Mostrando postagens com marcador Thrash Metal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Thrash Metal. Mostrar todas as postagens

Morbid Saint - Spectrum Of Death

27 outubro, 2011.
Morbid Saint - Spectrum Of Death
(Avanzada Metalica)
Certifique-se de estar preparado para surpreender-se antes de colocar esse álbum para tocar, pois Spectrum Of Death dos americanos do Morbid Saint é um dos trabalhos mais brutais já realizados por um grupo de Thrash Metal em todos os tempos. De fato quando nos lembramos de extremismo no Thrash Metal logo nos vem a cabeça clássicos absolutos como Reign In Blood, Darkness Descends e Pleasure To Kill, só para citar alguns exemplos. Bem, posso afirmar aqui que não seria exagero algum acrescentar Spectrum Of Death nesta lista, pois se trata de um registro magistral. A primeira coisa que salta os olhos é sua horrenda e chamativa capa, trazendo uma espécie de demônio esquelético, que combina perfeitamente com a proposta agressiva do trabalho. A segunda é a produção, realizada no Opus Recording, que soa extremamente crua, deixando as músicas ainda mais mortíferas, como se fossem autênticos murros na cara! Musicalmente o Morbid Saint apesar de ser um grupo americano, possui uma sonoridade com um acento totalmente germânico, devido aos vocais incomparáveis de Pat Lind (confesso que suas linhas vocais foram a coisa mais próxima que eu ouvi de alguém estar possesso por um demônio), os riffs “serra elétrica” da dupla Jim Fergades e Jay Visser, o baixo marcante e audível de Tony Paletti e a bateria veloz e cheia de mudanças de tempo de Lee Reynolds.  As oito faixas que compõem esse clássico são bem variadas, dotadas de variações que nunca deixam o ouvinte entediado. Assim ao lado de músicas curtas como Burned At The Stake e Damien, temos também composições épicas como Assassin (que supreende pelas diversas alterações e mudanças de andamento. Com certeza uma das melhores músicas que já ouvi no Thrash Metal) e Scars (com um refrão memorável). Outras faixas que se destacam são Lock Up Your Children e a violentíssima Crying For Death. Spectrum Of Death é um dos mais subestimados e brilhantes álbuns já escritos. Uma pena o grupo não ter conseguido atingir um reconhecimento maior, pois potencial esses maníacos tinham de sobra e com certeza mereciam uma atenção maior. Altamente recomendado! (Por: Saulo Baldim Gandini)





Leia Mais

Sacrifice: Lançamento de demos em vinil duplo

27 agosto, 2011.
A banda canadense de Thrash Metal Sacrifice, contando atualmente com Scott Watts (baixo e vocal), Gus Pynn (bateria), Joe Rico (guitarra) e Rob Urbinati (vocal), irá lançar apenas em vinil, sua antológica demo 198666 no dia 28 de Outubro pelo selo War On Music Records. O vinil duplo limitado vai incluir a clássica demo de 1985 The Exorcism (apresentando músicas que foram incluídas depois em Torment In Fire), as sessões de 1986 da demo Forward To Termination (incluindo um raro cover para a música Possibility Of Life´s Destruction do Discharge) e as sessões completas da demo Soldiers Of Misfortune de 1989. O vinil duplo será limitado em 666 cópias numeradas a mão em vinil vermelho-sangue com arte de Hans Memling. Mais informações a respeito deste lançamento clique aqui.
Leia Mais

Exumer - Possessed By Fire

08 agosto, 2011.
Exumer - Possessed By Fire
(Disaster)
Continuando com a nossa sessão Classic Reviews, hoje irei comentar sobre um grupo que, apesar de não figurar na elite do Thrash Metal alemão (vide o “trio de ferro” Destruction, Sodom & Kreator), não deixa de ter sua importância para o estilo, tendo inclusive, lançado esse clássico aqui intitulado Possessed By Fire. Sim, caro leitor, estou falando do Exumer! Formado na cidade alemã de Frankfurt, em 1985, o Exumer viveu o “boom” da cena Thrash Metal germânica e chegou a chamar atenção dos headbangers da época pela rispidez que executava suas músicas. Infelizmente a banda acabou sendo ofuscada por outros medalhões do estilo, encerrando suas atividades em 1990, sendo reformulada onze anos mais tarde. O grupo gravou uma demo em 2009 e promete um novo álbum em breve. Depois dessa pequena biografia, vamos ao que interessa: o álbum! Possessed By Fire foi gravado em 1986, no Musiclab Studios, em Berlin sob a supervisão do mago das produções Harris Johns. A capa chama atenção por causa do “mascote” adotado pelo grupo: uma criatura usando uma máscara de hóquei, característica que foi copiada no álbum seguinte Rising From The Sea. Após uma pequena intro, para gerar um clima suspense, o grupo já começa maltratando os pescoços dos metalheads com a rápida faixa-título Possessed By Fire, com uma rifferama infernal dos guitarristas Bernie Siedler e Ray Mensh e um andamento alucinante da bateria de Syke Bornetto. Os vocais de Mem Von Stein (que também é o responsável pelas quatro cordas) com certeza é o que mais chama atenção, pelo fato de ser extremamente insanos! Definitivamente o cara estava com o demônio no corpo quando gravou esse álbum, tamanho os berros e gritos desesperados que se ouve a cada minuto deste trabalho. O resultado final é excelente! Sem mais delongas, o grupo já emenda com Destructive Solution, uma música rápida, mas que em sua metade ganha uma mudança de andamento bem interessante, com direito a dedilhados e um belo solo de guitarra, voltando a porradaria novamente. Fallen Saint começa com rápido som de sino logo ficando veloz. Destaque para o ótimo trabalho do baterista Syke, muito seguro e preciso em suas batidas. Outros destaques vão para A Mortal In Black, Sorrows Of The Judgement (com sua atmosfera a lá Slayer), Journey To Oblivion e a excelente Silent Death que encerra esse clássico com chave de ouro. No ano seguinte o Exumer lançou seu segundo álbum, Rising From The Sea, já sem o vocalista e fundador Mein Von Stein. Em seu lugar entrou Paul Arakari, com um timbre totalmente diferente (mais puxado para Tom Araya) mas sem o brilhantismo do mesmo. O som, apesar de alguns momentos agradáveis aqui e acolá, soa como um plágio descarado de Slayer. Possessed By Fire, apesar de algumas vezes não ser lembrado é um grande trabalho e que merece ser ouvido. Você gosta de álbuns como Bonded By Blood e Show No Mercy? Então não deixe de conferir essa pedrada Made In Germany! (Por: Saulo Baldim Gandini)




Leia Mais

Farscape - For Those Who Love To Kill

21 julho, 2011.
Farscape - For Those Who Love To Kill
(Kuravilú)
Enquanto o novo álbum dos cariocas do Farscape não sai, os hellbangers podem matar a vontade ouvindo essa compilação do grupo, lançada em 2008, intitulada For Those Who Love To Kill. Esse trabalho possui quatro composições inéditas, Mercenary Love´s House, Billy The Butcher, Church Of  Golden Lies e Politicians (cover do The Exploited). Essas músicas mantém a mesma pegada do álbum anterior (o ótimo Killers On The Loose) com os riffs e solos malucos de Poisonhell, a cozinha precisa e entrosada da dupla Whipstriker e Skullkrusher e os vocais inconfundíveis de Witchcaptor. As próximas faixas, Thrash Until You Drop (bem NWBOHM e que constou no álbum seguinte Killers On The Loose), a rápida Eletric Fist e a minha favorita 666 On Your Grave, são do 4 Way Split que a banda participou em 2005, junto com o Victimizer, Eternal Pain e Betrayed. Nessas composições já percebemos um Farscape com mais maturidade, com seus integrantes deixando fluir  suas diversas influências, se afastando um pouco do Speed/Thrash Metal cru e ríspido das demos e do debut Demon´s Massacre e alcançado níveis extremamente satisfatórios. E por falar em violência musical, para quem curte a fase inicial da banda, ela está muito bem representada nas próximas músicas com a fudida demo Doctrine Sickness, com um Thrash Metal rapidíssimo algumas vezes beirando ao Death Metal. Achei muito interessante o uso de alguns "rolos" no trabalho de bateria, como nas músicas Bizzare Sex Machine (muito mais insana do que a versão que saiu posteriormente) e Eternal Suffering Of Flesh. Por fim temos a  faixa ao vivo Killers On The Stage que nada mais é que uma coletânea contendo três músicas executadas "in loco" em uma apresentação em 2003. O grupo executa dois covers (Kreator com a participação do baterista Guga - ex: Dorsal Atlântica - e dos canadenses do Sacrifice) além da excelente Carrasco do Metal. Se você é fã não perca tempo e corra atrás de sua cópia e para quem não conhece o grupo está aí uma oportunidade para conhecer umas das melhores bandas de Thrash Metal surgidas nesses últimos anos. (Por: Saulo Baldim Gandini)


Contato: Myspace - www.myspace.com/farscapekillers




Leia Mais

Deathstriker – Thrashing Drunk ´n´ Roll (EP)

04 julho, 2011.
Deathstriker - Thrashing Drunk ´n´ Roll (EP)
(Independente)
A primeira coisa que reparei neste EP dos mexicanos do Deathstriker foi o trabalho muito bem sacado na concepção da capa, uma referência à ótima cerveja holandesa Heineken. Sobre o som do trio, que é formado por Maggot (baixo e vocal), Marce Biërmacht (guitarras) e Oscar Riot (bateria), devo admitir que ando com um pé atrás (para não falar dois) com essa sonoridade Retro-Thrash que infestou a cena Metal nestes últimos anos. O que eu vejo de bandas com seus integrantes entupindo suas jaquetas de patches, usando calça apertada e boné de aba para cima, nesses últimos tempos é algo assustador. Mas enfim, não estou aqui para julgar nada e nem ninguém, e acho que o tempo, como sempre, se encarregará de mostrar quem está nessa para ficar, assim como em qualquer outro estilo de Metal. Para a minha surpresa o Deathstriker conseguiu me cativar nas cinco faixas desse trabalho, até pelo fato deles acrescentarem elementos de Crust e HC em sua música, deixando-a muito mais interessante. As composições são curtas e extremamente rápidas, a produção é suja, crua e bem simples, não comprometendo em nada o resultado final. Fãs de D.R.I, S.O.D, Ratos de Porão e Discharge irão bater muita cabeça com as pedradas Lazy Bastard, Prepare To The Strike e o ótimo cover para F.O.A.D. do Black Uniforms. (Por: Saulo Baldim Gandini)

Leia Mais

Tributo - Destruction

07 junho, 2011.

Formação clássica do Destruction: Schmier, Mike & Tommy
                                                                            
Por: Saulo Baldim Gandini


   Lembro-me há muitos anos atrás, mais precisamente, nos tempos de escola quando um velho amigo em uma de nossas conversas sobre Metal comentou sobre uma banda alemã de Thrash Metal chamada Destruction. Comentei que o nome não era estranho, mas que nunca tinha tido a oportunidade de ouvi-la. No dia seguinte ele chegou com uma fitinha (bons tempos!) com o álbum Eternal Devastation gravado. Quando cheguei em casa e a coloquei para rodar foi como eu tivesse levado um soco no rosto! Essa fita tocou e tocou no meu aparelho de som até gastar. Tempos depois tive outra surpresa quando vi pela primeira vez o visual de seus integrantes, vestidos com couro, spikes, rebites, braceletes, correntes e cintos bala, na contracapa do álbum Infernal Overkill. Bati o olho e pensei: “Quer dizer que esses são os fodões”. Após esse pequeno relato pessoal, vamos à história desses carniceiros alemães que junto com seus conterrâneos Sodom e Kreator formam a trinca de ferro do Thrash Metal alemão.

   O Destruction foi formado do ano de 1982, na pequena cidade alemã de Weil am Rhein, no estado de Baden-Württemberg, sul da Alemanha. A formação contava com o baixista e vocalista Marcel “Schmier” Schirmer, o guitarrista Mike Sifringer e o baterista Thomas “Tommy” Sandmann. No início, o grupo chegou a se chamar Knight Of Demon, mas logo em seguida mudaram para DestructionApós a gravação de uma demo, denominada Bestial Invasion Of Hell, em 1984 o trio desperta o interesse da gravadora alemã Steamhammer e dessa união surgiu o primeiro registro da banda o clássico EP Sentence Of Death, que foi lançado em setembro do mesmo ano. Com uma produção tosca e crua e totalmente influenciado por Slayer, Venom e Metallica, esse EP é um verdadeiro marco do Metal Extremo mundial, sendo até hoje uma referência para grupos Thrash/Death/Black. Nesse petardo os vocais de Schmier eram bem mais doentios, Mike já demonstrava muita competência e personalidade na criação do riffs e a performace do baterista Tommy não impressiona, mas não chega a comprometer. Este trabalho tomou uma proporção mundial, levando a banda a fazer uma turnê com os deuses do Slayer em 1985.  

   Neste mesmo ano, depois da primeira bem sucedida experiência em estúdio, o Destruction finalmente grava seu aguardado debut. Infernal Overkill é lançado em maio e causa uma enorme repercussão na Europa onde o Destruction se destaca como uma das maiores revelações do Thrash europeu. O feeling e a pegada já tradicional do trio alemão estavam intactos nesse trabalho. A produção ainda era tosca e modesta, mas isso era apenas um detalhe secundário e sem muita importância, pois a raça e a garra do grupo compensavam isso com sobras. Em aproximadamente quarenta minutos, clássicos absolutos do Thrash Metal massacram o pescoço dos headbangers, como a poderosa Invincible Force, Death Trap, The Ritual, Besital Invasion (com uma “rifferama” matadora), a curta instrumental Thrash Attack e o encerramento com Black DeathMais uma bem sucedida turnê e o grupo entra em estúdio para registrar o petardo Eternal Devastation, considerado por muitos fãs com o melhor trabalho já lançado pela banda. O álbum apresenta composições fortes e marcantes somados a já experiência de estúdio do trio, o que realçou pedradas como Curse The Gods (para muitos fãs a melhor composição do Destruction, tanto na parte instrumental quanto lírica), Eternal Ban (maravilhosa) e Life Without Sense (que possui um dos mais fodidos riffs da história do Metal alemão). Outras ótimas composições são Confound Games, United By Hatred e Upcoming Devastation. Nesse álbum Schmier atingiu seu ápice como vocalista, seus tradicionais agudos ficaram marcantes (“Curse Of Goooooodss”) e Mike se destacou pelos seus inspirados riffs, fora o timbre matador de sua guitarra que se tornou a marca registrada desse álbum. Um detalhe a ser comentado nesse álbum é o seu conteúdo lírico que está mais “pensativo”, ou seja, o Destruction abordou temas diferentes nesse trabalho como loucura, depressão e ateísmo fugindo um pouco dos tradicionais temas “Evil” presentes nos antigos registros. 


   A turnê de divulgação desse álbum contou com shows ao lado dos conterrâneos do Kreator e Rage, ambos atuando com bandas de abertura. Mas após esses shows o Destruction sofreu sua primeira baixa na formação, com a saída do baterista Tommy. Oliver “Olly” Kaiser é recrutado para assumir as baquetas e o grupo acrescenta um segundo guitarrista em sua formação: Harry Heinrich Wilkens. Com essa nova formação em quarteto o grupo solta em julho de 1987 o EP Mad Butcher. Esse EP foi responsável pela principal turnê que o Destruction fez nos Estados Unidos e na Europa. O grupo também chegou a tocar pela primeira vez no Brasil na época desse trabalho. Mad Butcher é mais refinado e técnico que os outros trabalhos da banda, vide a regravação da faixa título. Mike e Harry mostram um ótimo entrosamento demostrado na instrumental The Last Judgement. Outra música clássica desse EP é Reject Emotions uma das melhores músicas do Destruction, que é tocada até hoje nos shows. Há também um cover para The Damned do Plasmatics que ficou interessante.

   Em maio de 1988 é lançado o trabalho que é considerado como um dos mais esquisitos do Destruction intitulado Release From Agony. Este registro, que marca a estréia oficial do guitarrista Harry, não agradou uma boa parcela dos fãs na época devido à técnica apurada das composições, pois de acordo com a banda, o principal objetivo desse álbum era fugir do convencional. Release From Agony não é ruim, pelo contrário! A vigorosa faixa titulo com seu refrão pegajoso é um dos maiores clássicos do grupo até hoje. Outras faixas que esbanjam feeling e técnica são Sign Of Fear e Unconscious Ruins. A banda realizou uma turnê com o Motörhead na Europa, que na opinião da imprensa e dos fãs não foram excelentes por unanimidade. Desta turnê saiu o primeiro registro ao vivo denominado Live Without Sense, lançado em 1989 e que é considerado um dos melhores registros ao vivo do Thrash Metal. O trabalho dava ênfase aos três primeiros álbuns do grupo e mostrava um entrosamento dos integrantes fora do comum, principalmente a dupla de guitarristas Mike e Harry que estava afiadíssima. Apesar disso o clima dentro da banda não era dos melhores, muitas desavenças e brigas estavam acontecendo entre os integrantes o que acabou gerando a saída do vocalista e baixista Schmier. Essa notícia chocou os fãs do Destruction, pois ele era a marca registrada da banda. Sem Schmier (que após sua saída do Destruction montou o Headhunter junto com renomado baterista Jörg Michael e do guitarrista Uwe “Schmuddel” Hoffmann) o guitarrista Mike se viu forçado a lançar mais um álbum, pois tinha um contrato em vigor com a Steamhammer. Para o posto de vocalista é recrutado André Grieder (Poltergeist) e Cracked Brain foi lançado.

   O trabalho é recebido com muito descaso por parte dos fãs. O álbum não é ruim, mas a ausência de Schmier descaracterizou por completo o som do grupo. Durante a década de 90, Mike e Olly tentaram levar o nome Destruction adiante lançando os EP´s Destruction e Them Not Me e mais um álbum completo de estúdio chamado The Least Sucessful Human Cannonball. Esses trabalhos, cuja sua sonoridade é bem diferente do antigo Destruction, são desconsiderados pelo grupo, sendo que nem mesmo figuram na discografia oficial. Em 1999, após uma grande demanda de fãs para que o grupo voltasse, Mike e Schmier decidem reativar o Destruction com o auxilio de um novo baterista chamado Sven Vormann. O resultado disso foi o bem recebido All Hell Breaks Loose, lançado pela Nuclear Blast. Produzido por Peter Tägtgren (Hypocrisy) o álbum traz grandes músicas como The Final Curtain, Machinery Of Lies, The Butcher Strikes Back e uma matadora versão para o clássico Total Desaster aqui rebatizada de Total Desaster 2000 e que conta com a participação de Peter que ajudou nos vocais e na segunda guitarra. A edição limitada desse álbum (com dois CD´s) traz a demo Bestial Invasion Of Hell.

   No ano seguinte, mais afiada do que nunca, o Destruction solta The Antichrist um trabalho que fez com que o nome do grupo voltasse a repercutir forte na cena. Novamente contando com a produção de Peter Tägtgren, o trabalho é marcado pelos riffs inspirados e marcantes de Mike e pelos vocais extremamente agressivos de Schimer. O baterista Sven realiza um ótimo trabalho nas baquetas. Após esse álbum ele deixa o grupo. Segundo os outros integrantes, sua saída se deu pelo fato de ser desinteressado e por não ajudar em nada no processo de composição. Com isso o grupo recruta Marc Reign (Mystic Circle) para assumir os dois bumbos. As faixas que mais se destacaram nesse trabalho, sendo que algumas são tocadas com regularidade nos shows, foram Thrash ´Til Death, Nailed To The Cross, Bullets From Hell e Godfather Of Slander. Em 2002 o grupo voltou ao Brasil novamente para uma turnê junto com o Kreator. Nesse mesmo ano o trio solta seu segundo álbum ao vivo (Alive Devastation) contando com todos os clássicos da banda. Esse trabalho foi relançado em 2004 como CD - bônus numa versão limitada do DVD Live Discharge. Em 2003 o Destruction solta mais um trabalho intitulado Metal Discharge que acabou descontentando uma boa parcela dos fãs por apostar numa produção mais crua e com menos recursos tecnológicos. Uma pausa de dois anos é feita e o resultado é o álbum Inventor Of Evil que também passa despercebido pelos fãs. Após esse trabalho é lançado um álbum contendo regravações dos clássicos do grupo, como uma produção mais moderna. Thrash Anthens dividiu opiniões, enquanto alguns fãs adoraram as novas roupagens para as velhas músicas, outros torceram o nariz. Esse álbum traz também duas faixas inéditas denominadas Profanity Deposition (Your Heads Will Roll).

   Em 2008 o Destruction lança mais trabalho inédito chamado D.E.V.O.L.U.T.I.O.N. O título faz referência as iniciais das dez músicas que compõem esse álbum. O trabalho conta as participações especiais do guitarrista Vinnie Moore no solo da música Devolution e dos também guitarristas Gary Holt (Exodus) e Jeff Waters (Annihilator) nos solos de Urge (the Greed Of Gain). A versão japonesa do álbum conta com um cover para Shellschock dos ingleses do Tank. Um novo álbum ao vivo é planejado e lançado com o nome de The Curse Of Antichrist – Live In Agony contando com músicas de toda a carreira da banda, desde o EP Sentence Of Death até D.E.V.O.L.U.T.I.O.N. A data do lançamento foi no dia 25 de setembro pela AFM Records. Atualmente os alemães soltaram mais um novo trabalho de estúdio, intitulado Day Of Reckoning que marca a estréia do novo baterista Vaaver, que substituiu Marc Reign depois de oito anos de serviços prestados ao grupo.     


Discografia:

Bestial Invasion Of Hell (Demo) - 1984
Sentece Of Death (EP) - 1984
Infernal Overkill (Full-Length) - 1985
Eternal Devastation (Full-Length) - 1986
Mad Butcher (EP) - 1987
Release From Agony (Full-Length) - 1988
Live Without Sense (Live Album) - 1989
Super Best Destruction Collection (Compilation) - 1990
Cracked Brain (Single) - 1990
Cracked Brain (Full-Lenght) - 1990
Best Of (Compilation) - 1992
Destruction (EP) - 1994 *
Them Not Me (EP) - 1995 *
The Least Sucessful Human Cannonball (Full-Lenght) - 1998 *
The Butcher Strikes Back (Demo) - 1999
All Hell Breaks Loose (Full-Length) - 2000
Nuclear Blast Festivals (Split) - 2001
Whiplash (Single) - 2001
The Antichrist (Full-Length) - 2001
Alive Devastation (Live Album) - 2002
Metal Discharge (Full-Length) - 2003
Death Angel/Destruction/Exodus/Dew-Scented (Split) - 2004
Live Discharge - 20 Years Of Total Destruction (DVD) - 2004
Inventor Of Evil (Full-Length) - 2005
Thrash Anthems (Compilation) - 2007
D.E.V.O.L.U.T.I.O.N. (Full-Length) - 2008
The Curse Of The Antichrist - Live In Agony (Live Album) - 2009
A Savage Symphony - The History Annihilation (DVD) - 2010
The Price (Single) - 2010
Day Of Reckoning (Full-Length) - 2011


* Estes trabalhos são desconsiderados pelo grupo, sendo que nem constam na discografia oficial.





                                                        

Leia Mais

Entrevista - Witchtrap

20 maio, 2011.
Line-up Witchtrap


Formado no longínquo ano de 1992, na cidade de Medellín (Colômbia), o Witchtrap é sem dúvida um dos nomes mais importantes do underground sul-americano. Executando um poderoso Thrash/Black Metal, esses colombianos lançaram seu segundo full-length, o massacrante No Anesthesia, sucessor do clássico Sorceress Bitch, lançado em 2002. Nessa entrevista o baterista Witchhammer, nos conta como estão as atividades do grupo, a cena Metal colombiana, o projeto paralelo de Metal Tradicional Nightmare, fora sua admiração pelo Metal brasileiro e sua vontade de fazer uma turnê em nossas terras. (N.E: Esta entrevista foi realizada em 2008 para a primeira edição do Coven Of Darkness)

Por: Saulo Baldim Gandini
Colaboraram: Uriel Juliatti Valle & Bruno Gaspar


1-) Coven Of Darkness: Saudações, irmãos do Witchtrap! É uma honra tê-los em nossas páginas. A banda foi formada das cinzas do Dark Millenium, que tocava Death Metal. Porque vocês decidiram acabar com esse grupo e partir para uma linha totalmente diferente de som?

Witchtrap: Nossas idéias vêm das nossas influências e nós não queríamos mais tocar o quê antes era tocado por todas as bandas, aqui na Colômbia. Então nós surgimos com a idéia de fazer um Thrash/Speed de acordo com nosso gosto e influências.
  

2-) Coven Of Darkness: Há algum registro gravado com o Dark Millenium?

Witchtrap: Sim, eu acho que há somente um ensaio, mas eu preciso ouvir um monte de fitas guardadas para achar esta gravação. (risos)
  

3-) Coven Of Darkness: Depois de duas demos e um EP lançado, somente em 2002 o Witchtrap lançou o seu aguardado debut, o fodido Sorceress Bitch. Porque houve esta demora para sair esse álbum, visto que a banda já tinha um grande potencial nas demos? O Sorceress Bitch foi lançado também em LP, em 2005, por um selo francês. Por que esse "período vazio" entre essas duas versões?

Witchtrap: Bom, o Sorceress Bitch foi lançado em 2002 no formato CD, pela Hell Attack Produções, mas em todos esses anos nós não tínhamos dinheiro para gravar e lançar nossos próprios materiais. A prensagem em vinil veio do interesse da francesa Ordealis Recs e da Utherly Somber Creations, dos EUA. Eles nos informaram quanto ao interesse em lançar em vinil e nós firmamos um acordo com eles. Aqueles anos foram dedicados a divulgar e promover nosso material fora da Colômbia.
  

4-) Coven Of Darkness: Os full-lenghts do Witchtrap foram lançados em formato LP e Picture LP. O que vocês acham desse "novo" mercado que está sendo construído para o vinil, com selos como a Hells Headbangers e Deathtrike lançando materiais de bandas novas a todo o momento?

Witchtrap: É... Você sabe que o formato vinil é bem demandado pelos headbangers por aí, o vinil é como se fosse um objetivo para as bandas, mesmo por que, nem todas lançaram vinil. Isso nos faz orgulhosos e satisfeitos pelo apoio dos fãs e selos por terem nos dado essa chance! Aí vai uma saudação aos selos que apóiam o vinil na cena metal!
  

5-) Coven Of Darkness: Em 2006, vocês lançaram o segundo pertardo denominado No Anesthesia. Como foi o processso de composição e gravação desse trabalho e sua recepção no underground?

Witchtrap: Este álbum foi um trabalho bem mais longo quanto a gravação, coisa que é a realidade para as bandas da Colômbia, pois era um estúdio bem porco, a bateria foi gravada em um estúdio e os outros instrumentos no nosso computador. Nós levamos cerca de seis meses para mixar e masterizar no nosso PC. Nós aprendemos várias maneiras de fazer isso, e isso nos deu experiência para as próximas gravações e tal. Os resultados foram fantásticos e maravilhosos para nós, e nós esperamos que os próximos álbuns sejam mais fáceis que este, mas com melhores resultados. Nós estamos bem satisfeitos com o No Anesthesia, com certeza!

6-) Coven Of Darkness: Quem escreve as letras do Witchtrap? Qual o conceito que vocês querem passar com elas?

Witchtrap: Todas as nossas letras são sobre metal, quero dizer, são sobre bruxaria, apocalipse, feitiços, morte, vingança, guerra, metal, festas, mitos, tudo sobre o Metal e o Rock N’ Roll. Essa é nossa filosofia e jeito de ser como headbangers. Sobre as composições das letras, todas elas são compostas pelo Ripper e por mim, Witchhammer, exceto uma que foi escrita pelo nosso primeiro baixista e membro-fundador Slayerblade, que escreveu “Black Like The Night”.


7-) Coven Of Darkness: Vocês já pensaram em fazer uma turnê pela América do Sul? O que você conhece da cena antiga e atual brasileira?

Witchtrap: O Brasil teve grande influência em todas as bandas da América do Sul, com certeza. Bandas como Sarcófago, Sepultura, Holocausto, Chakal, Vulcano, entre outras, são influências a todos os maníacos aqui na América do Sul. Nos dias de hoje, bandas como Apokalyptic Raids, Bywar, Farscape são boas e eu espero conhecê-los quando começarmos uma turnê pela América do Sul. De qualquer forma, nós ainda não tivemos nenhuma proposta séria para fazê-lo, mas espero que o façamos em breve!


8-) Coven Of Darkness: Vocês são influenciados por Venom, Anvil, Metallica (old), Exciter, Motörhead, além do metal germânico. Algumas pessoas comentam que as bandas antigas são melhores que as novas. Qual sua opinião sobre isso? Para vocês, existem boas bandas atualmente ou as novas são só clichês das bandas antigas? Existe originalidade no metal hoje em dia, isto é, há possibilidade de fazer metal sem se parecer com as bandas dos anos 80?

Witchtrap: Este é um pensamento de muitos headbangers pelo mundo. Eu acho que é difícil dizer que a originalidade foi perdida, você pode ver que várias bandas têm originalidade suficiente, porém, o problema é quando você ouve uma banda de black ou death metal e todos eles têm muitas coisas em comum, muitas soam como o Morbid Angel ou como o Immortal ou Darkthrone. Aí então eu acho que se uma banda soa similar a outra banda de thrash, o quê está errado? Eu acho que o metal nos mostrou todas as vertentes que o metal pode ter, então cada banda é original mesmo quando eles não querem soar originais nem ter a atitude ou o-quê-quer-que-seja de outra banda do passado. Esta é a diferença que nós precisamos entender.


9-) Coven Of Darkness: Como é a cena na Colômbia? Há muitos shows, bandas e bangers por aí? Você poderia nos recomendar alguma banda colombiana?

Witchtrap: Nossa cena é bem similar a outras pelo mundo afora, muitas bandas, muitos fãs, fofocas por todo o lado, boas bandas, bandas ruins, verdadeiros e falsos headbangers. Nossa cena está crescendo ultimamente, eu não sei porquê, mas isso é bem legal, pois os shows estão ficando com melhor produção. Há muitas bandas aqui, mas eu recomendo bandas como Sobibor, Skull, Dirges, Terminal War, Runner Hell, Savage Agression e Legacy. Eles são bem legais e cheios de energia!


10-) Coven Of Darkness: Os mesmos integrantes do Witchtrap formaram a banda de metal tradicional chamada Nightmare, que lançou um debut em 2004. Somos todos maníacos pelo metal tradicional, o Nightmare é um projeto em que vocês fazem o som que vocês curtem, mas que não podem pôr no Witchtrap para não mudar demais? Vocês têm intenção de gravar mais álbuns?

Witchtrap: Nightmare é um projeto do Ripper, e agora é uma banda com credibilidade e fãs suficientes, aqui na Colômbia e fora dela. Cada umas das bandas – Witchtrap e Nightmare – tem seu próprio estilo, som e ideologia. Neste exato momento, nós estamos trabalhando com as duas bandas para gravar um novo álbum de estúdio e esperamos que vocês curtam muito e agitem demais!


11-) Coven Of Darkness: Quais os planos futuros do Witchtrap, além dos re-lançamentos em CD e vinil do Witching Metal e Nightmares Of The Dead?

Witchtrap: Como eu havia lhe dito anteriormente, nós estamos trabalhando em um novo álbum para fazê-los agitarem até seus pescoços quebrarem e tudo que esperamos é que esteja pronto no meio do ano, talvez em Agosto. E aí nós esperamos sair em uma turnê pela Europa, pois recebemos uma proposta de uma agência norueguesa que está interessada em nos levar para tocar lá. Esperamos que isso se torne real, e então começaremos nossa turnê sul-americana, mesmo que as distâncias sejam mais longas.


12-) Coven Of Darkness: Muito obrigado, poderoso Witchtrap! O espaço agora é de vocês, para dizer o quê quiserem!

Witchtrap: Bom, headbangers. É difícil agradecê-los por todo o apoio. Mantenham o jeito rock e metal de ser, e um meio de se fazer isso é apoiando as bandas, comprando material original e começando uma guerra contra a pirataria e contra os falsos que querem foder com as bandas o tempo todo. Matem toda a pirataria e selos de falsos! Continuem maus, feios e metal! Vejo vocês no Inferno! Seu irmão, Witchhammer.        

Contato: Myspace: www.myspace.com/witchtrap666 


                                                                                       
Leia Mais

Dark Angel - Darkness Descends

19 maio, 2011.
Dark Angel - Darkness Descends
(Combat Records)
Como disse no meu artigo 1987: O Ano do Esporro Metálico? “Álbuns como Reign In Blood do Slayer, Master Of Puppets do Metallica, Pleasure To Kill do Kreator e Eternal Devastation do Destruction encabeçavam a cena mais extrema naquele longínquo ano de 1986”. E talvez estes álbuns foram um dos ingredientes que foram utilizados por algumas bandas no ano seguinte: 1987   Após o lançamento do debut We Have Arrived, o Dark Angel lançou em 1986 o seu segundo ato de destruição, o álbum Darkness Descends. Primeiro álbum com o baterista, ou melhor, a locomotiva Gene Hoglan, talvez um dos músicos mais diferenciados do Thrash Metal. O álbum reflete a sonoridade “Thrash” mais extrema do Metal na década de oitenta. Os riffs ultra rápidos de Jim Durkin e Erik Meyer dilaceraram os ouvidos alheios na época, o vocal veloz e agressivo de Don Doty, acrescentou elementos que em conjunto apresentavam uma grandiosa voracidade. A apresentação do disco começa com a poderosa faixa auto-intitulada, outras faixas como The Bunrning Of Sodom (vide aceleração fora do normal), Hunger Of The Undead, Merciless Death (essa um dos hinos da minha trajetória headbanger), Death Is Certain (Life Is Not), Black Prophecies (essa possui o riff mais arregaçado da história do Heavy Metal) o álbum termina com a longa e ácida faixa Perish In Flames. Todos os tracks de Darkness Descends soam como hinos de guerra, uma sonoridade avassaladora que contribuiu e muito para a inspiração de diversas bandas de Thrash, Death e Black Metal. Registro tão importante quanto Reign In Blood do Slayer. (Por: Lucas Deathim)





Leia Mais

Nocturnal – Fire Of Revenge

17 maio, 2011.
Nocturnal - Fire Of Revenge
(Bestial Onslaught)
O Nocturnal, como muitos sabem, é um expoente do Thrash Metal na atualidade para nós. Muitos me perguntam o porque da banda ser bastante especial para mim. A banda sempre manteve seu aspecto obscuro através de lançamentos maravilhosos como o MLP Thrash With The Devil ou o magnífico 7’’ Slaughter Command. Este 7’’ é um sinônimo de Thrash como deve ser tocado, sem modismos, sem complexidade, como um soco na cara. Este material contém uma característica incomum numa banda de Thrash Metal, há a presença da guitarrista Jex. Sim, uma mulher no line-up do Nocturnal, mas que foi demitida da banda por razões desconhecidas. No compacto há um aspecto “Die Hard” do começo ao fim e que já começa com a maravilhosa Fire Of Revenge dando uma breve impressão da influência do Bathory na composição, devido a sua levada mais cadenciada. A música pega um embalo maravilhoso com belas passagens de riffs cortantes feitos por Avenger e, inclusive, nessa música em especial, há uma passagem impecável no final da música que pode ser destacada como uma característica forte do Thrash “Evil”. Seguida pelo cover de Killing Machine (Living Death), que em minha opinião, deixa a desejar nesse compacto, damos de cara com a fudida “The Final End”. Essa sim é a responsável por inúmeros headbangings e air guitars executas por mim. Isso sim é Thrash Metal feito com ódio e rancor. No compacto não há letras, o que é outra característica da banda. Impossível forçar a barra, a música é fudida do início ao fim. Esse refrão da “The Final End” é como uma Ode ao Ódio, aquela sensação que você precisa compartilhar seu headbanging frenético com amigos ou talvez um churrasco regado a cerveja. Altamente recomendado assim como toda a discografia da banda. (Por: Uriel Juliatti Valle)


Leia Mais

Farscape - Killers On The Loose

28 abril, 2011.
Farscape - Killers On The Loose
(Unsilent Records)
Talvez o Farscape seja uma das melhores bandas de Thrash Metal da atualidade em atividades no Brasil. A banda anda apresentando uma evolução incrível a cada material lançado. Depois do lançamento do fudido “Demon’s Massacre” em 2003 chegou a vez de o segundo massacre chegar em nossas mãos. Há quem diga que o Farscape se tornou uma banda “farofa” por ter gravado músicas totalmente diferentes do que eles faziam e bastante diferente do que fazem por aí. O que causou e ainda causa uma enorme polêmica. Voltando ao disco, digamos que o início de “Under The Loudness” possa ser sem sentido. É, eu realmente achei sem sentido e ainda acho um pouco, mas jamais vai comprometer essa maravilhosa música que lembra veementemente o Possessed na fase "Beyond The Gates". O Farscape tem essa façanha de ser influenciado mas ter sua própria roupagem, sua característica. O vocal de Witchcaptor é outra marca registrada na banda, essa música já começa a mostrar como a banda está diferente e pode-se começar pelos solos dela. Uma das músicas que causou foi a “Thrash Until You Drop”, segunda faixa do disco, ela tem uma forte veia NWOBHM e é uma influência que a banda já trazia consigo. Fica claro no meio da música temos um belo saudosismo ao Diamond Head. A música é maravilhosa, temos um solo emocionante e uma passagem maravilhosa de duetos de guitarra, muito bem elaborada. E identifiquei um lance meio Metalpunk na música, aspecto comum dos maníacos do Hell de Janeiro, tendo em vista o projeto da banda (Atomic Roar) com Hellpreacher (também do Apokalyptic Raids). A “Killers On The Loose” é mais uma das músicas que começa com riffs “malucos” feitos pelo Farscape. Na primeira ouvida que dei no disco, na época, foi a música que mais pirei. “Captors Of Hate” me remeteu ao Dark Angel na hora, não sei porque, pode ter sido a sua levada. Ela é uma boa música, mas nada comparado a pancadaria de “Celebrate My Death”, essa é realmente explosiva. Uma coisa que reparo no Farscape é a variedade de influências que os rapazes tem. Eles transitam de Hard Rock dos anos 70 até um pouco de Death Metal tradicional da metade dos anos 80. Essa música é o ponto máximo do disco, com certeza. Há uma regravação de uma música no disco que se chama “Bizarre Sex Machine”. É uma música fudida, mas prefiro na demo, acho mais rápida e muito mais agressiva. Nesse disco ela não deixa a desejar, mas na demo ela é uma pancadaria mais acentuada! Essa, essa sim é assunto de polêmica que se chama “Wild Rocker” , a música é muito bem executada e Witchcaptor veste uma roupa Rock ‘N Roll para cantá-la. A letra não é uma das melhores coisas, eu realmente não gosto dessa música, mas aprendi a tolerá-la. O engraçado dessa polêmica é que a cena atual de Thrash Metal no Brasil está característica por ter uma tolerância maior com as coisas, visto que um dos principais alvos de acusação de radicalismo e intolerância no Heavy Metal é o Black Metal e existe uma vontade de ser “mente aberta”. A mesma atitude Black Metal que é crucificada acaba sendo repetida quando há uma parcela dessa nova “cena” policiando e acusando a banda de ter mudado seu som. Vai entender... Passamos dela e chegamos em “Mutilation”. Eu a considero uma música normal, ela tem uma pegada de Sacrifice, me lembra um pouco a banda, é uma boa música, porém está longe de ser o ponto alto do disco! Acabando a música temos uma escondida na manga, o cover do Onslaught chamado “Thermonuclear Devastation”, eu considero essa banda, exclusivamente em seu primeiro trabalho, o Discharge do Thrash Metal. Ficou fudidaço o cover com Whipstriker cantando. O vocal do Whipstriker sempre foi muito do caralho desde os tempos do Diabolic Force e nesse cover jamais deixaria a desejar. No refrão temos a presença do ilustre Leon Necromaniac (Apokalyptic Raids), o que dá um toque a mais na música, fechou com chave de ouro! (Por: Uriel Juliatti Valle)





Leia Mais