivo desse álbum era fugir do convencional. Release From Agony não é ruim, pelo contrário! A vigorosa faixa titulo com seu refrão pegajoso é um dos maiores clássicos do grupo até hoje. Outras faixas que esbanjam feeling e técnica são Sign Of Fear e Unconscious Ruins. A banda realizou uma turnê com o Motörhead na Europa, que na opinião da imprensa e dos fãs não foram excelentes por unanimidade. Desta turnê saiu o primeiro registro ao vivo denominado Live Without Sense, lançado em 1989 e que é considerado um dos melhores registros ao vivo do Thrash Metal. O trabalho dava ênfase aos três primeiros álbuns do grupo e mostrava um entrosamento dos integrantes fora do comum, principalmente a dupla de guitarristas Mike e Harry que estava afiadíssima. Apesar disso o clima dentro da banda não era dos melhores, muitas desavenças e brigas estavam acontecendo entre os integrantes o que acabou gerando a saída do vocalista e baixista Schmier. Essa notícia chocou os fãs do Destruction, pois ele era a marca registrada da banda. Sem Schmier (que após sua saída do Destruction montou o Headhunter junto com renomado baterista Jörg Michael e do guitarrista Uwe “Schmuddel” Hoffmann) o guitarrista Mike se viu forçado a lançar mais um álbum, pois tinha um contrato em vigor com a Steamhammer. Para o posto de vocalista é recrutado André Grieder (Poltergeist) e Cracked Brain foi lançado.

   O trabalho é recebido com muito descaso por parte dos fãs. O álbum não é ruim, mas a ausência de Schmier descaracterizou por completo o som do grupo. Durante a década de 90, Mike e Olly tentaram levar o nome Destruction adiante lançando os EP´s Destruction e Them Not Me e mais um álbum completo de estúdio chamado The Least Sucessful Human Cannonball. Esses trabalhos, cuja sua sonoridade é bem diferente do antigo Destruction, são desconsiderados pelo grupo, sendo que nem mesmo figuram na discografia oficial. Em 1999, após uma grande demanda de fãs para que o grupo voltasse, Mike e Schmier decidem reativar o Destruction com o auxilio de um novo baterista chamado Sven Vormann. O resultado disso foi o bem recebido All Hell Breaks Loose, lançado pela Nuclear Blast. Produzido por Peter Tägtgren (Hypocrisy) o álbum traz grandes músicas como The Final Curtain, Machinery Of Lies, The Butcher Strikes Back e uma matadora versão para o clássico Total Desaster aqui rebatizada de Total Desaster 2000 e que conta com a participação de Peter que ajudou nos vocais e na segunda guitarra. A edição limitada desse álbum (com dois CD´s) traz a demo Bestial Invasion Of Hell.

   No ano seguinte, mais afiada do que nunca, o Destruction solta The Antichrist um trabalho que fez com que o nome do grupo voltasse a repercutir forte na cena. Novamente contando com a produção de Peter Tägtgren, o trabalho é marcado pelos riffs inspirados e marcantes de Mike e pelos vocais extremamente agressivos de Schimer. O baterista Sven realiza um ótimo trabalho nas baquetas. Após esse álbum ele deixa o grupo. Segundo os outros integrantes, sua saída se deu pelo fato de ser desinteressado e por não ajudar em nada no processo de composição. Com isso o grupo recruta Marc Reign (Mystic Circle) para assumir os dois bumbos. As faixas que mais se destacaram nesse trabalho, sendo que algumas são tocadas com regularidade nos shows, foram Thrash ´Til Death, Nailed To The Cross, Bullets From Hell e Godfather Of Slander. Em 2002 o grupo voltou ao Brasil novamente para uma turnê junto com o Kreator. Nesse mesmo ano o trio solta seu segundo álbum ao vivo (Alive Devastation) contando com todos os clássicos da banda. Esse trabalho foi relançado em 2004 como CD - bônus numa versão limitada do DVD Live Discharge. Em 2003 o Destruction solta mais um trabalho intitulado Metal Discharge que acabou descontentando uma boa parcela dos fãs por apostar numa produção mais crua e com menos recursos tecnológicos. Uma pausa de dois anos é feita e o resultado é o álbum Inventor Of Evil que também passa despercebido pelos fãs. Após esse trabalho é lançado um álbum contendo regravações dos clássicos do grupo, como uma produção mais moderna. Thrash Anthens dividiu opiniões, enquanto alguns fãs adoraram as novas roupagens para as velhas músicas, outros torceram o nariz. Esse álbum traz também duas faixas inéditas denominadas Profanity e Deposition (Your Heads Will Roll).

   Em 2008 o Destruction lança mais trabalho inédito chamado D.E.V.O.L.U.T.I.O.N. O título faz referência as iniciais das dez músicas que compõem esse álbum. O trabalho conta as participações especiais do guitarrista Vinnie Moore no solo da música Devolution e dos também guitarristas Gary Holt (Exodus) e Jeff Waters (Annihilator) nos solos de Urge (the Greed Of Gain). A versão japonesa do álbum conta com um cover para Shellschock dos ingleses do Tank. Um novo álbum ao vivo é planejado e lançado com o nome de The Curse Of Antichrist – Live In Agony contando com músicas de toda a carreira da banda, desde o EP Sentence Of Death até D.E.V.O.L.U.T.I.O.N. A data do lançamento foi no dia 25 de setembro pela AFM Records. Atualmente os alemães soltaram mais um novo trabalho de estúdio, intitulado Day Of Reckoning que marca a estréia do novo baterista Vaaver, que substituiu Marc Reign depois de oito anos de serviços prestados ao grupo.     


Discografia:

Bestial Invasion Of Hell (Demo) - 1984
Sentece Of Death (EP) - 1984
Infernal Overkill (Full-Length) - 1985
Eternal Devastation (Full-Length) - 1986
Mad Butcher (EP) - 1987
Release From Agony (Full-Length) - 1988
Live Without Sense (Live Album) - 1989
Super Best Destruction Collection (Compilation) - 1990
Cracked Brain (Single) - 1990
Cracked Brain (Full-Lenght) - 1990
Best Of (Compilation) - 1992
Destruction (EP) - 1994 *
Them Not Me (EP) - 1995 *
The Least Sucessful Human Cannonball (Full-Lenght) - 1998 *
The Butcher Strikes Back (Demo) - 1999
All Hell Breaks Loose (Full-Length) - 2000
Nuclear Blast Festivals (Split) - 2001
Whiplash (Single) - 2001
The Antichrist (Full-Length) - 2001
Alive Devastation (Live Album) - 2002
Metal Discharge (Full-Length) - 2003
Death Angel/Destruction/Exodus/Dew-Scented (Split) - 2004
Live Discharge - 20 Years Of Total Destruction (DVD) - 2004
Inventor Of Evil (Full-Length) - 2005
Thrash Anthems (Compilation) - 2007
D.E.V.O.L.U.T.I.O.N. (Full-Length) - 2008
The Curse Of The Antichrist - Live In Agony (Live Album) - 2009
A Savage Symphony - The History Annihilation (DVD) - 2010
The Price (Single) - 2010
Day Of Reckoning (Full-Length) - 2011


* Estes trabalhos são desconsiderados pelo grupo, sendo que nem constam na discografia oficial.





                                                        

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