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Old - Down With The Nails

22 setembro, 2011.
Old - Down With The Nails
(Tyrant Syndicate)
É bom o leitor preparar os ouvidos antes de se submeter a este massacrante debut álbum do Old, intitulado Down With The Nails, já que o que se ouve no mesmo é um definitivo assalto Black/Thrash Metal, bem calçado em atos impuros dos deuses Hellhammer/Celtic Frost e Bathory. Este grupo, que contém membros dos grandiosos Nocturnal, Cruel Force e Deströyer 666 em sua formação, já vem espalhando sua praga no underground desde 2004 com o lançamento de sua primeira demo-tape, Blood Skull e também com o EP Nocturnal Ritual gravado no ano seguinte. Este Down With The Nails é um álbum que reúne qualidade inquestionáveis: musicalidade acima da média, riffs perfeitos, alguns solos, cozinha quebra pescoço, vocais vomitados e um feeling arrebatador para executar a proposta. Liricamente o Old não inova, abordando em suas letras temas como blasfêmia, álcool e ocultismo, ou seja, mais tradicional impossível! Destaque para as músicas Black Jewel Throne, Blood Skull, Empire In Flames, Triumph Of Hell e a faixa título Down With The Nails. É para ouvir e banguear até arrebentar o pescoço, de preferência, sob o efeito de muito álcool! (Por: Saulo Baldim Gandini)

Contato: Myspace - www.myspace.com/oldhellmetal



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Proclamation – Advent Of The Black Omen

31 agosto, 2011.
Proclamation - Advent Of The Black Omen
(Nuclear War Now! Productions)
Ultimamente, uma série de bandas andam investindo em uma sonoridade a lá Ross Bay, resgatando todo aquele visual de spikes e bullets. Selos como Hells Headbangers e Nuclear War Now! estão lançando vários artefatos de bandas com esse tipo de pegada. O difícil é fazer isso com propriedade, buscando ser autêntico e interessante. Neste sentido, o Proclamation pode ficar tranqüilo, pois não faltam em seu som, elementos dignos de apreciação. Depois de lançarem três demos e um split com o Teitanblood, esses maníacos espanhóis finalmente lançam seu primeiro álbum, o maldito Advent Of The Black Omen. O que ouvimos nesse debut são onze pedradas (fora a intro), do mais imundo, maldito e cru Black/Death Metal em que primeira referência que nos vem à mente são os canadenses do Blasphemy. E está tudo lá, os pseudônimos gigantes, os riffs simples e crus, os vocais vomitados, a cozinha rapidíssima e a produção extremamente suja, abafada e tosca. Destaques? Evil Bloody Sodomy, Crucifixion Vomit, Seed Of The Antichrist e Proclamation Of Doom. (Por: Saulo Baldim Gandini)




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Malefic Order – Siddet - Nefret - Yikim

05 agosto, 2011.
Malefic Order - Siddet - Nefret - Yikim (DT)
(Independente)
O Malefic Order surgiu no ano 2004, em Eskisehir (Turquia) e nesta sua primeira demo, limitada em 100 cópias, denominada Siddet – Nefret – Yikim, o grupo contou com os serviços dos seres Sarcueil (vocal), Haagenti (bateria), SSR (guitarra) e Evildoer (baixo). O som praticado pelo grupo nos quase doze minutos de terror é um ríspido Black Metal calçado nos primeiros trabalhos do Bathory, Von, Mayhem, Sarcófago e Beherit. Dentre as quatro faixas desse trabalho destaque para as fudidas Burn Them All e Terror Goat. A produção é bem crua e abafada, mas não compromete em nada o resultado final. A versão relançada pela Diabolous Productions ainda conta com duas amaldiçoadas versões ao vivo para Down There... (Beherit) e Von (Von). (Por: Saulo Baldim Gandini)








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Witchtrap – No Anesthesia

10 junho, 2011.
Witchtrap - No Anesthesia
(Dirty Sound)
O Witchtrap é uma banda que merece seu respeito por inúmeros méritos e um deles é esse disco! Após a longa espera pelos headbangers por uma nova bomba no ouvido o No Anesthesia vem destruindo todas as cabeças possíveis com essas sinfonias demoníacas, se assim posso dizer. Confesso que há uma parte do disco que não sou tão fã, que é o final, mas mesmo assim o disco tem 80% de aprovação e merece seu mérito. Na realidade o que ocorre é que o Witchtrap é uma banda que conheci muito depois, realmente nunca dei merecida atenção para a banda e hoje pago caro, muito caro. Nesse material vejo muita coisa, vejo algo criado e moldado como Witchtrap e não uma bandinha plástica qualquer. O começo do disco inicia-se com “Heavy Drinker” , um hino aos apreciadores de cerveja e afins. Essa faixa é marcante pelos riffs beirarem no Bathory/Venom e isso é maravilhoso! Eu vejo a banda com essa ótica Bathory/Venom e não consigo imaginar outra coisa mais marcante do que essa. “Gallows and Crows” segue um parâmetro parecido da faixa anterior, mas ela tem diferenciais como por exemplo a passagem final da música, muito criativa. Eu já a elegi como a melhor do disco. O headbanging continua com “Riot Of The Beast” e essa tem uma levada mais rápida e beira bastante no Black Metal antigo, muito bom. “A Forgotten Cemetary” pode soar estranha para muitos, mas é uma faixa “reflexiva” no disco. Eu ainda não consegui identificar a sua influência exata, mas é obviamente Heavy Metal. O solo é muito bem elaborado, é uma faixa totalmente diferente do restante do disco. A próxima cacetada é a “Disturbing The Dead”, essa faixa me prendeu, especialmente quando está prestes a chegar ao fim, ela se torna em forma de um diabólico Thrash “Evil” com fortíssimas influências do Mestre Quorton (R.I.P.). Essa faixa é o segundo destaque do disco. As seguintes faixas são mais voltadas para o Thrash, “Lethal Thrashing Force” e “B.L.M.D.”. “Priests Of Sin” traz novamente o espírito Bathory mas me lembrou muito o Possessed em seu riff inicial, mas com uma cara e um jeito totalmente próprio dos colombianos. Fechamos com “Metal Army March” que traz mais um mérito para a banda com seus arranjos. Apesar de achar as três últimas músicas um pouco maçantes a princípio (o que pode mudar com o tempo) o disco é impecável e altamente recomendável. Os colombianos mostram a força latino-americana nesse maravilhoso trabalho lançado pela honrosa Hell’s Headbangers, que por sinal, executou um ótimo trabalho lançando também em versões LP e Picture LP. (Por: Uriel Juliatti Valle)

Contato: Myspace: www.myspace.com/witchtrap666



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Farscape - Killers On The Loose

28 abril, 2011.
Farscape - Killers On The Loose
(Unsilent Records)
Talvez o Farscape seja uma das melhores bandas de Thrash Metal da atualidade em atividades no Brasil. A banda anda apresentando uma evolução incrível a cada material lançado. Depois do lançamento do fudido “Demon’s Massacre” em 2003 chegou a vez de o segundo massacre chegar em nossas mãos. Há quem diga que o Farscape se tornou uma banda “farofa” por ter gravado músicas totalmente diferentes do que eles faziam e bastante diferente do que fazem por aí. O que causou e ainda causa uma enorme polêmica. Voltando ao disco, digamos que o início de “Under The Loudness” possa ser sem sentido. É, eu realmente achei sem sentido e ainda acho um pouco, mas jamais vai comprometer essa maravilhosa música que lembra veementemente o Possessed na fase "Beyond The Gates". O Farscape tem essa façanha de ser influenciado mas ter sua própria roupagem, sua característica. O vocal de Witchcaptor é outra marca registrada na banda, essa música já começa a mostrar como a banda está diferente e pode-se começar pelos solos dela. Uma das músicas que causou foi a “Thrash Until You Drop”, segunda faixa do disco, ela tem uma forte veia NWOBHM e é uma influência que a banda já trazia consigo. Fica claro no meio da música temos um belo saudosismo ao Diamond Head. A música é maravilhosa, temos um solo emocionante e uma passagem maravilhosa de duetos de guitarra, muito bem elaborada. E identifiquei um lance meio Metalpunk na música, aspecto comum dos maníacos do Hell de Janeiro, tendo em vista o projeto da banda (Atomic Roar) com Hellpreacher (também do Apokalyptic Raids). A “Killers On The Loose” é mais uma das músicas que começa com riffs “malucos” feitos pelo Farscape. Na primeira ouvida que dei no disco, na época, foi a música que mais pirei. “Captors Of Hate” me remeteu ao Dark Angel na hora, não sei porque, pode ter sido a sua levada. Ela é uma boa música, mas nada comparado a pancadaria de “Celebrate My Death”, essa é realmente explosiva. Uma coisa que reparo no Farscape é a variedade de influências que os rapazes tem. Eles transitam de Hard Rock dos anos 70 até um pouco de Death Metal tradicional da metade dos anos 80. Essa música é o ponto máximo do disco, com certeza. Há uma regravação de uma música no disco que se chama “Bizarre Sex Machine”. É uma música fudida, mas prefiro na demo, acho mais rápida e muito mais agressiva. Nesse disco ela não deixa a desejar, mas na demo ela é uma pancadaria mais acentuada! Essa, essa sim é assunto de polêmica que se chama “Wild Rocker” , a música é muito bem executada e Witchcaptor veste uma roupa Rock ‘N Roll para cantá-la. A letra não é uma das melhores coisas, eu realmente não gosto dessa música, mas aprendi a tolerá-la. O engraçado dessa polêmica é que a cena atual de Thrash Metal no Brasil está característica por ter uma tolerância maior com as coisas, visto que um dos principais alvos de acusação de radicalismo e intolerância no Heavy Metal é o Black Metal e existe uma vontade de ser “mente aberta”. A mesma atitude Black Metal que é crucificada acaba sendo repetida quando há uma parcela dessa nova “cena” policiando e acusando a banda de ter mudado seu som. Vai entender... Passamos dela e chegamos em “Mutilation”. Eu a considero uma música normal, ela tem uma pegada de Sacrifice, me lembra um pouco a banda, é uma boa música, porém está longe de ser o ponto alto do disco! Acabando a música temos uma escondida na manga, o cover do Onslaught chamado “Thermonuclear Devastation”, eu considero essa banda, exclusivamente em seu primeiro trabalho, o Discharge do Thrash Metal. Ficou fudidaço o cover com Whipstriker cantando. O vocal do Whipstriker sempre foi muito do caralho desde os tempos do Diabolic Force e nesse cover jamais deixaria a desejar. No refrão temos a presença do ilustre Leon Necromaniac (Apokalyptic Raids), o que dá um toque a mais na música, fechou com chave de ouro! (Por: Uriel Juliatti Valle)





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