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Deströyer 666 - Unchain The Wolves

04 dezembro, 2011.
Deströyer 666 - Unchain The Wolves
(Modern Invasion Music)
Este aqui é o cult debut álbum dos australianos do Deströyer 666, um álbum que infelizmente é esquecido por muitos apreciadores de Metal Extremo, o que é uma pena, pois Unchain The Wolves é um dos melhores trabalhos de Black Metal da década de 90 e com certeza o melhor da carreira do Deströyer 666. O grupo foi formado em 1994, em Melbourne, Austrália, como um projeto solo do maníaco K. K. Warslut (que integrou o Corpse Molestation que posteriormente passou-se a chamar Bestial Warlust) e lançou dois trabalhos, a demo Six Songs With The Devil e o EP Violence Is The Prince Of This World, antes de lançarem este álbum. A diferença do Deströyer 666 em relação ao Bestial Warlust é que o primeiro soa muito mais variado explorando as influências de Thrash Metal e Death Metal. Digamos que o grupo consegue unir de maneira perfeita o hipnotismo do Black Metal, o caos do Death Metal e a violência do Thrash Metal, soando épico e único em diversos momentos. Isso fica mais do comprovado na faixa de abertura, Genesis To Genocide, que com seus longos dez minutos de duração nunca soa cansativa ou enfadonha, muito pelo contrário, pois a variação nos andamentos e dos riffs é o que mais chama a atenção. A próxima música é uma das melhores composições do grupo e do álbum, a clássica Australian And Anti-Christ que possui um pique Thrash Metal irresistível, fazendo os headbangers baterem cabeça até sair rolando por aí. Assim como Satan´s Hammer que tem um andamento bem Rock N´Roll com refrão e solos bem marcantes. A atmosfera épica volta à tona com a trinca Tyranny Of The Inevitable, Six Curses From A Spiritual Wasteland (a composição mais Black Metal do álbum, com riffs extremamente gélidos e um trabalho velocíssimo da cozinha) e a faixa título Unchain The Wolves. A curta Damnations Pride volta com a sonoridade mais direta, abrindo espaço para Onward To Arktoga, composição que encerra este grande registro e que já tinha aparecido na primeira demo do grupo. A produção soa bem crua e ríspida, combinando perfeitamente para a atmosfera de caos que o álbum se propõe. Embora o Deströyer 666 tenha escrito outras cativantes músicas em seus trabalhos seguintes e indiscutível que o auge de sua carreira encontra-se neste registro, pois há algo especial aqui que depois eles não conseguiram mais repetir, nem mesmo no tão "aclamado" Phoenix Rising. Um registro fudido de uma banda extremamente fudida! Clássico absoluto! (Por: Saulo Baldim Gandini)




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Ignivomous - Death Transmutation

28 julho, 2011.
Ignivomous - Death Transmutation
(Nuclear War Now! Productions)
Tenho que admitir, não tem coisa que me deixe mais feliz do que resenhar um álbum de Death Metal vindo daqueles lados da Austrália, pois me faz lembrar de nomes seminais do estilo como os esporrentos Deströyer 666, Abominator e Destruktor. Compatriotas dos grupos citados acima, inclusive tendo Chris Volcano em suas formações atuais ou que passaram por elas, o Ignivomous foi formado na cidade de Melbourne em 2006 e conta hoje, além do já citado Chris Volcano (vocal/bateria), com Sean Hinds (guitarras), Matthew Johnson (guitarras) e Jael Edwards (vocal/baixo). O grupo executa um Death Metal com riffs velocíssimos, "metrancas" constantes no trabalho de bateria e uma morbidez invejável, nas sete faixas desse debut Death Transmutation. O álbum é bem homogêneo em si e fica difícil destacar alguma composição, mas gostei muito da música de abertura Hedonistic Pain Ritual, Noneuclidean Maelstrom e a longa Alchemy Of Suffering que encerra esse trabalho de maneira perfeita. Death Transmutation é um registro marcante e que vale a pena ser conferido. (Por: Saulo Baldim Gandini)    




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Martire – Martire (EP)

20 julho, 2011.
Martire - Martire (EP)
(Dominator Records)
A música extrema chegou a um patamar diferenciado entre 1987 e 1992. Neste período diversas bandas começaram a elaborar uma sonoridade com características mais 'inflamadas'. O Grindcore invadia o submundo underground, enquanto o Death Metal se proliferava com extinto famigerado de velocidade. O Black Metal se tornava menos Metal e mais "Black", muita ideologia idiota de vandalismo na Europa e pouca postura headbanger. Dentre várias instituições que surgiram nesta época destaco essa desconhecida banda oriunda da Austrália: Martire. Com o seu Death/Black/Thrash avassalador, a banda lançou em 1991 o EP auto intitulado, caracterizado pela sonoridade rápida e crua dos australianos e seguindo a tradição de veteranos como Hobbs Angel Of Death, Mortal Sin e Slaughter Lord. Os poucos mais de 15 minutos de Metal ríspido demonstram a influência de bandas como Sarcófago, Blasphemy, Necrodeath, Possessed e outros e refletem a resistência e postura das gravações espontâneas. Faixas como Apocalypse, HellChrist, Peace Keeper e Hell-A-Caust fazem avaliarmos quantas bandas fodas como o Martire foram esquecidas e não reconhecidas por nós headbangers. (Por: Lucas Deathim)

Contato: Myspace - www.myspace.com/martire666



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Bestial Mockery / Destruktor – Metal Of Death (Split)

22 maio, 2011.
Bestial Mockery / Destruktor - Metal Of Death (Split)
(Hells Headbangers Records)
Lançado em 2007, pela Hells Headbangers, este doentio Split traz duas das mais caóticas e impuras bandas do cenário extremo mundial. Após uma intro com a clássica música O Fortuna de Carl Orff os suecos do Bestial Mockery (que infelizmente encerraram suas atividades) já entram fodendo com tudo com Metal Fucking Death onde destacam-se o trabalho rapidíssimo da cozinha, os riffs e solos caóticos e os vocais vomitados (ótimos por sinal) de Master Motorsag. Após esse começo arrasador, temos a viajante instrumental Riding The Vortex, mas não se engane, pois assim que essa música termina o grupo finaliza sua participação com a curta e mortal Master. Logo em seguida é a vez dos australianos do Destruktor atacar com o seu Black/Death Metal com dois satânicos hinos: Meccademon (posteriormente usada no debut Nailed) e Hail The Black Goat. Não deixe de conferir esta pequena pérola do necrounderground, pois vale muita a pena! (Por: Saulo Baldim Gandini)

Contatos: Myspace: www.myspace.com/bestialmockery666 (Bestial Mockery) / www.myspace.com/666destruktor (Destruktor)
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Nocturnal Graves – Satan´s Cross

10 maio, 2011.
Nocturnal Graves - Satan´s Cross
(Nuclear War Now! Productions)
E a Austrália não cansa de trazer bons nomes para o Metal Extremo. Fica mais uma vez comprovado que na terra dos cangurus o que vale mesmo é a qualidade e não a quantidade. O maior país da Oceania que é famoso por revelar atrocidades para o underground como Deströyer 666, Bestial Warlust, Gospel Of The Horns, Trench Hell, Destruktor acaba de nos brindar com mais outro grande nome denominado Nocturnal Graves. O que esse debut denominado Satan´s Cross nos traz é um Black/Death Metal (a lá Sarcófago, Beherit e Blasphemy) misturado com Thrash Metal (a lá Destruction e Sodom). São oito faixas devastadoras dotadas de velocidade extrema, solos caóticos, vocais ríspidos e letras abordando temas como satanismo, ocultismo e morte. A produção é ótima, suja, mas audível onde realçam mais ainda pedradas do porte de Agressive Extermination, Rotten Cremation, Whore Of Sodom, When The Demons Feast e a faixa título. Sem dúvida trata-se de um material para cravar o nome do Nocturnal Graves como um dos mais extremos e respeitados nomes da cena australiana e mundial. (Por: Saulo Baldim Gandini)   
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