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Sodomizer / Hellkommander - Making The Devil Work (Split)

18 agosto, 2011.
Making The Devil Work (Split)
(Morbid Tales Records)
Mais um grande artefato vindo das ensolaradas terras do Hell de Janeiro! Esse split Making The Devil Work trata-se de uma perversa aliança entre dois, dos mais doentios, grupos da cena carioca: Sodomizer e Hellkommander. Antes de tudo precisamos comentar sobre a arte de capa desse material, mais um grande trabalho do artista Sickness 666. Nela encontramos os famosos serial killers Charles Manson, Jeffery Dahmer e Richard Ramirez crucificando e devorando o ba$tardo $alvador, em uma capa que, com certeza, é uma das mais afrontadoras dos últimos tempos. Méritos a todos os envolvidos por essa excelente idéia! O encarte, todo em preto & branco, também é muito caprichado trazendo vários desenhos, fotos dos integrantes e as letras das músicas. Okill, sem mais delongas, vamos a análise das músicas desse split. Quem abre esse trabalho é o pessoal do Sodomizer com quatro músicas do seu já conhecido e tradicional Speed Devil Metal, dotado de riffs e solos empolgantes, feitos pela dupla PoisonHell e Warlock, uma cozinha rápida e extremamente segura, a cargo de Leatherface e Zombie e os vocais insanos e cada vez melhores de Warlock. As quatro faixas são de extrema qualidade, mas a abertura com Desespero (uma homenagem ao escritor Stephen King) ficou demais! Destaque também para The Call Of The Beast. Após desta participação do Sodomizer, entra em cena o Death Metal tradicional e macabro do Hellkommander. O trio composto por Leatherface (baixo), PoisonHell (vocal/guitarra) e Adrameleck (bateria) destrói tudo em cinco odiosas faixas, onde as que mais chamam a atenção são Steal, Rape, Kill, Burn (com um refrão que gruda de imediato na cabeça e dedicada ao ladrão, estuprador e serial killer Carl Panzram - 1891 / 1930),  a direta Fuck The World e a cadenciada e marcante Unleashed Carnage. Parabéns aos grupos e também a gravadora Morbid Tales Records, pela excelente iniciativa de lançar essa obra prima, um ode à perversão e ao horror. (Por: Saulo Baldim Gandini)

Contatos:

Morbid Tales Records: www.morbidtalesrecords.com



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Hellkommander – Death To My Enemies

27 maio, 2011.
Hellkommander - Death To My Enemies
(Dark Sun Records)
Sim, isso sim é Death Metal! Ao contrário das tentativas frustradas que andei acompanhando de se tocar Death Metal sem ter noção alguma do que se faz, com modismos, com desespero em crescer e com muita, mas muita imaturidade. Esse sim é um exemplo de que pessoas sérias fazem o Heavy Metal em geral acrescentar algo em nossas vidas. A banda contém membros do Diabolic Force, Grave Desecrator, Farscape e Sodomizer, o que pode explicar o porque do disco ter tamanha maturidade e de sua sonoridade ser altamente fiel a sua proposta. No que se diz a arte do disco podemos concluir que é simples, porém atinge muito bem a proposta da banda. O que mais me impressionou foi que apesar de ser um ensaio está muito bem gravado e mixado. Eu jamais iria perceber que é um ensaio se Leatherface não me informasse. O Rio de Janeiro não nos decepciona tanto quanto à Metal, é uma cidade que produz bandas maravilhosas e essa é mais uma para o cast da cena carioca. O disco inicia com a faixa “Gift Of Death”, com maravilhosas pitadas de pedal duplo e uma guitarra não muito pesada, retirada sua necessidade de peso, uma vez que o próprio disco em conjunto tem um aspecto pesado. O vocal de Poisonhell nessa faixa é algo que fica entre Posssessed, porém bastante grave. O engraçado é que várias vezes me peguei curtindo as passagens retas da música pensando que era um D-beat, pois o clima me traz lembranças do bom hardcore sueco com suas guitarras metalizadas cujo tenho queda. Mesmo parecendo uma blasfêmia acusar o Hellkommander de aparentar ter pegadas de D-beat, não é uma conclusão, apenas uma percepção pessoal que tive ouvindo o debut seguidas vezes. Supostamente a banda talvez nem tenha pensado nisso! A proposta da banda é Death Metal e isso fica claro na “Dog From Hell", repleta de pedaladas e o vocal marcante. A terceira faixa se chama “The Cursed” e essa merece uma atenção especial por ser mais cadenciada. É a faixa que mais gosto e tem um clima bastante carregado, assim como boa parte do disco. E o final dela é inesperado, maravilhoso. O bumbo é uma ponte para o inferno. E há outro motivo especial dessa música ser faixa de destaque do disco: É uma composição que estaria no Diabolic Force. A próxima faixa se chama “Armageddon, I Want It Now!” e essa também é bastante carregada pelas pedaladas de Adrameleck e que reforço em dizer que é bastante marcante no disco. Não estranhe a passagem que cita um “666” durante a música, deve ser coisa do Leatherface, com certeza. “Nuclear Graves”: Seria o Sarcófago? Blasphemy? Sodom? Beherit? Não! Ainda é Hellkommander! Essa faixa expressa bastante a diversidade de influências da banda reforçando o quesito maturidade uma vez já citado. A faixa “Morbid Obsession” é uma instrumental macabra oriundas da imaginação de Leatherface, vale a pena ser ouvida para sentir um pouco de malevolência e insanidade... Em “Black Rites” continuamos a saga Death Metal desses maníacos e nos deparamos com outra música diferenciada pela levada na bateria. “Execute The Weak” finaliza esse petardo com uma bela sinfonia para destruição. O Hellkommander inicia suas atividades com um belo debut, não deixando a desejar. (Por: Uriel Juliatti Valle)


Contato: Myspace - www.myspace.com/hellkommander



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