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Exumer - Possessed By Fire

08 agosto, 2011.
Exumer - Possessed By Fire
(Disaster)
Continuando com a nossa sessão Classic Reviews, hoje irei comentar sobre um grupo que, apesar de não figurar na elite do Thrash Metal alemão (vide o “trio de ferro” Destruction, Sodom & Kreator), não deixa de ter sua importância para o estilo, tendo inclusive, lançado esse clássico aqui intitulado Possessed By Fire. Sim, caro leitor, estou falando do Exumer! Formado na cidade alemã de Frankfurt, em 1985, o Exumer viveu o “boom” da cena Thrash Metal germânica e chegou a chamar atenção dos headbangers da época pela rispidez que executava suas músicas. Infelizmente a banda acabou sendo ofuscada por outros medalhões do estilo, encerrando suas atividades em 1990, sendo reformulada onze anos mais tarde. O grupo gravou uma demo em 2009 e promete um novo álbum em breve. Depois dessa pequena biografia, vamos ao que interessa: o álbum! Possessed By Fire foi gravado em 1986, no Musiclab Studios, em Berlin sob a supervisão do mago das produções Harris Johns. A capa chama atenção por causa do “mascote” adotado pelo grupo: uma criatura usando uma máscara de hóquei, característica que foi copiada no álbum seguinte Rising From The Sea. Após uma pequena intro, para gerar um clima suspense, o grupo já começa maltratando os pescoços dos metalheads com a rápida faixa-título Possessed By Fire, com uma rifferama infernal dos guitarristas Bernie Siedler e Ray Mensh e um andamento alucinante da bateria de Syke Bornetto. Os vocais de Mem Von Stein (que também é o responsável pelas quatro cordas) com certeza é o que mais chama atenção, pelo fato de ser extremamente insanos! Definitivamente o cara estava com o demônio no corpo quando gravou esse álbum, tamanho os berros e gritos desesperados que se ouve a cada minuto deste trabalho. O resultado final é excelente! Sem mais delongas, o grupo já emenda com Destructive Solution, uma música rápida, mas que em sua metade ganha uma mudança de andamento bem interessante, com direito a dedilhados e um belo solo de guitarra, voltando a porradaria novamente. Fallen Saint começa com rápido som de sino logo ficando veloz. Destaque para o ótimo trabalho do baterista Syke, muito seguro e preciso em suas batidas. Outros destaques vão para A Mortal In Black, Sorrows Of The Judgement (com sua atmosfera a lá Slayer), Journey To Oblivion e a excelente Silent Death que encerra esse clássico com chave de ouro. No ano seguinte o Exumer lançou seu segundo álbum, Rising From The Sea, já sem o vocalista e fundador Mein Von Stein. Em seu lugar entrou Paul Arakari, com um timbre totalmente diferente (mais puxado para Tom Araya) mas sem o brilhantismo do mesmo. O som, apesar de alguns momentos agradáveis aqui e acolá, soa como um plágio descarado de Slayer. Possessed By Fire, apesar de algumas vezes não ser lembrado é um grande trabalho e que merece ser ouvido. Você gosta de álbuns como Bonded By Blood e Show No Mercy? Então não deixe de conferir essa pedrada Made In Germany! (Por: Saulo Baldim Gandini)




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Dark Angel - Darkness Descends

19 maio, 2011.
Dark Angel - Darkness Descends
(Combat Records)
Como disse no meu artigo 1987: O Ano do Esporro Metálico? “Álbuns como Reign In Blood do Slayer, Master Of Puppets do Metallica, Pleasure To Kill do Kreator e Eternal Devastation do Destruction encabeçavam a cena mais extrema naquele longínquo ano de 1986”. E talvez estes álbuns foram um dos ingredientes que foram utilizados por algumas bandas no ano seguinte: 1987   Após o lançamento do debut We Have Arrived, o Dark Angel lançou em 1986 o seu segundo ato de destruição, o álbum Darkness Descends. Primeiro álbum com o baterista, ou melhor, a locomotiva Gene Hoglan, talvez um dos músicos mais diferenciados do Thrash Metal. O álbum reflete a sonoridade “Thrash” mais extrema do Metal na década de oitenta. Os riffs ultra rápidos de Jim Durkin e Erik Meyer dilaceraram os ouvidos alheios na época, o vocal veloz e agressivo de Don Doty, acrescentou elementos que em conjunto apresentavam uma grandiosa voracidade. A apresentação do disco começa com a poderosa faixa auto-intitulada, outras faixas como The Bunrning Of Sodom (vide aceleração fora do normal), Hunger Of The Undead, Merciless Death (essa um dos hinos da minha trajetória headbanger), Death Is Certain (Life Is Not), Black Prophecies (essa possui o riff mais arregaçado da história do Heavy Metal) o álbum termina com a longa e ácida faixa Perish In Flames. Todos os tracks de Darkness Descends soam como hinos de guerra, uma sonoridade avassaladora que contribuiu e muito para a inspiração de diversas bandas de Thrash, Death e Black Metal. Registro tão importante quanto Reign In Blood do Slayer. (Por: Lucas Deathim)





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