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Maniac Butcher - Krvestreb

16 janeiro, 2012.
Maniac Butcher - Krvestreb
(Pussy God Records)
O Maniac Butcher é um dos mais tradicionais e respeitados grupos da cena Black Metal mundial. Formado no longínquo ano de 1992 na Republica Theca, pela eterna dupla Barbarud Hrom (vocais) e Vlad Blasphemer (todos os instrumentos), o Maniac Butcher sempre se caracterizou pelo seu som ríspido, cru e agressivo, sem dar espaço algum à “novos elementos” em suas composições. Ou seja, se você é um apreciador de teclados, vocais femininos e melodias “bonitinhas”, nem perca seu tempo! Krvestreb é o terceiro trabalho destes “açougueiros maníacos” que sucedeu os clássicos e muito bem recebidos Barbarians e Lucan-Antikrist. Infelizmente este álbum não é muito mencionado pelos fãs de Black Metal o que é uma pena, pois Krvestreb é um grande álbum, totalmente indicado aos apreciadores dos primeiros trabalhos do Immortal e Mayhem. Em Krvestreb Barbarud Hrom continua o responsável pelos vocais vomitados e letras, enquanto Vlad Blasphemer cuida da parte instrumental e composição das músicas. Lord Unclean contribuiu neste álbum tocando guitarra e baixo. O play é composto por apenas seis músicas e conta com um pouco mais de meia hora de duração, o que não deixa o ouvinte entediado. As faixas de maior destaque são Vládce Modré Oblohy, que possui uma intro em seu começo, antes de partir para a tradicional porradaria, a odiosa Oci Obeti, Písen Cernych Vran (minha favorita, com seu início acústico e com uma levada mais lenta, para depois partir para a rispidez habitual) e  a faixa título. A produção é bem suja, remetendo aos velhos álbuns de Black Metal old school, mas perfeitamente audível. Krvestreb é um excelente álbum e extremamente convincente. Apreciadores de Black Metal feito nos velhos moldes do passado, sem viadagens e frescuras, este trabalho foi feito para vocês. Imperdível! (Por: Saulo Baldim Gandini)

Contato: Myspace -www.maniacbutcher.com




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Divulgado cartaz do show do ABSU e INQUISITION em São Paulo

13 janeiro, 2012.
Cartaz do Evento


Local: Hangar 110 - Rua Adolfo Miranda, 110
Ingressos: R$ 50,00 (Estudante), R$ 70,00 (Promocional) e R$ 100,00 (Inteiro)
Pontos de Venda: Galeria do Rock (Hellion e Paranoid), Ticket Brasil e Hangar 110
Info: www.myspace.com/tumbaprod
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Luvart: Debut álbum será lançado este ano

12 janeiro, 2012.
Luvart


A banda mineira de Black Metal LUVART iniciou no dia 12 de outubro, do ano passado, as gravações de seu debut álbum a ser lançado este ano, pela Hammer of Damnation. O álbum se chamará Necromantical Invocation e, atualmente, está sendo gravado no Metropolis Studio pelo produtor Rodrigo Itaboray. O layout gráfico será desenvolvido por Elson Bueno, conhecido por seu trabalho com o Grave Desecrator. O álbum contará com um total de 10 músicas, onde a banda mantém viva a tradição do velho Black Metal brasileiro e seus verdadeiros valores, expressando suas visões espirituais a um nível muito pessoal.

Contato: Site - 
www.hammerofdamnation.com.br
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Anguished - Cold

11 janeiro, 2012.
Anguished - Cold
(Hammer Of Hate)
Confesso que não conhecia o trabalho do Anguished até a indicação de um amigo. Aproveitei e fui  ouvir algumas músicas no Youtube para ter uma noção da sonoridade desta one-women-band e fiquei impressionado com a crueza, desespero e violência despejada em cada nota de sua música. Não teve jeito, tive que encomendar minha cópia, pois de fato esse Cold é um trabalho digno de estar na coleção dos apreciadores do mais infame Metal, pois trata-se de uma grata revelação dos subterrâneos do Metal finlandês. A responsável por todo esse massacre é a belíssima Possessed Demoness que nas oito composições de seu debut álbum consegue transmitir sentimentos de dor, sofrimento, suicídio e misantropia tudo isso envolvido por guitarras gélidas, vocais doentios e a cozinha reta e sem muita variação. Deixo bem claro aqui que quem for julgar o álbum pela sua componente irá quebrar a cara, pois Possessed Demoness é digna de todos os elogios pelo trabalho realizado. Vale ainda destacar que este álbum foi lançado pela gravadora Hammer Of Hate, do pervertido Molestor Kadotus (a mente doentia por trás do Anal Blasphemy) sendo que todo o layout foi desenvolvido pelo mesmo. Por fim o Anguished não deixa nada a desejar, sendo competente na proposta desenvolvida e merece ser conferido. Faixas de destaque: Come Me To Satan, September Nights (com uma atmosfera totalmente desesperadora), Depart This Life, a “melódica” The Last Trip e a faixa titulo Cold. (Por: Saulo Baldim Gandini)


Contato: Myspace - www.myspace.com/anguished666



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Grave Desecrator - Deathspells Rising

11 dezembro, 2011.
Grave Desecrator - Deathspells Rising
(Despise The Sun Records)
Esse álbum Deathspells Rising, novo lançamento dos profanadores do GRAVE DESECRATOR, trata-se na verdade de uma compilação, lançada pelo selo italiano Despise The Sun Records, em comemoração aos 10 anos de caos, blasfêmia e escuridão deste infame grupo. Temos aqui registrados os primeiros trabalhos da banda, mais precisamente a demo Demo 01 e o cult EP Cult Of Warfare And Darkness, além de outras surpresas como faixas ao vivo, um cover do BATHORY e mais uma composição com a atual formação. A demo Demo 01 mostra um Grave Desecrator bem cru e buscando soa sonoridade. A produção sonora desta demo é aceitável e teve uma boa repercussão no underground sendo responsável em espalhar o nome do grupo pelo Brasil e também pelos quatros lados do mundo. A faixa que mais chama a atenção é Rise To Destruction que foi regravada posteriormente no debut álbum Sign Of Doom. Depois temos as faixas do EP Cult Of Warfare And Darkness, foi aqui que o GRAVE DESECRATOR buscou a sonoridade que eles sempre almejavam e conseguiram. Fica nítido neste EP que o som do grupo encontra-se mais negro, sujo e perverso em relação a demo. Fora isso, foi aqui que eles conseguiram um contrato com o selo alemão Ketzer Records. Após relembrar e matar saudade destes registros temos agora as músicas ao vivo, gravadas na época do Sign Of Doom. Aqui podemos sentir todo o feeling infernal do grupo em uma gravação bem acima da média para lançamentos ao vivo. Muito foda mesmo! E por fim para finalizar esse grande registro, o ouvinte tem mais duas grandes surpresas. A primeira é um cover arrebatador de Sacrifice do BATHORY, uma grande homenagem ao mestre Quorton e a segunda é a música Stared To Hell (a propósito, já registrada no segundo álbum Insult) que conta com a nova formação do GD, que é Butcherazor (vômitos/guitarra), Black Sin And Damnation (guitarra), Necrogoat (baixo) e Slaughterer (bateria – Apokalyptic Raids, Bestial Curse, Internal Bleed e muitos outros). A capa não precisa de comentários, pois é mais uma obra de arte do mestre Christophe Moyen. EXCELENTE trabalho e esperamos por outros muitos anos de blasfêmia deste grande grupo. Hailz GRAVE DESCRATOR! Brazilian Blackest Metal Massacre! (Por: Saulo Baldim Gandini)






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Bestial Raids – Prime Evil Damnation

20 novembro, 2011.
Bestial Raids - Prime Evil Damnation
(Nuclear War Now! Productions)
Aaaarrrgghh!!!! Sangue, violência, insanidade, correntes, couro, corpsepaint, máscaras de gás, spikes, bullets... Sim caro leitor, tudo isso e muito mais você irá encontrar neste segundo bombardeio destes poloneses do Bestial Raids. Em sua trajetória de oito anos o grupo já lançou diversos materiais entre eles demos, splits, coletânea, além do debut Reversed Black Trinity que chamou bastante a atenção dos maníacos e colocou o Bestial Raids como uma das maiores revelações do necrounderground mundial. Neste seu novo petardo, intitulado Prime Evil Damnation, o Bestial Raids não alterou em nada sua sonoridade "necro" continuando imunda e obscura. Brutal Black/Death Metal violentíssimo, bem influenciado por grupos da Ross Bay Cult. As estruturas musicais são bem variadas, com destaque total para o famigerado Desolator, que destrói sua bateria com muita velocidade e precisão. Os vocais de Sadist (também responsável pelas quatro cordas) são odiosos e expressivos, capturando toda a essência do mal. Outro detalhe importante a ser destacado é a produção, que apesar de suja e crua, soa bem equilibrada - você consegue entender tudo o que está se tocando sem problema algum. Destaques para as bombas nucleares Virginborn Of Depravation, Debauchery Enthroned (Elixir Rubeus), Armageddon Descends, Slain God´s Tomb e Triumphant Primordial Darkness. Metal maníacos apreciadores de Proclamation, Blasphemy, Conqueror e Black Witchery não deixem de conferir essa autêntica máquina satânica de guerra! Com certeza vocês não irão ficar desapontados. (Por: Saulo Baldim Gandini)


Contato: www.myspace.com/bestialraids (Não Oficial)




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Show do Mystifier em Natal

03 novembro, 2011.
Cartaz do Evento

Mais um ataque da Mistificação na Igreja do Mal
Data: 10 de DEZEMBRO de 2011
Local: Cultura Club - Avenida Rio Branco, 251 - Ribeira  (Por trás do Tam)
Horário: 22h
Valor: Ingressos antecipados R$ 15,00 até o dia do show na Records e R$ 20,00 na hora
Produção: Blasphemy Productions
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Marduk - Fuck Me Jesus

02 novembro, 2011.
Marduk - Fuck Me Jesus (EP)
(Osmose Productions)
Este aqui é o primeiro lançamento dos suecos do Marduk; Fuck Me Jesus foi uma clássica demo gravada em 1991 e que posteriormente foi relançada em formato EP pela gravadora francesa Osmose Productions. Na época deste registro, a sonoridade do grupo era bem diferente do que viria a ser seus lançamentos futuros, já que em Fuck Me Jesus o Marduk possuía muitas influências de Death Metal, que reunidas ao Black Metal tradicional, deixava o som muito mais diversificado. Algo semelhante estilisticamente com que o Darkthrone fez no magnífico Soulside Journey. O trabalho inicia-se com a faixa titulo que na verdade é uma introdução retirada do filme Exorcista (“Let Jesus Fuck You” e ”Lick Me”), que em minha opinião combinou perfeitamente com a proposta do álbum. A parte principal do EP concentra-se em três composições, Departure From The Mortals, The Black... e Within The Abyss, que depois fariam parte do debut Dark Endless lançado em 1992. Essas três músicas são ótimas, com várias variações, mesclando muito bem partes arrastadas e macabras com os blast beats da bateria. Os vocais de Andreas Axelsson são excelentes, vomitados e cheios de ódio, assim como a bateria de Joakim “Af Gravf” que soa bem diversificada. Esse EP foi relançado em 1999 com três faixas bônus dentre eles uma versão de estúdio da música Dark Endless (gravada nas sessões do Opus Nocturne) e dois covers do Bathory para as músicas In Conspiracy With Satan e Woman Of Dark Desires (que saíram no álbum tributo ao Bathory, intitulado In Conspiracy With Satan). Vale lembrar também de sua arte de capa, uma das mais blasfemas e afrontadoras da história do Black Metal. Fuck Me Jesus é um registro muito bom de um dos melhores grupos da Escandinávia. Recomendado para os fãs do grupo e fãs de Black Metal. Se achar compre! (Por: Saulo Baldim Gandini)


Contato: Myspace - www.myspace.com/truemarduk




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Twin Obscenity - For Blood, Honour And Soil

31 outubro, 2011.
Twin Obscenity - For Blood, Honour And Soil
(Century Media Records)
Formado no longínquo ano de 1991 em Stavanger na Noruega, o Twin Obscenity nunca conseguiu atingir o mesmo patamar de seus conterrâneos Immortal, Enslaved e Emperor. Mesmo assinando um contrato com uma gravadora conhecida e que poderia fazer um bom trabalho de divulgação - Century Media Records – o grupo acabou ficando restrito aos porões underground. Uma pena, pois são poucas as pessoas que tiveram a oportunidade de conhecer essa fantástica banda de Black Metal e principalmente esse grande trabalho que é For Blood, Honour And Soil que, por incrível que pareça, foi lançado aqui no Brasil em 1998. O Twin Obscenity tinha uma sonoridade bem particular, onde a força do grupo residia nos riffs e solos simples e marcantes de Atle Wiing. Seus vocais também variavam entre o rasgado típico do Black Metal e o gutural do Death Metal, deixando as composições mais interessantes. Existe até uma voz feminina que para a minha alegria pouco aparece já que este elemento é o responsável pelas partes mais irritantes do álbum. O trabalho da cozinha formada pelo baterista Knut Naesje e o baixista Jo Arild Tonnenssen é muito bom, com ambos desempenhando bem suas respectivas funções. Não é nada excessivamente técnico, mas isso não quer dizer que eles não são instrumentistas qualificados. E por fim o trabalho de teclados, que quando aparecem, são usados com sabedoria, pois nunca soam chatos ou enfadonhos. Das nove composições deste registro, destaque para a direta In Glorious Strife, que abre magistralmente o álbum com muita velocidade, discretos teclados e um ótimo trabalho de guitarras, a carregada The Usurper´s Throne, a violenta The Wanderer (dotada de um trampo fenomenal de guitarra e cozinha, disparada a melhor do álbum), Riders Of The Imperial Guard (onde as linhas de teclados são o destaque) e a arrastada The 11th Hour, que possui uma pegada mais Doom, com um solo cheio de feeling em seu meio. As letras do grupo retratam guerras e temas da mitologia nórdica, com destaque para a bonita arte da capa. A produção é acima da média, realçando os detalhes de cada instrumento. Definitivamente For Blood, Honour And Soil é o melhor trabalho destes guerreiros noruegueses, pois possui ótimas composições, soa honesto e bastante variado. Vale a pena ser conhecido. (Por: Saulo Baldim Gandini)





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Horna + Murder Rape em Curitiba (PR)

23 outubro, 2011.
Cartaz do Evento


Dia: 30 de Outubro de 2011 (Domingo)
Horário: 18h
Local: Blood Rock Bar - Curitiba (PR)
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Fabio Zperandio no Gorgoroth

21 outubro, 2011.

Fábio Zperandio, guitarrista da banda Ophiolatry, se junta à banda norueguesa Gorgoroth para fazer a tão esperada The Sign Of Hell Tour 2011, que está sendo agenciada pela Massive Music (Polônia) e vai passar pelos principais países da Europa.

"Acredito que essa tour será muito importante para fixar ainda mais o nome Gorgoroth entre as principais bandas de Black Metal da história, realmente fiquei honrado com o convite feito pelo Infernus" diz Zperandio.

A turnê também contará com as bandas Vader e Valkyria e será a maior da história da banda. 





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Tsjuder - Desert Northern Hell

19 outubro, 2011.
Tsjuder - Desert Northern Hell
(Season Of Mist)
O nome Tsjuder é um dos mais significativos da cena Black Metal norueguesa. Formado no longínquo ano de 1993, esses guerreiros da escuridão sempre foram lembrados pelo seu comprometimento em tocar Black Metal tradicional, nunca abrindo mão da crueza, rispidez e da áurea satânica de suas composições. Como todos sabemos, após o lançamento de três álbuns marcantes (sendo que Desert Northern Hell o ápice em todos os sentidos), o Tsjuder encerrou suas atividades, ficando ausente da cena durante sete longos anos, até voltarem em 2010. O resultado desta reformulação foi o álbum Legion Helvete (2011), mas isso é papo para outro dia. Nesta resenha vamos nos concentrar no terceiro, e para mim melhor álbum, destes noruegueses, o maldito Desert Northern Hell. O que ouvimos aqui é um inferno perfeitamente trabalhado com andamentos velozes, gélidos e brutais, ou seja, características do tradicional Black Metal norueguês, mas que estavam esquecidas. Um autêntico chute na cara de deu$! As estruturas das músicas são interessantes e diversificadas, sempre conseguindo prender a atenção do ouvinte e as variações freqüentes dos riffs e nos andamentos das composições também são acima da média. A produção suja e fria combina perfeitamente com a proposta caótica do trabalho onde os destaques são as fudidas Malignant Coronation, Ghoul, Mouth Of Madness, Sacrifice (cover do Bathory) e a longa Morbid Lust. Fortemente indicado aos fãs da velha escola do Black Metal do início da década de 90. No Fucking Compromise! (Por: Saulo Baldim Gandini)




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Tributo - Blasphemy

16 outubro, 2011.



Por:  Alessandro E. N.
Revisão: Clay Schulze (Battle Zine)
Pesquisa: http://freewebs.com/blasphemyritual


Profanadores... Black Metal Skinheads! Formado em 1984, Nocturnal Grave Desecrator & Black Winds (vocal/baixo) e 3 Black Hearts Of Damnation & Impurity (bateria) foram possuídos após ouvirem reais álbuns de Black Metal como Sentence Of Death (Destruction), In The Sign Of Evil (Sodom) e outros. Juntaram suas forças para criar uma das bandas mais bastardas do planeta! BLASPHEMY. Logo após juntam-se a eles Caller Of The Storms (guitarra) e deu-se início a longos ensaios e com a entrada de Black Priest Of The 7 Satanic Blood Rituals (guitarra/vocal), estava formada toda uma atmosfera sombria.

Durante um bom tempo, o crime, tatuagens e muita violência foi o modo de vida desses Black Metal Skinheads! Começando a levar a banda mais a sério, houve a entrada de Bestial Saviour Of The Undead Legions (baixo) que logo saiu, sendo que Black Winds assumiria de vez as quatro cordas. Com alguns hinos prontos, foram chamados para um festival onde tocaram com as bandas Procreation, Witches Hammer (banda de Speed Metal de Sodomizer, que algum tempo depois entraria para a banda) e o Tumult (banda de Bestial Saviour que tinha saído). Até que no final de 1989 é gravada umas das demos tapes mais bestiais já feitas no Black Metal: Blood Upon The Altar, com a formação: Black Winds (vocal/baixo), 3 Black Hearts (bateria), Caller Of The Storms (guitarra) e Black Priest (guitarra/vocal).

Toda a desgraça já estava consumada quando a demo foi lançada, sendo vendida mais de 2000 cópias por todo o mundo. Destaque que a fudida capa foi feita pelo Black Priest. Após o nome do Blasphemy estar correndo por toda Europa e mundo, um maníaco da França, Ludo Evil, criou um fã clube dedicado aos mestres do Blasphemy. Destaque que essa mesma pessoa também criou, na época, um fã clube do Sarcófago.

Algum tempo depois entra no grupo Tradicional Sodomizer Of The Goddess Of Perversity (guitarra/vocal), substituindo Black Priest. Após intensos ensaios, carregados de muitos rituais no velho cemitério Ross Bay, lugar de muitas lendas envolvendo a banda, a mesma sai em tour pela costa dos EUA, terminando em Los Angeles, onde os mesmos são apresentados ao RIP-OFF Richard C. da gravadora Wild Rags. Na ocasião, não sabendo com quem estavam lhe dando, assinaram um contrato para a gravação do primeiro disco. Então em 1990 é gravado um dos maiores clássicos do Black Metal mundial, o bestial Fallen Angel Of Doom... com a formação: Black Winds (vocal/baixo), 3 Black Hearts (bateria), Caller Of The Storms (guitarra) e Sodomizer (guitarra/vocal)

Um ponto a destacar é que quando estava havendo a sessão de fotos para o disco, Black Winds acabou sendo preso, pois naquele momento em que estava tirando aquela “famosa” foto onde possui um túmulo “em chamas”, estava rondando por lá uma viatura da polícia.

Esse primeiro e clássico disco consegue facilmente vender milhares de cópias, só que como já foi dito, a banda tinha assinado com uma gravadora, digamos “trapaceira”, o que acabou ocasionado que a mesma não recebeu um centavo pelas vendas dos discos. Obrigando o grupo a fazer uma visita um tanto desagradável a Richard C. (dono da gravadora), exigindo que o mesmo pagasse os direitos sobre as vendas do disco, sendo que o Blasphemy acabou levando materiais como LP´s, CD´s, camisetas e outros em troca de dinheiro.

Infelizmente, algum tempo depois Sodomizer deixa o grupo por motivos de saúde (uso de anabolizantes), voltando Black Priest, que acaba ficando pouquíssimo tempo. Outra mudança ocorre, Black Winds decide de vez ficar apenas no comando dos vocais e para assumir as quatro cordas foi chamado Ace Gestapo NecroSleezer & Vaginal Commands. Novos rituais ao vivo são feitos com essa formação até que entra em contato com a banda uma gravadora nova (na época), a Osmose Productions. O Blasphemy então fecha um acordo com a mesma para o lançamento de um próximo disco.

Então é gravado em 1992 o clássico Gods Of War, a gravação ocorreu no mesmo estúdio onde foi gravado o primeiro disco. Era o começo de um dos tempos mais obscuros e caóticos para o Blasphemy, que tinha a formação: Black Winds (vocal), 3 Black Hearts (bateria), Caller Of The Storms (guitarra) e Ace Gestapo (baixo/vocal)

Após a gravação, percebeu-se que as músicas eram muito curtas e sobrariam espaço, então de bônus colocaram a bestial DT Blood Upon The Altar. Como sempre, erros ortográficos foram comuns no disco e algumas letras não foram postas por “censura” da própria gravadora. Já depois do lançamento, começando com o “pé-esquerdo” na tour européia, Ace Gestapo esquece todo o arsenal de show, tais como cintos de balas, granadas e outros, e apenas em solo europeu haviam notado, ficando tarde demais. O Blasphemy então faz suas apresentações sem o seu arsenal. Com isso começam os pequenos atritos, até que desapontado, Black Winds decide voltar ao Canadá, deixando a banda ainda com três rituais faltando, então Ace Gestapo decide assumir também os vocais e assim continuam a tour.

Alguns meses já de volta, a banda é chamada novamente para outra tour européia, intitulada Fuck Christ Tour, juntamente com as bandas Rotting Christ e Immortal, com o line-up composto por: 3 Black Hearts (bateria), Caller Of The Storms (guitarra) e Ace Gestapo (vocal/baixo). A banda faz algumas excursões pela Europa com a formação já dita, juntamente com um guitarrista contratado para os rituais. Essa tour acabou sendo bem sucedida. De volta, 3 Black Hearts é arrastado para fora do aeroporto depois de causar caos e violência no mesmo. Outra nova acontece, Black Winds decide não voltar mais ao Blasphemy, devido às intrigas da tour que o mesmo acabou abandonando por motivos de pequenas brigas. Novas tours acontecem já sem Black Winds, as coisas começaram a entrar em declínio. Nesse mesmo tempo, 3 Black Hearts foi preso por ofensas a policiais.

Depois de tudo isso, o fim para o Blasphemy estava bem próximo e a banda passa um bom tempo inativa. Até que em 1996, Ace Gestapo e 3 Black Hearts formam outra banda (o Necrosleezer), juntamente com Bestial Saviour, que já tinha tocado no Blasphemy antes da primeira DT. É lançada uma demo da banda que foi oferecida a Osmose Productions, mas não acaba havendo lançamento do disco. A existência do Necrosleezer reascende nas veias de Black Winds e Caller Of The Storms o velho Metal da Morte, então os dois juntam forças e formam outra banda (Apostacy), que acaba não lançando nenhum material. Porém a partir de tudo isso, já seria uma base para um possível retorno. Na mesma época é lançado pela banda Conqueror o álbum War Cult Supremacy tido como um dos preferidos de Black Winds, que tem a idéia de chamar um dos membros dessa banda, R. Forster, já com a idéia de ressurreição do Blasphemy.

Juntamente com Caller Of The Storms e 3 Black Hearts, R. Forster ingressou ao negro culto e passa a chamar-se Deathlord Of Abomination & War Apocalypse (guitarra) depois de uma cerimônia secreta. Então ocorrem alguns ensaios até que Bestial Saviour é novamente chamado para assumir o baixo e os vocais adicionais. Com isso ocorre a idéia de um ritual ao vivo, para a volta concreta da banda. Então numa sexta-feira 13 de julho de 2000 ocorreu o show de volta juntamente com os americanos do Black Witchery. Com todos os artefatos ao dispor, tais como granadas, cintos de bala, spikes, ocorre um dos shows mais bestiais da banda. A coisa foi tão intensa que (lenda ou não) na última música - Ritual – uma parte do teto desmoronou. Com a benção de todos os demônios, estava ressurgida essa profana banda com a formação: Black Winds (vocal), 3 Black Hearts (bateria), Caller Of The Storms (guitarra), Bestial Saviour (baixo/vocal) e Deathlord (guitarra).

Rituais ao vivo ainda eram raros para o Blasphemy, até que se espalhou a notícia de que a banda se apresentaria novamente em Vancouver (Canadá), novamente numa sexta-feira 13 de julho de 2001. Então Yosuke do selo Nuclear War Now! Productions vai até o Canadá conferir esse ritual e registrar o mesmo que acaba saindo no formato LP e CD por sua gravadora, o infame Live Ritual. A versão em CD contém um die-hard rehearsal como bônus. E em 2007, a NWN! Lançou Fallen Angel Of Doom... em formato CD e também em um luxuoso formato Picture LP, além de lançar Gods Of War em parceria com a Osmose Productions.

Depois de toda essa história no Black Metal mundial, o Blasphemy sempre é lembrado por suas profanações, sadismo e muita originalidade nos seus hinos, tais como Ritual, Blasphemy, War Command e vários outros. O Black Metal em sua mais pura essência: cru, violento, satânico e com puro ódio! Saudações aos mestres Black Metal Skinheads! Ross Bay Cult Eternal!   


Discografia:

Blood Upon The Altar (Demo) - 1989
Fallen Angel Of Doom... (Full-Length) - 1990
Gods Of War (Full-Length) - 1991
Live Ritual: Friday The 13th (Live Album) - 2002





N.E:  Essa matéria foi publicada originalmente na  terceira edição do zine  Cursed  E. Zine e cedida gentilmente pelo editor e grande amigo Alessandro E. N. Muitíssimo grato pelo valioso suporte irmão!

Cursed E. Zine 
A/C Alessandro Reinaldo
Rua $anta Isabel, 1063, Franciscanos
Juazeiro do Norte - CE
CEP: 63020.060
BRASIL

Capa da terceira edição do Cursed E. Zine


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Darkthrone - A Blaze In The Northern Sky

02 outubro, 2011.
Darkthrone - A Blaze In The Northern Sky
(Peaceville Records)
E cá estou eu novamente na sessão Classic Review, para prestar uma homenagem a um álbum de suma importância para o Black Metal e que, em minha opinião, foi lançado muito à frente de seu tempo. É óbvio que estou falando do fenomenal A Blaze In The Northern Sky dos noruegueses do Darkthrone. Gravado em 1991 e lançado somente no início de 1992, A Blaze In The Northern Sky marca o início da fase Black Metal da banda. Como todos têm conhecimento, o Darkthrone tocava um Death Metal extremamente cru em suas demos e no seu debut álbum, o magnífico Soulside Journey, mas o envolvimento do grupo com a cena Black Metal norueguesa fez com que a sonoridade do mesmo fosse alterada. Era época em que a cena norueguesa passava pelo seu melhor momento, revelando diversos grupos de qualidade, mas também era o auge do Inner Circle, que já começava a causar diversos problemas para porca sociedade judaico-cri$tã, espalhando o ódio e o caos. E foi neste ambiente que o Darkthrone lançou seu segundo petardo. A visual Death Metal de outrora, foi substituído pelos spikes e corpse-paint e os membros do grupo (assim como todas as outras bandas que estavam começando) adotaram pseudônimos. Dag Nilsen, insatisfeito com as mudanças de sonoridade, foi chutado do grupo sem a menor cerimônia. Musicalmente A Blaze In The Northern Sky, o Darkthrone passou a combinar suas influências de Hellhammer, Celtic Frost (old) e Bathory com estruturas mais simples e vocais rasgados (ótimo trabalho de Nocturno Culto), criando assim, uma sonoridade crua e primitiva. A prova disso é a longa Kathaarian Life Code, onde após uma diabólica intro, mescla partes velozes com outras mais cadenciadas, tudo isso regido pelos vocais desesperados de Nocturno Culto A produção chama a atenção por ser extremamente suja e primitiva, realçando o poder de fogo das composições. In The Shadow Of The Horns é uma das melhores faixas e uma das minhas preferidas deste trabalho, pelo seu marcante refrão e pela inclusão de partes acústicas em seu final. A próxima música Paragon Belial, assim como Where Cold Winds Blow, possuem uma atmosfera atormentadora e carregadas de ódio. A faixa título destaca-se pelos riffs afrontadores e violentos de Nocturnal Culto e Zephyrous e a condução perfeita de Fenriz nas baquetas. Encerrando esse grande artefato temos a densa The Pagan Winter, que com suas melodias gélidas, fecha com chave de ouro essa autêntica e desoladora obra de arte do Metal Extremo. Para finalizar um destaque especial para a simples, porém perturbadora capa, trazendo uma foto de Zephyrous em um cemitério, combinando perfeitamente com a proposta do álbum. Essencial! (Por: Saulo Baldim Gandini)





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Entrevista - Sign Of Evil

26 setembro, 2011.
Sign Of Evil

Formado por Giulia "Warrior" (baixo & vocal), Gabriele "Magico" (bateria) e Alex "Over" (guitarra), o Sign Of Evil começou suas atividades em 2009, gravando uma demo intitulada Venom Metal. Como o próprio nome já entrega, trata-se de uma homenagem ao lendário trio de Newcastle, principal influência desses pirados italianos. Além do Venom, grupos como Hellhammer, Motörhead, Bathory e Iron Maiden também foram importantes para moldar a sonoridade do Sign Of Evil. Neste ano o grupo lançou um split com o japoneses do Abigail, denominado Reaper´s Night, pela gravadora Deathrash Armageddon. E é por causa desse split que fomos procurar o guitarrista Alex "Over", um italiano muito gente fina que fala português, para nos contar todos os detalhes envolvendo este trabalho. Fora o split, Alex comenta um pouco sobre a história do grupo, as dificuldades encontradas na época da gravação da demo Venom Metal, a turnê européia que o grupo irá fazer em breve (inclusive dividindo o palco com os brasileiros do Sodomizer), além de outros assuntos interessantes. 

Por: Saulo Baldim Gandini


1-) Coven Of Darkness – Saudações Alex! É uma honra poder contar com o Sign Of Evil no Coven Of Darkness. O Sign Of Evil é uma banda relativamente nova, já que foi formada em 2009, como se deu a idéia de montar o grupo?

Alex: Saudações Coven Of Darkness! É uma honra poder estar no zine! Antes de começar gostaria de agradecê-lo por dar espaço ao Sign Of Evil. A banda foi formada em maio de 2009 por G. Warrior (baixo & vocal), Magico (bateria) e eu, Over (guitarra). Nessa intenção é tocar um estilo bem parecido com o do Venom (que é nossa principal influência) e outras bandas como Bathory, Hellhammer e Motörhead.


2-) Coven Of Darkness – Alex, você poderia nos explicar como funciona o método de composição das músicas e letras do Sign Of Evil? Todos vocês contribuem com idéias ou esse processo é concentrado nas mãos de um único integrante?

Alex: (risos) É um segredo! Bom, as letras são compostas por um único integrante, que no caso, é a vocalista Giulia "Warrior". Na parte musical, todos os integrantes contribuem nas composições das músicas.


3-) Coven Of Darkness – Vocês gravaram uma demo intitulada Venom Metal que foi lançada pela Heavy Penetration Productions. Como foi a repercussão desta demo e como surgiu o contato com eles?

Alex: Sim gravamos uma demo, intitulada Venom Metal, que deveria ser lançada pela Heavy Penetration Productions (eles iam também lançar uma tape da Venom Metal), mas não deu porque o selo estava atrasando o lançamento da tape. Sobre o contato inicial com eles, foi muito simples; eles nos contactaram pelo Myspace e perguntaram se podiam nos lançar.

  
4-) Coven Of Darkness – O novo material de vocês é um Split com os pirados japoneses do Abigail que atende pelo nome de Reaper´s Night. Como surgiu a oportunidade de dividir esse Split com a banda de Yasuyuki Suzuki?

Alex: Então não foi material novo. As músicas que estão no split com os japoneses do Abigail são as mesmas da demo Venom Metal, porque a Heavy Penetration Productions não lançou mais. Só uma música que não está no split. A oportunidade de dividir o split nasceu de uma idéia do selo japonês Deathrash Armageddon, que ofereceu dividir o split com eles.


5-) Coven Of Darkness – A gravadora japonesa Deathrash Armageddon foi a encarregada em lançar esse material. O resultado final agradou a todos da banda? Há intenção de trabalhar com eles para futuros lançamentos?

Alex: Nós ficamos muito animados quando eles nos ofereceram dividir o split com o Abigail. Estamos trabalhando duramente no nosso primeiro full-length e pretendemos lançar com eles mesmos.


6-) Coven Of Darkness – Sabemos que a melhor forma de divulgar uma banda é fazendo apresentações ao vivo. Vocês irão realizar diversos shows na Europa, inclusive dividindo o palco com os brasileiros do Sodomizer. Quais os países que vocês irão tocar e quais as suas expectativas para essa turnê?

Alex: Sim! Eu também acho que a melhor forma de divulgar a banda são as apresentações ao vivo. Nós vamos dividir os palcos europeus com os cariocas do Sodomizer, um grupo muito bom e que merecem ter chegado até aqui. Vamos abrir o festival Black Flames Of Blasphemy na Finlândia, dois shows em Londres, Gotemburgo (Suécia), Metal Magic na Dinamarca e finalmente Alemanha. Infelizmente só não deu para tocar na Itália.


7-) Coven Of Darkness – Hoje em dia há um grande número de grupos fazendo Metal com uma pegada mais Old School. Existe o pessoal que “torce o nariz” para esse tipo de som e outros que adoram. Você que é um maníaco apreciador desta sonoridade e integrante de um grupo com esse tipo de pegada, qual sua opinião sobre esse revival anos 80? Aproveitando a pergunta, como você enxerga esse retorno “culto ao vinil” que se disseminou no underground?

Alex: Eu acredito que todo mundo pode fazer Metal old school, porém precisam ter uma originalidade em cada faixa. É legal que o Metal old school tenha voltado, mas repito que para fazer “revival” tem que ser original e não uma coisa já ouvida várias vezes. O culto ao vinil é muito foda e se disseminou por aqui. Estou muito feliz por isso!


8-) Coven Of Darkness – O que tem acontecido de bom na cena italiana ultimamente? Alguma coisa que você poderia nos indicar?

Alex: Ultimamente a cena italiana está muito unida e estão surgindo muitas bandas por aqui lançando material e tocando fora do país. As bandas que eu poderia te indicar são: Sign Of The Jackal, Axevyper, Walpurgis Night e Ruler. São grupos que merecem muito e se tiver oportunidade procurem por eles.


9-) Coven Of Darkness – Meu amigo Alex minhas perguntas acabaram. Gostaria de agradecê-lo por responder essa entrevista. Deixe uma mensagem final aos leitores brasileiros...

Alex: Eu gostaria de agradecer a você Saulo e o Coven Of Darkness pela disponibilidade. Maníacos safados brasileiros espero que tenham gostado desta entrevista e da banda. Dêem uma ouvida no Sign Of Evil e se não ouviram, ouçam! 666!







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Interview - Xeper

20 setembro, 2011.
Xeper



1-) Coven Of Darkness - Hailz Ahrin, how are you? Thank you for your confidence in my work. Xeper began in 2007, comment briefly on the band's history for readers who do not know yet

Ahrin: Hails Coven Of Darkness! I am very excited to respond to this interview for the Brazilian Metalheads! Yours is the land of extreme metal, for us it's an honour to have the chance of being interviewed by you, as you rightly mentioned the path of Xeper started in 2007, the brotherhood that binds me with Guh.lu has created this new creature that responds to our command... XEPER. With the subsequent intervention of The Tanist (voice) and Alekht (bass) now we have a stable and efficient line-up. We all are people who come from various experiences of the Italian undergruond and Xeper is the sum of many years of militancy in the scene.


2-) Coven Of Darkness - Researching the name Xeper the concept, I saw that it means something like "separation" or "isolation". Could you explain in detail the concept behind the name Xeper and your lyrics?

Ahrin: Well, Xeper is a doctrine of ancient Egypt, it's the doctrine of power, it's the doctrine of becoming through ourselves. Dying microcosmic level and reborn in a macrocosmic level as a divine being. Our intent is divine because it comes from the divine act of stimulating the essence static and return it to chaos. Dividing and separating it erupts in static and back to create continuous motion where life and death are in constant succession and never infertile human concepts. Hail Satan, Hail Seth, Hail Chaos! Ho Drako Ho Megas!


3-) Coven Of Darkness - Ahrin like to know your feelings about the following topics: Writing songs, recording and playing them live? Taking the question to you, what the most important aspect of a concert Xeper?

Ahrin: As I said before Xeper is a doctrine, and we are the ones who lives it and disseminate. Each of us lives what we do in the band as a philosophy of life and act accordingly. Each of us brings the best of himself and fusing all the result become Xeper! The most important aspect in our group is the true devotion to our cause. We're all professional musicians who give heart and soul to the music. In the stage of Xeper you will find blood, sweat and fire our death and our rebirth again... again... again... Our death and our rebirth.


4-) Coven Of Darkness - I was impressed with the quality of Matrix Divina Satanas. His sound is an extremely brutal and cold and gloomy atmosphere. How is the reception of the public and zines about it? 

Ahrin: Oh yeah... You perfectly described the sound of the Matrix Divina Satanas! The album has just been produced by Undercover Records and they are doing a good promotion, we are getting good response and we hope that this is only the beginning!


5-) Coven Of Darkness - How did the contact with the label Undercover Records Production? What is your opinion on the work done by them? Are you satisfied?

Ahrin: As I said, Undercover Records has produced our CD and we are satisfied. We were contacted by Zulbert (Undercover Records). He was immediately enthusiastic about us and our music,and we thank he to have believed in us.


6-) Coven Of Darkness – Matrix Divina Satanas, Fire Decoded, Through Dark I Become, Remake 'cause Immortals are many outstanding songs on this album. To be honest, it is difficult to highlight anything before so many great songs! What songs are having this album shows a greater receptivity in the Xeper? 

Ahrin: Yeah! Thanks for your comment about the songs! Well, every Xeper song has a different feeling. I can say for example that when we play live we create a sort of magical effect by alternating faster and more obscure songs to songs more emotional, when we begin to live with Fire Decoded the audience goes delirious! Certainly the song Matrix Divina Satanas is our anthem, but when we play Through Dark I Become filled with a dark energy that then flows into our public. That song has always been a very strange song. Every time I listen again I feel a strong shiver in me... Pure energy!


7-) Coven Of Darkness - One song that caught my attention was Through Dark I Become. It has in its midst, a reminder of the passage with a female vocal, which left her with an environment totally hopeless. It is the intention of using this type of element in future compositions Xeper? 

Ahrin: I see that this song has done you a strange effect-Murihel is my girlfriend, she is who has sung with The Tanist in this song. His speech he made this song a true masterpiece. Not the usual intervention of a female voice as many bands do. It's a true anthem to Seth.. Murihel actively is working as a graphic designer and still co-operate with us!8-)


8-) Coven Of Darkness - All members are part of the Xeper other Terrorist groups such as Hell, Divine Codex, Impiety, Ars Macabre, etc.. How do you do to manage it all? The Xeper is the priority? 

Ahrin: Yes, Guh.lu is also guitarist in Impiety and Divine Codex and I am also drummer in Ars Macabra as well as having my own personal project called Devotion Omega. Guh.lu between us is the busiest member with the tours of Impiety but we still managed to go ahead with Xeper. I live in Rome and the rest of the band live 600 km far away from me. the rest of the group lives in the north of Italy where I was born too, but then I moved to the fucking capital of Italy HAHAHAHAHA


9-) Coven Of Darkness - Some personal questions now. Listening carefully Matrix Divina Satanas noticed that you're a drummer with a very fast and extremely accurate technique. I wonder when you decided to become a musician and what are your main influences?

Ahrin: Thanks for the compliments! I've started to play the drum ten years ago. I was a crazy fan of thrash and early black metal scene. My biggest influences and most of the biggest Xeper influences are absolutely Mayhem, Dissection, Immortal.  I immediately began to spend my time playing in many bands but none of them was interested in playing something more extreme... Really blast beat heart pulse! I met Guh.Lu on my journey and now here we are.... Xeper ! 


10-) Coven Of Darkness - What is your opinion on the metal scene today? You hear new bands and new releases or do you spend your time only with old albums? What are the releases that caught his attention the most lately?

Ahrin: In Italy is very difficult to establish but will not give up! There are many good bands but there is no real support. Unfortunately, the metal in general is much more followed and supported in Europe, Asia and America, however, as I said we will go back and will try always to give our best! I continue to listen to records that have made the history of the genre. My favorite record of all is De Mysteriis Doom Sathanas. I am also a big fan of Behemoth, Watain and Arkhon Infaustus.  


11-) Coven Of Darkness - Italy is also known worldwide for their great names like Metal Bulldozer, Necrodeath, Mortuary Drape and Necromass. Now how is the scene in Italy? 

Ahrin: As I said there are many good bands in Italy, but each one thinks for themselves. Think that if you want to play you have to pay booking agencies, etc... Ridiculous! Certainly more than the bands you mentioned I would add: Nefarium, Black Flame, Sidus Tenebrarum, Arkanum Inferi (Hails brothers!) 


12-) Coven Of Darkness - Ahrin, a curiosity about the Italian and European scene. Is there some kind of regionalism in the fans and / or bands? For example, there are conflicts, segregation or styles of metal that predominate in certain regions? What about bias / parochialism, there is some kind of "differentiation" as race / skin-color / creed / sex scene? If yes, please give us examples.

Ahrin: Surely the world is full of fools which go make war because they have a white cock and the others have the black HAHAHAHA I personally do not care about these people but you're right, these people exists! I hate those in politics to music... NSBM? Fuck you dirty shit! I hate people who use music for their vile and filthy intentions! The most ridiculous thing is the porn-grind! But that shit is stuff? Seems a kind of frustrated!


13-) Coven Of Darkness - Beyond Xeper, what do you do when you're at home? You have free time for hobbies? 

Ahrin: I work in a esoteric bookstore with my girlfriend and also dedicate many hours of my day to play the drums. My life is made to read books, listen to music and studying drums! 


14-) Coven Of Darkness - Ahrin thank you for your interest in answering my questions! Brazilian greetings for you and all members of Xeper. Finally, what the future plans of Xeper? You are already working on the songs from the upcoming album?

Ahrin: Thank you a lot and to Coven Of Darkness! It was a real pleasure for us! We are currently completing the recording of a new mini CD. This is all for now! Hails! 
Ahrin/Xeper      


Contact: Myspace - www.myspace.com/xeper666





Saulo Baldim Gandini
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