Entrevista - Guillotine

22 junho, 2011.

Luíz "Spanish Thrasher", Angelo "Of Death", Simone "Mind" & Rene "Iron Hell"

O Guillotine vem destruindo os pescoços dos headbangers desde 2004, quando foi lançada sua demo de estréia denominada Hate Inside Your Head. Em 2007 finalmente o grupo soltou seu debut, o fudido Metal In The Vein, contendo dez petardos do mais puro e avassalador Thrash/Death Metal onde recebeu vários comentários positivos.  Como um novo trabalho na praça, o EP intitulado Deaththrashheavy, procuramos o baterista/vocalista Rene Iron Hell para nos falar sobre como está sendo a repercursão deste trabalho, fora outros assuntos interessantes que você caro leitor poderá conferir nas linhas abaixo. (N.E: Essa entrevista foi publicada na terceira edição do Sepulchral Voice Zine e gentilmente cedida pelo brother e editor André Chaves)

Por: Saulo Baldim Gandini


1-) Salve Rene Iron Hell! Em 2009 vocês lançaram o EP intitulado Deaththrashheavy, contendo quatro faixas do mais puro Thrash/Death Metal. Como você visualiza a evolução do grupo desde demo Hate Inside Your Head até os dias de hoje?

Rene Iron Hell - Hailz! Primeiramente quero muito agradecer o espaço aqui no vosso Zine. Desde início da banda eu sempre tive em mente em fazer um som que não fosse só focado em Thrash, Death ou Heavy, minha idéia sempre foi juntar esses três gêneros na banda e soar um som bem flexível, marcante, porém pesado, rápido e técnico. Vejo em relação a nossa primeira demo uma evolução instrumental, porém a idéia e a cozinha da banda é a mesma.


2-) Como está sendo a repercussão dos headbangers diante deste trabalho? Vocês estão satisfeitos com o mesmo ou há algo que vocês gostariam de ter mudado?

Rene Iron Hell - Sim estamos bem satisfeitos com as composições, letras e a capa do EP. Só gostaríamos de ter mais grana para poder masterizar o EP, procedimento que ainda não foi feito (risos). A repercussão está ótima! Excelentes críticas em relação ao EP foram publicadas, O mesmo mostra um Guillotine mais flexível em suas composições, porém pesado e rápido.


3-) A primeira faixa do EP é uma homenagem ao grande sucesso do cinema Terminator de James Cameron (que dirigiu os dois primeiros e melhores filmes da série). De quem partiu a idéia de homenagear esta clássica obra de ação e ficção? Aproveitando a pergunta, qual sua opinião sobre o rumo da série nos episódios seguintes Terminator 3: Rise Of The Machines e Terminator Salvation?

Rene Iron Hell - Gostei da pergunta! A idéia partiu de mim, pois sou um fanático por Terminator desde moleque. Tudo começou quando meu pai comprou para mim um VHS e uma revista do Terminator 2 quando eu tinha 5 anos de idade, aí fudeu (risos) Virei perito nessa série, claro que gosto um pouco mais do 1 e 2, porém acho maravilhosos o 3 e o 4. Assisti no cinema o 3º que para mim foi perfeito e o 4º também, que mostra a guerra contra a Skynet. Gosto pra cacete até da série Terminator: The Sarah Connor Chronicles, apesar de eu não concordar com partes da história apresentada, porque desmente alguns fatos apresentados nos filmes, mais mesmo assim gosto tudo que vem dessa franquia (risos) Fã é fã! Foi daí que surgiu o nome “Iron Hell”.
   

4-) Outro fato importante deste EP é o tributo que vocês fizeram ao grande Motörhead  tocando a clássica Sacrifice contando com a participação de Igor Lopes (Em Ruínas) nos vocais. Como surgiu a idéia de tê-lo como convidado?

Rene Iron Hell - Eu sempre quis tocar esse som! Marcou muito minha vida quando vi pela primeira vez o clip dessa música, o Lemmy com aquela puta cara de matador, o Mikkey Dee fazendo uma bateria inacreditável e precisa com aquela puta pegada de Terminator (risos) e o Phillip também na maior pegada. Motörhead sempre foi uma das minhas bandas preferidas. E o Igor cantou nesse som porque sempre fomos muito amigos e curto bastante o Em Ruínas, acho legal juntar amigos para gravar.


5-) Houve uma mudança na formação do Guillotine neste trabalho, com a saída do guitarrista Marcelo Destructor e a entrada de Luiz Spanish Thrasher. Qual a razão da saída dele e como vocês chegaram a Luiz?

Rene Iron Hell - Por motivos de força maior nosso puta brother Marcelo decidiu sair da banda. Mais não ouve nenhum tipo de discussão ou tretas, somos muito amigos e tomamos muitas Heinekens juntos (risos). O Luizão foi muito fácil chegar até ele por que toco bateria com ele no House of Evil que é o cover oficial brasileiro de King Diamond/Mercyful Fate. Aí ele gostou muito do convite e estamos muito entrosados com essa nova formação.


6-) O Guillotine gravou sua primeira demo em 2004 e em 2007 lançou seu debut intitulado Metal In The Vein. Porque a grande diferença de tempo entre estes materiais e qual a importância dos mesmos para a viabilização de shows?

Rene Iron Hell - Sim, lançamos duas demos, uma em 2004 e outra em 2005 e gravamos o debut em 2006 porém foi lançado em 2007. Só não lançamos nada em 2008 porque foi um ano não muito bom para a banda.  Esses materias são muito importantes para nós assim como são para qualquer outra banda, porque mostra nossa idéia, nosso estilo de tocar e isso ajuda muito para conseguirmos shows.


7-) Na época do lançamento do álbum Metal In The Vein fiquei impressionado pela qualidade gráfica e gravação do mesmo. Ele possui uma sonoridade bem Old School onde vocês conseguiram mesclar com maestria o Thrash Metal de grupos como Slayer, Kreator e Sodom com o Death Metal de grupos como Obituary, Morbid Angel e Death. Fora as ótimas influências de Metal Tradicional! Como vocês moldaram essa sonoridade sem cair no modernismo?

Rene Iron Hell - Muito obrigado pelas palavras! Como diria meu falecido avô (Eugênio Colonnese) e mestre dos desenhos: Isso sai na urina! (risos). Ele costumava dizer que quando fazemos algo que realmente gostamos de coração, o resultado sai por conseqüência muito boa, sem ter que nos preocuparmos muito. Com certeza temos sim muitas influencias da bandas citadas acima.


8-) Como surgiu a idéia de gravar o cover da faixa Defensive Personalities do Death que vem como bônus logo após a última música do álbum Metal In The Vein?

Rene Iron Hell - Essa idéia surgiu porque somos muito fãs desse monstro da música chamado Chuck! Death é mais do que uma influência para nós e o Spiritual Healing foi o primeiro disco do Death que ouvi e isso me marcou muito. Curto muito todos os lançamentos do Death, até o Control Denied, que para mim é uma banda maravilhosa. A idéia de fazer um som mais flexível no Guillotine veio por causa do Death.

  
9-) Como está sendo o trabalho com a gravadora Marquee Records? Vocês assinaram para quantos álbuns?

Rene Iron Hell - A Marquee ajudou muito a banda porque divulgou muito bem nosso primeiro play. Assinamos apenas por um álbum, porém é possível que nós lancemos o segundo com a Marquee novamente. Mas estamos a procura de novas propostas de lançamentos de outras gravadoras. Se alguém que estiver lendo essa entrevista poder nos indicar algo agradeceríamos muito (risos)


10-) Reparei que o EP Deathtrashheavy foi lançado por uma gravadora chamada Universal Bank Records. Esta gravadora pertence a vocês? O intuito de criá-la foi para facilitar a distribuição desde trabalho aqui no Brasil e no exterior?

Rene Iron Hell - Isso, esse selo é nosso e foi criado apenas para divulgar nosso trabalho. Por que gostamos muito de lançar EPs e demos o que seriam praticamente impossíveis de ser divulgados por gravadoras, que só lançam plays.


11-) O Guillotine possui muitos contatos no exterior? Existe a possibilidade de vocês fazerem uma turnê fora do país ou a intenção do grupo é primeiro fazer nome no Brasil?

Rene Iron Hell - Sim temos muitos contatos fora do Brasil. Não temos regras em relação a nossa divulgação, é claro que gostaríamos de ser bem reconhecidos no Brasil e lá fora também, porém o que pintar primeiro estamos seguindo. Não gosto de ter esse tipo de regra: “primeiro Brasil e depois Exterior”. Gosto de deixar as coisas fluir naturalmente, o que é para ser, será. 


12-) Ainda sobre a questão de shows, qual o lugar que vocês tocaram que o público mais curtiu o som do Guillotine? Onde a banda tem a maior aceitação por parte dos headbangers?

Rene Iron Hell - Tirando nossos shows no Arena Metal em SP, o lugar mais legal foi no Paraná no “Thrash Metal Soldiers” que aconteceu em Cascavel, evento organizado por Miro da Rebbelion Stamp. Aquilo foi um evento maravilhoso com muita infra estrutura para acontecer um verdadeiro show de Metal.


13-) Gostaria que você comentasse sobre dois tópicos: Radicalismo na cena e a Internet em relação ao underground. O primeiro nós vemos hoje, geralmente a molecada que está começando a ouvir som, metendo o pau nas bandas mais clássicas, falando que o som é mais leve, que só som extremo é bom, etc... O segundo, sabemos que a Internet é um excelente meio de divulgação no meio underground, só que é uma faca de dois gumes, pois ao mesmo tempo que ela agiliza e facilita os contatos, por outro lado temos a pirataria, MP3´s, etc... Qual sua opinião a respeito disso?

Rene Iron Hell - (risos) Respondendo o primeiro tópico, a molecada que diz esse tipo de barbaridade sobre bandas clássicas, não têm o menor crédito na cena. Claro que no comecinho da nossa vida no movimento, todos tinham uma cabeça mais confusa em relação às bandas e cheia de dúvidas, em poucas palavras: falta de experiência. Isso é normal, porque com o tempo as pessoas começam a amadurecer e conhecer realmente a importância das bandas. Agora essa molecada que se diz headbanger, meter pau em bandas como Venom, Hellhammer, Bathory, etc... porque o som não é tão rápido como as bandas de hoje, nem tenho palavras para expressar o tanto de merda que um cara desse tem na cabeça. As bandas velhas tem uma importância crucial na cena, tudo começou ali. Nenhum estilo musical surge do nada, tudo teve sua influencia, é natural. E as boas bandas novas beberam muito das antigas, isso é mais que obvio para qualquer pessoa que manja do assunto, tipo o pessoal do Zine, eu e você que está lendo essa entrevista. Sobre o segundo tópico, Internet é igual ao mundo que conhecemos tem coisas boas e ruins cabe agente filtrar isso da melhor forma possível.


14-) Alguns “grupos” que se dizem “Metal” praticam som com uma sonoridade Black/Death/Thrash com ideologias cri$tãs. Qual sua opinião sobre essa mistura de religião com Metal?

Rene Iron Hell - Essa pergunta é ótima! Primeiramente digo que o Metal sempre foi anti-religião. Ele nasceu (Black Sabbath) de influencias dos anos 70 (Atomic Rooster, Led Zeppelin, Lucifers Friend, Pentagram, etc...) que já tinham essa visão de liberdade de anti-religião e anti-igreja. White “Metal” (risos) é uma grande piada, isso realmente não poderia existir. Se o cara quer ser religioso, otário da igreja, tudo bem, mais que seja sem levantar a bandeira de que toca Metal, ser querer montar banda de metal religioso, isso é bizzaro! Mais engraçado ainda são essas bandas intituladas de UNBlack Metal (risos) Não preciso comentar nada né? (risos) Black Metal evangélico, BIZARRO é inacreditável (risos). Metal é liberdade, sou totalmente contra White Metal!


15-) Você um cara extremamente ativo na cena, pois além do Guillotine você toca/tocou em várias outras bandas de SP. Recentemente você está fazendo parte da nova formação do Em Ruínas. Como surgiu o convite para entrar no grupo e como estão os preparativos para o álbum de estréia?

Rene Iron Hell - Eu sempre curti muito tocar em várias bandas, porque sempre fico na ativa e ganho mais técnica, experiência na música e no Metal. Mas minha banda principal é o Guillotine mesmo, já toquei muito tempo no Midnightmare (Death Metal), Mortuorum (Black Metal), alguns ensaios com o Evil Mayhem (Thrash/Black Metal), Bergenteif (Folk/Black Metal). Toco atualmente com o House of Evil (cover oficial de King Diamond/Mercyful Fate), Em Ruínas (Speed Metal) e Bloodstained (Death Metal) uma banda de um grande irmão meu do interior de SP, Fábio Sodom. Minha entrada no Em Ruínas foi tranqüila por que somos muito amigos e eles estavam precisando de um baterista temporariamente, foi aí que rolou e digo que o play do Em Ruínas está muito breve de sair e está fudido demais! Neste semestre sai um novo EP já comigo na bateria.


16-) Rene te agradeço pela entrevista e para finalizar gostaria que você nos falasse sobre os planos futuros do Guillotine e ao mesmo tempo, deixo espaço aberto para suas considerações finais.

Rene Iron Hell - Brothers muito obrigado de coração por esse espaço. Espero que tenham gostado de nossas idéias e comentários, estamos sempre abertos para conversas e opiniões. Logo mais sairá outro EP (N.E: Esse EP denominado Appalling Night já foi lançado) seguido do segundo play. Grande abraço a você que está lendo essa entrevista. Hail a todos.


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1 comentários:

Sepulchral Voice disse...

Isso aê warbrother!

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